A Cosan (CSAN3) está se preparando para uma possível venda de sua participação na Raízen (RAIZ4) após o processo de recuperação extrajudicial da produtora de açúcar e etanol. O CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou em teleconferência que a holding pode ser dissolvida em três a cinco anos, e que a responsabilidade pelo crescimento dos negócios ficará a cargo das empresas do grupo.
O executivo destacou que a Cosan não participará de um novo aporte de capital na Raízen, que enfrenta uma dívida de R$ 65 bilhões.
Martins explicou que a diluição da participação da Cosan na Raízen é esperada ao final da reestruturação, o que tornaria a companhia um investimento minoritário.
Ele também afirmou que a holding deverá ser dissolvida para reduzir a alavancagem, e que os acionistas poderão receber participações diretas em outras empresas do grupo.
A empresa busca implementar uma estratégia de redução de dívidas, com a expectativa de que a dissolução da holding comece em 2027.
