A Oncoclínicas (ONCO3) obteve na Justiça uma medida cautelar que a protege de credores por um período de 60 dias.
A rede de medicina oncológica enfrenta uma grave crise financeira, com um prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025 e dívidas totalizando R$ 3,2 bilhões.
Durante a vigência da decisão, a Oncoclínicas não poderá ter bens bloqueados e novos vencimentos de dívidas não poderão ser antecipados.
O pedido de proteção foi protocolado após a divulgação de um balanço financeiro que indicou incertezas sobre a continuidade operacional da empresa, que apresentou uma alavancagem de 4,3 vezes, acima do limite contratual de 3,5 vezes.
A situação se agravou após a Pentágono S.A DTVM declarar a empresa como inadimplente devido ao não pagamento de R$ 29 milhões em juros de debêntures, resultando em um vencimento antecipado de cerca de R$ 336,9 milhões.
Isso gerou um efeito cascata, antecipando vencimentos de outros instrumentos de dívida, incluindo certificados de recebíveis imobiliários.
Em meio a essa crise, a Oncoclínicas anunciou a implementação de um mutirão para regularizar o atendimento a pacientes com câncer que tiveram tratamentos adiados.
A medida será viabilizada por meio de um empréstimo de R$ 150 milhões para a recomposição do estoque de medicamentos.