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O que todo investidor de longo prazo mais deseja é manter durante vários anos suas ações em carteira. Porém, você já parou para pensar que mesmo esse tipo de investidor pode, em algum momento, ter que vender suas ações?

Isso mesmo. Ter que vender alguma ação também faz parte da vida do investidor de longo prazo. Não queremos dizer que é necessário ficar "girando a sua carteira’’, pelo contrário. Mas em, alguns momentos, vender alguma ação será até importante para a proteção da sua carteira.

Hoje teremos mais um caso bastante comentado, o da Cielo (CIEL3). Diferente de IRB, Cielo não teve nenhum tipo de fraude, suas atividades continuaram funcionado normalmente e a empresa nunca fechou nenhum ano com prejuízo. Além disso, segue como sendo o maior do seu setor, com 30% de marketshare.

Vamos entender como uma empresa que nunca deu prejuízo anual e que segue na liderança de mercado, é alvo de tanta polêmica, com suas ações caindo quase 90%, desde a máxima em Dezembro de 2016.

CIEL3 | Cielo: "Até onde as margens poderiam cair?''

A Cielo que sempre foi sinônimo de altas margens e gordos pagamento de dividendos. Há alguns anos, o mercado não era tão competitivo como hoje e Cielo ''nada de braçadas''. Até 2009 as maiores bandeiras, Mastercard e Visa, detinham contratos de exclusividade com duas empresas: a Visanet (Cielo) e a Redecard (Rede) e mandavam no mercado.

Em 2010, tudo mudou. Após um estudo sobre a relação da Visa com a Visanet, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) entendeu que a exclusividade contratual usufruída pela adquirente no país infringia a ordem econômica. Essa decisão levou a quebra da exclusividade no mercado de adquirência nacional.

Essa perda de exclusividade abriu as portas para a competição. Obviamente, não teríamos centenas de concorrentes operando na semana seguinte aquela decisão do CADE. Mas isso já serviu para acender o ''sinal amarelo'' para Visanet e Mastercard.

O segundo movimento que chamou a atenção do mercado ocorreu em 2012, quando o Itaú (ITUB4), usou mais de R$ 10 bilhões para fazer o fechamento de capital da Redecard (RDCD3). Na época duas coisas ficaram claras:

-A primeira é que o próprio Itaú já tinha entendido que o mercado havia mudado e que não fazia sentido deixar Redecard como uma empresa independente. Até porque a empresa, com o aumento da concorrência poderia fazer negócios que não seriam lucrativos para os acionistas da companhia. Lembrando que, diferente da Cielo, a Redecard já tinha nascido como uma plataforma multibandeira.

-A segunda é que o Itaú protegeu os acionistas de Redecard com aquele fechamento de capital. Se o próprio banco já havia percebido que o mercado tinha mudado e a época das ''vacas gordas'' estava prestes a terminar, não fazia sentido deixar as ações da sua controlada Redecard ''sangrar no mercado''. Diferente de ITUB4, o Banco do Brasil (BBAS3) e o Bradesco (BBDC4), que já comandavam a Cielo, deixariam os acionistas de CIEL3 ao sabor do que ocorreria nos próximo anos.

Já em 2016, com o mercado já mais concorrido, tivemos a exclusão de acordos bilaterais entre adquirentes e bandeiras. Ou seja, a Cielo passou a transacionar mais de 80 bandeiras em suas máquinas.

O resumo de tudo isso é que, em pouco menos de 6 anos, o mercado havia se transformado profundamente e Cielo não seria mais aquela empresa anterior a 2010.

"A Cielo não vai quebrar?''

Durante todos esses anos, muitas pessoas ao invés de encarar os fatos e mudanças, argumentavam que "A Cielo não iria quebrar'' e que, por isso, não fazia sentido vender suas ações.

Muitas vezes, os investidores têm dificuldade em entender que uma empresa não precisa quebrar para ele perder dinheiro. A Cielo é um exemplo clássico disso. A empresa dificilmente iria ou vai quebrar, mas também não voltaria e nem vai voltar àquela época de margens gordas.

O complicador no caso da Cielo, é que essas mudanças foram ocorrendo dia após dia, semana após semana e, como o ''sapo sendo aquecido na panela com água'', muitos investidores ficaram ''anestesiados'' sem entender exatamente o que estava acontecendo.

Porém, uma coisa era certa: as margens, ROEs, lucros e dividendos iriam cair. Mas, até onde esse movimento iria? Até onde a margem da Cielo cairia?

Da mesma forma que não gostamos de sermos sócios de empresas que seus CEOs mentem (como no caso do IRB), também não gostamos de negócios que dificilmente sustentarão suas margens e lucros ao longo dos anos. No caso é ainda pior, pois a previsibilidade do que pode acontecer é muito baixa. É como dirigir um carro em uma noite escura, com muita neblina.

Em outubro de 2017, recomendamos a venda das ações CIEL3 a 22,96.

Considerando o preço atual (3,55), protegemos os nossos clientes de uma queda de 77%.

Sobre os resultados de Cielo, infelizmente, estávamos certos...as margens e ROE não param de cair e seguem sem previsão de melhora ou que pelo menos parem esse movimento de queda:

Quando algo muda estruturalmente, nossa posição também deve mudar. Negócios sem previsibilidade, com concorrência aumentando e margens derretendo devem ser sempre evitados. Tem muita coisa boa no mercado, para nos agarrarmos a negócios que não fazem mais sentido.

A Cielo hoje

Depois de todos esses anos de queda não só das ações, mas como das margens da empresa, entendemos que a companhia já passa a ser negociada com um valor condizente com o que ela pode entregar. Além disso, dificilmente a empresa perderá mais margens e terá condições de pagar dividendos razoáveis.

Dessa forma, desde o início de 2022, apesar de não termos recomendação de compra, retiramos a restrição em relação as ações CIEL3. 

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Analistas Responsáveis

▶ Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795
▶ Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423
▶ Gabriel Zaiden de Moraes - CNPI EM-3014
▶ Murilo Augusto Gonçalves de Lima CNPI-T EM-3015

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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