O primeiro trimestre de 2026 marcou um período de forte transição estratégica para o Magazine Luiza, evidenciando o pragmatismo da companhia em priorizar as margens operacionais e a rentabilidade em detrimento do volume bruto de vendas, o que resultou em um recuo de 5,6% nas vendas totais, atingindo R$ 15,15 bilhões.
O grande motor de resiliência do trimestre foi o canal físico, que registrou expansão de 6,9% e alcançou R$ 5,19 bilhões em faturamento, contrapondo-se à retração deliberada de 11,0% no e-commerce (R$ 9,95 bilhões).
Apesar dos avanços na diluição de despesas de vendas para 18,5% da receita e na captura de eficiência com o uso de inteligência artificial, o resultado consolidado do ecossistema acabou impactado negativamente pelo cenário macroeconômico de juros elevados.
No ambiente digital, o Magazine Luiza enfrentou uma pressão global na cadeia de suprimentos motivada pela alta nos preços dos chips de memória, o que encareceu categorias essenciais como informática, TVs e smartphones.
Adotando uma postura defensiva, a varejista repassou os custos gradualmente para os preços finais, uma decisão que salvaguardou a margem bruta da operação em 30,8% (alta de 0,2 p.p.), mas resultou em uma desaceleração na receita líquida consolidada, que fechou em R$ 9,20 bilhões.
Por outro lado, a vertical de serviços financeiros seguiu em forte ritmo de maturação, gerando um lucro de R$ 75,1 milhões na Luizacred e contribuindo para uma posição de liquidez robusta, com R$ 6,22 bilhões em caixa total.
