A Raízen apresentou nesta quarta-feira (27/05) uma proposta preliminar de reestruturação financeira, que inclui conversão de dívida em ações, alongamento de passivos e aporte de capital dos acionistas.
Essa operação ainda está sujeita a negociações com credores e não possui contratos definitivos.
O objetivo da reestruturação é reorganizar o passivo, aumentar a liquidez e separar os negócios em duas empresas distintas após a conclusão do processo.
A dívida total da companhia era de R$ 75,3 bilhões em março de 2026, dos quais R$ 65,4 bilhões estão no processo de recuperação extrajudicial.
A proposta prevê que 45% da dívida reestruturada seja convertida em ações da Raízen, ao preço de R$ 0,25 por papel.
Os 55% restantes seriam trocados por novos instrumentos de dívida de longo prazo, com vencimentos entre 2032 e 2035.
A reestruturação também inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell, além da possibilidade de uma injeção adicional de R$ 500 milhões por veículo ligado à Aguassanta Investimentos.
Contudo, fontes indicam que esse aporte adicional não é mais considerado provável pelos credores.
Os credores poderão optar por receber os novos títulos na mesma moeda de seus créditos atuais, incluindo real, dólar e, potencialmente, euro.
Os novos instrumentos terão remuneração atrelada ao CDI ou juros em moeda estrangeira, com garantias vinculadas a ativos específicos da empresa.
Além disso, alternativas com descontos maiores estarão disponíveis para credores que aceitarem condições diferenciadas de pagamento.
