A Exxon Mobil (XOM/EXXO34) está em negociações para adquirir direitos de produção de petróleo na Venezuela, encerrando um impasse que durou quase duas décadas.
Este acordo, se concretizado, representaria uma grande vitória para o presidente Donald Trump, que busca abrir o mercado venezuelano para empresas americanas.
O retorno da Exxon ao país, conhecido por suas vastas reservas de petróleo, ocorre após anos de disputas judiciais que tornaram a companhia uma adversária do governo socialista.
O negócio envolve a assinatura de contratos para a produção em até seis campos diferentes na Venezuela e pode ser anunciado ainda este mês.
Um porta-voz da Exxon não comentou sobre as negociações, enquanto o governo venezuelano também não se manifestou.
Este acordo, se fechado, marcaria uma guinada na postura da Exxon, que havia considerado a Venezuela “ininvestível” até recentemente.
Desde a saída da Exxon em 2007, após a nacionalização de ativos pelo governo de Hugo Chávez, a empresa investiu na Guiana, desenvolvendo grandes campos de petróleo.
A mudança nas condições econômicas globais e a expansão da Chevron na Venezuela tornaram o retorno da Exxon mais atraente, com executivos da empresa reconhecendo novas oportunidades no país.
