O Mercado Livre reportou um primeiro trimestre de 2026 com crescimento excepcional, registrando receita líquida de US$ 8,8 bilhões, uma alta de 49% em dólares e o ritmo mais rápido em quase quatro anos.
Esse desempenho foi impulsionado pela aceleração do GMV (Volume Bruto de Mercadorias) no Brasil, que cresceu 38% em base neutra de câmbio, sustentado por um aumento de 56% no volume de itens vendidos.
A empresa destacou que sua estratégia de reduzir o limite de frete grátis no Brasil resultou no crescimento de compradores únicos mais rápido em cinco anos.
Apesar do forte faturamento, o lucro operacional (EBIT) totalizou US$ 611 milhões, uma queda de 20% na comparação anual, refletindo a decisão deliberada de priorizar investimentos de longo prazo em detrimento da rentabilidade de curto prazo.
Esses aportes estão concentrados na expansão da rede de fulfillment, que já processa 55% dos envios, e na vertical de fintech, onde a carteira de crédito atingiu US$ 14,6 bilhões, com destaque para o avanço do cartão de crédito.
O lucro líquido encerrou o trimestre em US$ 417 milhões, pressionado pelas maiores provisões para devedores duvidosos devido ao rápido crescimento do portfólio de crédito.
