No quarto trimestre de 2025, a Braskem apresentou um desempenho financeiro severamente impactado pela continuidade do ciclo de baixa global da indústria petroquímica e por eventos não recorrentes significativos.
A companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 10,28 bilhões, um aumento de 82% no prejuízo em comparação ao mesmo período de 2024, pressionado por baixas contábeis (impairment) de ativos no México no valor de R$ 1,5 bilhão e spreads internacionais desfavoráveis.
Operacionalmente, a Receita Líquida recuou 16% em relação ao 4T24, totalizando R$ 16,1 bilhões, reflexo da queda de 12% a 13% nos preços internacionais de químicos e resinas, além de volumes de venda menores no Brasil.
A alavancagem financeira, medida pela relação Dívida Líquida Ajustada/EBITDA, saltou de 7,42x para 14,74x em um ano, evidenciando uma estrutura de capital extremamente pressionada pelo menor fluxo de caixa operacional.