A Moody’s rebaixou a nota de crédito da CSN (CSNA3) de Ba3 para B2 e manteve perspectiva negativa, sinalizando risco de novos cortes no curto prazo.
Segundo a agência, a decisão reflete a elevada alavancagem da companhia e a necessidade de avançar no plano de desalavancagem, que prevê levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos. Sem isso, os indicadores de crédito devem seguir pressionados e os riscos de liquidez, elevados.
O movimento ocorre após a Fitch Ratings também rebaixar a classificação da empresa para “BB-”, com observação negativa.
A CSN estima reduzir em cerca de 50% a dívida líquida, hoje em R$ 37,5 bilhões, com a venda de ativos. Apesar de contar com R$ 16,5 bilhões em caixa e vencimentos relevantes apenas a partir de 2028, a Moody’s alertou que a atual queima de caixa aumenta o risco de refinanciamento.