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Setor Defensivo

Para quem conhece sobre o mercado financeiro, e até mesmo pra quem só ouviu falar, sabe que momentos de quedas, com medo e pânico são comuns ao longo de toda história. Já aconteceram algumas vezes e com certeza irão acontecer novamente, restando saber apenas o motivo, a intensidade e outras variáveis.

Quando tratamos mais especificamente do mercado acionário, vemos empresas que tendem a apresentar maiores e outras menores dificuldades em momentos de crise.

E dentre as empresas que tendem a sofrer os menores impactos, merecem destaque as do setor elétrico, que inclusive já detém a fama de serem mais “defensivas” e boas pagadoras de dividendos.

Setor Elétrico

O setor de eletricidade compõe boa parcela dos principais índices acionários da bolsa brasileira. Somente no índice Bovespa, por exemplo, essas companhias representam quase 5% de participação.

De forma geral, as empresas do setor podem ser classificadas em três segmentos: Distribuição, transmissão e geração de energia. Detalhamos abaixo sobre os riscos e benefícios de cada um deles.

Distribuição de Energia

O segmento de distribuição está na ponta mais próxima do consumidor. É o estágio final da cadeia de produção elétrica. Por isso, dentre os três segmentos, em momento de crise este tende a ser o mais afetado.

Um dos impactos se deve, geralmente, as reduções (as vezes, inclusive, paralisações) de grande parte das atividades econômicas, principalmente as industriais. Com isto, a demanda de energia elétrica sofre redução em um primeiro momento.

Também há o risco do aumento de inadimplência, que dependendo da intensidade da crise econômica instaurada poderá atingir elevados níveis, afetando a geração de caixa das companhias.

Outro ponto de destaque refere-se a grande regulamentação as quais estas empresas (do setor elétrico, em geral) estão sujeitas. Portanto, medidas impostas pelo Governo Federal podem servir como agravante aos impactos para as distribuidoras, como por exemplo a suspensão do corte de energia para os inadimplentes, descontos nas tarifas de energia e até mesmo adiamento de reajustes de compensação de custos.

Esses e outros fatores acabam por impactar diretamente nos resultados operacionais em um horizonte de curto prazo.

Como exemplos de empresas listadas deste segmento há a Neoenergia (NEOE3) e a Copel (CPLE6). Nos últimos doze meses (10/07/19 a 09/07/20), as ações de NEOE3 rentabilizaram cerca de 13,6%, enquanto CPLE6 marcou praticamente 34,0% de retorno. Como comparação, o IBOV finalizou este período com uma desvalorização de 5,14%.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Transmissão de Energia

O segmento de transmissão funciona como o elo entre a geração e a distribuição de energia. Toda eletricidade gerada é transmitida aos distribuidores pelas empresas do segmento de transmissão. E este é o segmento que tende a sofrer os menores efeitos em uma eventual crise.

Isto porque grande parte do faturamento das companhias vem do Governo Federal, fazendo com que suas receitas tenham maior previsibilidade. Também, vale ressaltar que as receitas não dependem da demanda por energia elétrica do consumidor.

Outro ponto importante refere-se a baixa necessidade de grandes investimentos, fazendo com que estas empresas possuam, de forma geral, baixos níveis de endividamento. E, quanto menor for a alavancagem, maior é a capacidade de distribuição de dividendos.

Dois exemplos de empresas do segmento de transmissão de energia são: Taesa (TAEE11) e ISA CTEEP (TRPL4). Nos últimos doze meses, as ações de TAEE11 se valorizaram quase 9,5%. Já TRPL4 e o Ibovespa apresentaram queda de 7,47% e 5,14%, respectivamente, neste mesmo período.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Geração de Energia

Como o próprio nome já define, o segmento de geração de energia compreende empresas responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica. Dada a matriz energética brasileira, grande parte da potência produzida por essas companhias advém de hidrelétricas. Mas também, existe a utilização de termelétricas, parques eólicos e, mais recentemente e em aplicação crescente, a geração por meio de placas solares.

Dentre os três segmentos do setor elétrico, o de geração de energia tende a sofrer impactos intermediários entre os outros dois (distribuição e transmissão). Isto porque estas empresas possuem contratos pré-definidos de demanda de energia para as distribuidoras.

Atrelado a isto, as companhias de geração já contam com certos instrumentos de proteção contra períodos de maiores dificuldades, como no caso de escassez de água para as hidrelétricas por exemplo.

Como exemplos de empresas listadas em bolsa deste segmento há a Eletrobrás (ELET3) e a Engie (EGIE3). Nos últimos doze meses, ELET3 rentabilizou praticamente 2,8%, enquanto EGIE3 se desvalorizou cerca de 0,95%.

Vale ressaltar, no entanto, que várias das empresas citadas possuem atividades juntamente nos três segmentos.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Boas Pagadoras de Dividendos

Como citado anteriormente, as empresas do setor elétrico possuem a fama de serem uma das mais “defensivas” da bolsa. Além do fato de seus papéis possuírem um histórico de menor volatilidade, as companhias possuem destaque na distribuição de dividendos, no geral.

O gráfico abaixo apresenta o dividend yield dos últimos doze meses das empresas do setor elétrico listadas no Índice Bovespa, em comparação com o yield médio do próprio IBOV.

O gráfico nos mostra que, das seis companhias, cinco delas detém um dividend yield superior ao médio do índice, indicando a boa distribuição de proventos.

Quais Serão os Reais Impactos Sob Crises?

Enquanto se está imerso em um período de crise, torna-se extremamente difícil avaliar com exatidão os reais impactos que esta causará na economia e, consequentemente, no caixa das empresas.

No entanto, mesmo sem as certezas nestes difíceis momentos, a tendência é que, de forma geral, o setor elétrico acabe por sentir os efeitos de forma mais amenizada, com maior ênfase para o segmento de transmissão de energia.

Como exemplo, na atual crise do coronavírus não sabemos ao certo o quanto as empresas serão afetadas. Mas, contrastando o momento com as características das companhias do setor elétrico, vemos estas com bons atributos para atravessar os problemas que se avizinham.

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