A Raízen divulgou os resultados do quarto trimestre do ano-safra 2025’26 (equivalente ao 1T26), evidenciando um período de profundas transformações estruturais e operacionais em meio a um ambiente macroeconômico severamente desafiador.
A companhia enfrentou condições climáticas adversas que afetaram a moagem de cana, juros elevados e volatilidade nos preços de commodities.
Como resposta direta ao cenário de liquidez restrita e rebaixamento de ratings, a Raízen iniciou em março de 2026 o seu processo de Recuperação Extrajudicial, obtendo o apoio de mais de 80% dos credores para o plano de reestruturação de suas dívidas.
Financeiramente, o período foi impactado de forma expressiva por eventos não caixa, destacando-se a constituição de provisões para redução ao valor recuperável de ativos (impairment) no montante de R$ 22,5 bilhões.
Esse fator, somado à elevação das despesas financeiras pelo maior saldo de endividamento e alta na taxa média do CDI, resultou em um expressivo prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões.
Por outro lado, as iniciativas de eficiência geraram reduções de custos de aproximadamente R$ 1 bilhão, e o segmento de Distribuição de Combustíveis no Brasil apresentou sólida expansão de volumes, alcançando 6.469 mil m³ no trimestre.
