Os Estados Unidos propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversas importações brasileiras após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
A medida substitui parcialmente uma tarifa anteriormente proposta de 50% e ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final.
A proposta foi baseada em conclusões do USTR de que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam consideradas prejudiciais ao comércio americano.
Entre os pontos citados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, acordos tarifários, desmatamento, mercado de etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção.
Apesar da nova tarifa, o governo americano incluiu uma extensa lista de exceções, preservando parte relevante das exportações brasileiras.
Entre os produtos isentos estão determinadas carnes, café, frutas, chá, cereais, sementes, minerais, fertilizantes, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos, além de aeronaves e peças aeronáuticas.
Uma audiência pública sobre a proposta está marcada para 6 de julho, enquanto o prazo legal para eventual implementação das medidas termina em 15 de julho de 2026.
As negociações entre Brasil e Estados Unidos seguem em andamento, embora as autoridades dos dois países reconheçam a existência de divergências relevantes sobre os temas investigados.
