O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou, em ata divulgada nesta terça-feira (23/06), que os próximos passos do ciclo de calibração da taxa Selic dependerão da evolução do cenário econômico e do comportamento da inflação, em um ambiente marcado por elevada incerteza e riscos assimétricos de alta para os preços.
Segundo o Copom, a condução da política monetária seguirá pautada por serenidade e cautela, permitindo que novas informações sejam incorporadas às decisões futuras, especialmente em relação aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre cadeias globais de suprimentos, preços de commodities e inflação.
O Comitê destacou que a redução da Selic para 14,25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta, ao mesmo tempo em que contribui para suavizar oscilações da atividade econômica e favorecer o pleno emprego.
Nas projeções apresentadas, o Copom manteve a expectativa de alta de 5,2% para o IPCA em 2026, acima do teto da meta de inflação, e de 3,7% para 2027, também acima do centro da meta.
Para os preços livres, a previsão é de avanço de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027, enquanto os preços administrados devem subir 4,7% e 3,9%, respectivamente.
