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Empresas do setor bancário

Hoje traremos uma análise das empresas do setor bancário e perspectivas para o setor.

Setor bancário

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Banco Central, o saldo das operações de crédito apresenta crescimento gradual. Entre agosto de 2016 e fevereiro de 2018, a variação em doze meses permaneceu em campo negativo, chegando a registrar retração de 3,5% em dezembro de 2016. Atualmente, o volume conta com incremento de 3,37% na base anual, com grande contribuição de pessoas físicas. Neste segmento, o crescimento é de 6,76% até o fechamento de agosto, compensando a queda de 0,42% em pessoas jurídicas.

A inadimplência em recursos livres também vem melhorando, após atingir o maior nível em maio de 2017, quando o patamar de calotes chegou a 5,95%. Hoje, o indicador está em 4,21%, muito em função da mitigação de riscos por parte de bancos e do provisionamento para perdas.

Gráfico da inadimplência em Recursos Livres

Spread bancário

A taxa de juro média cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito ficou estável na passagem de julho para agosto, permanecendo em 24,5% ao ano. Na base anual, houve queda de 3,8 pontos percentuais. A taxa cobrada em empréstimos para pessoas jurídicas é de 15,85%, enquanto para pessoas físicas fica em 30,41%. O spread médio, que considera a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a taxa cobrada de clientes, caiu de 17,8 pontos percentuais para 17,6 pontos em agosto.

A diminuição na margem entre captação e aplicação de instituições financeiras é um dos motivos para a retração na margem financeira com clientes ao longo dos últimos anos. O spread bancário chegou ao ápice em outubro de 2016, quando atingiu o patamar de 23,97 pontos percentuais. Desde então, a taxa de básica de juros iniciou um ciclo de cortes, impactando diretamente na diferença. Importante observar que dentro de produtos bancários a margem financeira corresponde a maior fonte de receitas de grandes bancos, sendo também afetada pelo volume de crédito concedido.

Mesmo com a redução no retorno, o movimento vem sendo compensado pelo crescimento gradual nas operações de crédito no varejo e pela diminuição de riscos, com consequente queda nas despesas de provisão. Este é um dos principais motivos para o crescimento da rentabilidade patrimonial de bancos, com reflexo positivo sobre o resultado líquido de intermediação financeira. No tocante à saúde do segmento, o nível de provisões está de acordo com o volume de ativos problemáticos, reduzindo possíveis impactos na estabilidade financeira do sistema nacional.

Spread do Sistema Financeiro (pontos percentuais)

De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, os indicadores de capitalização permanecem acima aos requeridos pela legislação. A diminuição dos índices no primeiro semestre foram reflexo da retomada do crédito e de ajustes prudenciais. Até o fechamento de 2017, os indicadores estavam em elevação devido ao processo de desalavancagem de bancos. A partir de uma simulação da autarquia federal, foi constatado que a transição para a total implementação de Basileia III deverá ocorrer sem grandes problemas, pois as instituições que representam a grande maioria dos ativos do sistema bancário já possuem Índice de Capital Principal acima do mínimo.

Empresas do setor acompanhadas

Itaú (ITUB3/ITUB4)

O Itaú Unibanco continua sendo a maior companhia do setor bancário, com valor de mercado superior a R$ 316 bilhões. Entre as três instituições mais representativas e com ações negociadas na B3, é a companhia que apresenta a maior rentabilidade patrimonial em doze meses, chegando a 16,9% na última apuração. Além disso, é o ativo mais atrativo para a distribuição de lucros, com dividend yield de 6,8% de acordo com o preço de fechamento de 23 de outubro. Em contrapartida, a ação preferencial (ITUB4) possui os indicadores de mercado mais elevados, com índice P/L de 13,21 e P/VPA de 2,50. Analisando os dados, é possível concluir que a oportunidade de investimento está muito mais voltada para distribuição de dividendos do que para ganho de capital.

Bradesco (BBDC3/BBDC4)

O Bradesco possui valor de mercado acima de R$ 223 bilhões. Sua rentabilidade patrimonial está um pouco abaixo do Itaú, ficando em 14,1%. Assim como seu principal concorrente privado, apresenta indicadores de mercado elevados, com P/L de 14,25 e P/VPA de 1,98. O dividend yield é relativamente baixo, com retorno anualizado de 3,5% sobre o preço de fechamento de 23 de outubro. A ação preferencial do banco (BBDC4) não apresenta atrativos para investimentos devido ao fator diversificação, pois preferimos outras duas instituições financeiras, uma focada na distribuição de proventos (Itaú) e outra com valuation atrativo para ganhos em mercado secundário.

Banco do Brasil (BBAS3)

Seu ROE está em 14,2% no acumulado de doze meses e os indicadores de mercado estão abaixo de seus pares. O P/L se encontra em 9,43, o P/VPA, em 1,22 e o dividend yield em 3,21. Acreditamos que a ação ordinária (BBAS3) está sendo negociada bem abaixo do valor justo, com boa margem de segurança para entrada, embora o preço teto para garantir um bom retorno esteja próximo do preço atual.

Outros bancos

Outros bancos, como Banrisul (BRSR6) e BTG Pactual (BPAC11), estão sendo observados, mas sem perspectivas para recomendação. No caso do primeiro preferimos esperar a definição sobre o plano de recuperação fiscal do governo do Rio Grande do Sul, assim como o desmembramento de privatizações de empresas controladas pelo estado. Em relação ao BTG, observamos uma deterioração dos resultados ao longo dos últimos anos, com retração de 62% do lucro líquido consolidado entre o quarto trimestre de 2016 e a última apuração.

Empresa

Dividend Yield

P / L

P / VPA

Margem Líquida

ROE

ITAÚ UNIBANCO 6,80% 13,21 2,50 16,97% 16,85%
BRADESCO 3,50% 14,25 1,98 13,24% 14,06%
BANCO DO BRASIL 3,21% 9,43 1,22 9,50% 14,22%
BANRISUL 4,04% 6,06 1,07 13,20% 17,67%
BTG PACTUAL 3,21% 14,87 1,00 16,55% 6,75%

Fontes: Banco Central, RI dos Bancos e Quantum Axis

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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