A Raízen (RAIZ4), joint venture entre Cosan (CSAN3) e Shell, informou que protocolou na quarta-feira (11) um pedido de recuperação extrajudicial na Comarca da Capital de São Paulo, com o objetivo de reestruturar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras.
Segundo a companhia, o plano foi estruturado de forma consensual com seus principais credores e já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% do total das dívidas financeiras incluídas no processo.
A empresa terá prazo de 90 dias, a partir do processamento da recuperação extrajudicial, para alcançar o percentual mínimo necessário para homologação do plano, o que permitiria vincular 100% dos créditos sujeitos às novas condições de pagamento.
O acordo prevê um período de standstill de 90 dias a partir de quinta-feira (12/03), durante o qual ficam suspensos os pagamentos de juros e principal das dívidas financeiras enquanto a companhia negocia um plano definitivo de reestruturação com os credores.
A Raízen informou que o processo não inclui dívidas com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente.
Do total das dívidas incluídas, cerca de metade está nas mãos de bancos, enquanto a outra metade pertence a detentores de títulos como bonds, CRAs e debêntures. A companhia encerrou dezembro com R$ 17,3 bilhões em caixa.
Segundo a empresa, a recuperação extrajudicial busca preservar liquidez em um momento de maior necessidade de capital de giro, com a aproximação do início da safra de cana-de-açúcar, além de dar suporte ao processo de reorganização operacional em andamento.