O Banco Central Europeu (BCE) anunciou a elevação das taxas de juros pela primeira vez em quase três anos, com o objetivo de conter a inflação que já ultrapassa 3% na zona do euro, muito acima da meta de 2%.
A decisão foi tomada em meio a pressões inflacionárias geradas pela guerra no Irã, que impactou os custos de energia.
A taxa de depósito de referência foi aumentada de 2,0% para 2,25%.
Economistas já esperavam essa medida, que visa principalmente controlar as expectativas de inflação e preservar a credibilidade do BCE, após críticas sobre sua lentidão em responder ao pico de inflação pós-pandemia.
O BCE classificou a decisão como um “aumento preventivo”, que poderá ser revertido caso as pressões sobre os preços diminuam.
As autoridades do BCE não se comprometeram com futuras movimentações, reiterando que as decisões continuarão a ser tomadas com base nos dados que forem recebidos.
Os mercados financeiros projetam mais dois aumentos de juros ao longo do próximo ano, com o próximo já previsto para setembro.
