O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do Escritório de Comércio (USTR), propôs a imposição de tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre as importações de 60 economias, entre elas o Brasil.
A decisão surge após uma investigação que concluiu que essas nações falharam em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.
A proposta de tarifas é parte de uma ação mais ampla do USTR relacionada a práticas comerciais desleais, conforme previsto na Seção 301.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que é inaceitável que parceiros comerciais não adotem medidas contra a importação de produtos fabricados sob condições de trabalho forçado, o que prejudica a competitividade dos trabalhadores americanos.
O USTR também planeja um mecanismo para o setor têxtil que permitiria a entrada de um volume específico de importações com tarifas reduzidas, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.
Além disso, o USTR está preparando uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, resultado de outra investigação sobre práticas de comércio digital.
Comentários públicos sobre as tarifas propostas poderão ser enviados até 6 de julho, com audiência agendada para o dia seguinte.
