A Cosan encerrou o primeiro trimestre de 2026 apresentando um prejuízo líquido de R$ 1,6 bilhão, o que representa uma melhora de 11% em relação ao resultado negativo reportado no mesmo período do ano anterior.
Este desempenho foi fortemente impactado por efeitos pontuais não-caixa, totalizando R$ 1,0 bilhão, decorrentes de pré-pagamentos de dívidas (bonds e debêntures) e da variação cambial associada, que sensibilizaram as linhas de resultado financeiro e imposto de renda diferido.
Por outro lado, o portfólio operacional demonstrou resiliência, com a equivalência patrimonial positiva de R$ 420 milhões, revertendo o terreno negativo do 1T25 impulsionada por Rumo e Moove.
No pilar financeiro, a estratégia de otimização da estrutura de capital foi o grande destaque.
A companhia reduziu sua dívida líquida expandida em 34% na comparação anual, encerrando o trimestre em R$ 11,5 bilhões.
Esse movimento é reflexo direto da capitalização realizada no final de 2025 e do foco na redução do custo bruto da dívida.
Operacionalmente, as principais investidas apresentaram crescimento no EBITDA ajustado, com destaque para a Rumo (+7%) e a Compass (+2%), consolidando a capacidade de geração de valor das subsidiárias mesmo em um ambiente de reestruturação na holding.
