As projeções para inflação, PIB e câmbio em 2024 registraram alta, segundo o Relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (28/10).
A estimativa para o IPCA subiu pela quarta semana consecutiva, de 4,50% para 4,55%, enquanto a previsão para a inflação de 2025 passou de 3,99% para 4,00%.
O crescimento do PIB em 2024 também teve leve aumento, de 3,05% para 3,08%, com a previsão para 2025 estável em 1,93%. Já as estimativas para a taxa Selic mantiveram-se em 11,75% para 2024 e 11,25% para 2025.
Se você tem ações de grandes bancos como Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), precisa ler este artigo.
Hoje, vamos mostrar 3 grandes desafios que essas empresas, conhecidas por sua resiliência a crises e altos dividendos, vão enfrentar no futuro próximo.
Acompanhe!
1 – Concorrência de fintechs, bancos digitais e corretoras
Nos últimos 4 ou 5 anos, a concorrência enfrentada pelos bancos tradicionais começou a aumentar, especialmente com o crescimento das corretoras, fintechs e bancos digitais.
A facilidade para abrir contas e as taxas menores dessas alternativas começaram a fazer usuários migrarem para essas novas opções, o que pressiona as margens dos grandes bancos.
Isso não significa que eles vão quebrar, de jeito nenhum.
Porém, para se manterem em uma posição competitiva no mercado, muito provavelmente terão que reduzir suas margens. E você deve sempre procurar, prioritariamente, empresas que aumentam suas margens.
2 – Bancos terão que manter mais de 20% de ROE para pagar bons dividendos
Muita gente pode não acreditar, mas, no final da década de 90 e início dos anos 2000, investir em bancos era considerado arriscado.
O setor bancário no Brasil era muito fragmentado, com diversas empresas, muitas das quais tiveram dificuldades e faliram.
Porém, os bancos que sobraram passaram por um processo de consolidação e dominaram o mercado por décadas, podendo investir pesado em sua expansão.
No entanto, esse não é mais o caso, e o grande desafio dos bancos agora é manter um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) acima de 20% para garantir bons pagamentos de dividendos.
O foco em expansão acabou; o crescimento dos próximos 20 anos não será tão forte quanto o das duas últimas décadas, e os bancos terão que se concentrar mais no pagamento de dividendos, ao mesmo tempo em que enxugam suas operações, fechando agências, para se manter competitivos.
3 – Maior conhecimento dos consumidores
O mercado financeiro está longe de perfeito, mas as pessoas estão cada vez se informando mais sobre onde colocam seu dinheiro.
Basicamente, produtos ruins com altas taxas, que tanto colocaram dinheiro nos bolsos dos bancos, não “funcionam” mais.
Um exemplo clássico é o hiperfundo do Bradesco.
Ele já teve quase 7 bilhões de reais sob gestão em 2014, mas hoje tem apenas 680 milhões.
E não é à toa: desde seu começo, ele rendeu apenas 574%, enquanto o CDI rendeu 1.459% no mesmo período. Foi um péssimo investimento.
De 2014 para cá, o banco diminuiu a taxa de administração de 4% para 1,5% para tentar manter os investidores, mas o patrimônio ainda assim diminuiu, mostrando como a concorrência está forçando os bancos a reduzir suas margens.
Hoje, esse fundo que já chegou a gerar R$ 264 milhões anualmente em taxas, com 338 mil cotistas, gera cerca de R$ 10 milhões, com 161 mil cotistas.
Agora imagine o efeito de investidores de diversos fundos, de diversos bancos, percebendo que seus investimentos não são tão bons assim e retirando seu dinheiro?
Mas então não vale a pena investir nos grandes bancos?
Para nós, aqui na Capitalizo, sim, ainda vale.
As características de bons bancos como o Itaú ainda mantêm eles como boas opções de investimento.
Porém, estaríamos mentindo se disséssemos que não é importante que o investidor comece a reduzir sua exposição nessas empresas.
É isso que estamos fazendo, pois o foco de crescimento ficou para trás.
Também vale mencionar que há outras oportunidades no mercado financeiro, como bancos menores, que subiram mais de 200% no último ano.
E se você quer investir como nós investimos aqui na Capitalizo e considera reduzir suas posições em grandes bancos para não perder oportunidades de crescimento em outros setores, tenho uma dica para você!
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A Vale (VALE3) divulgou uma receita líquida de US$ 9,5 bilhões no terceiro trimestre de 2024 (3T24), refletindo uma queda de 10% em relação ao 3T23, impactada principalmente pelos preços do minério de ferro, que ficaram 13,8% menores na base anual.
A empresa, porém, registrou melhora operacional, com maiores volumes de produção e redução de custos unitários, atenuando parcialmente a pressão sobre os preços.
A mineradora revisou ainda a provisão relacionada à Samarco para US$ 4,7 bilhões, com um acréscimo de US$ 1 bilhão, devido à atualização nas negociações de um acordo com as autoridades brasileiras.
O lucro líquido foi de US$ 2,4 bilhões, representando uma queda de 15% em relação ao trimestre anterior, principalmente pela baixa nos preços do minério, conforme esperado pelo mercado.
A Suzano (SUZB3) está considerando a compra da Rand-Whitney, empresa de papel controlada pelo bilionário Robert Kraft, conforme fontes da Bloomberg. Esse movimento visa expandir sua presença nos EUA após a tentativa frustrada de adquirir a International Paper.
A Suzano busca empresas menores de papel e embalagens, como a Rand-Whitney, que opera fábricas em várias regiões dos EUA e produz cerca de 4 milhões de toneladas métricas de papel anualmente.
A aquisição também marcaria a entrada da Suzano no segmento de embalagens de papelão ondulado. Recentemente, a empresa adquiriu a fábrica Pine Bluff da Pactiv Evergreen, fortalecendo sua base para futuras expansões no mercado americano.
O IPCA-15, prévia da inflação oficial do Brasil, subiu para 0,54% em outubro, após variação de 0,13% em setembro, segundo o IBGE. No acumulado do ano, a alta é de 3,71%, e nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,47%, acima dos 4,12% registrados no período anterior.
O resultado superou a expectativa dos analistas, que previam 0,50% para o mês e 4,43% para o acumulado anual.
O grupo Habitação foi destaque, com um aumento de 5,29% nos preços da energia elétrica residencial, impulsionando a inflação no período.
A Tesla (TSLA34, TSLA) divulgou seus resultados do 3T24, com uma receita líquida de US$ 28,18 bilhões, alta de +8% em relação ao 3T23.
A produção aumentou +9% e as entregas +6% no trimestre. As vendas de veículos cresceram +2%, enquanto o segmento de armazenamento de energia registrou alta de +52% e serviços subiram +29%.
A margem operacional alcançou 10,8%, um incremento de +3,2 p.p., impulsionada por menores custos por veículo e redução de despesas. O lucro líquido avançou +17%, totalizando US$ 2,16 bilhões.
A Wilson Sons (PORT3) informou na noite desta quarta-feira que a I Squared Capital Advisers decidiu não lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) voluntária, conforme carta recebida pela companhia.
A operadora portuária havia divulgado na semana passada que a I Squared estava estudando uma oferta voluntária para adquirir o controle ou até 100% da empresa, mas a empresa de investimentos optou por desistir da proposta.
A Coca-Cola (COCA34, KO) divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2024, reportando uma receita líquida de US$ 11,9 bilhões, o que representa uma queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, as receitas orgânicas, que excluem desinvestimentos, aumentaram em 9%.
O crescimento do faturamento foi impulsionado por um aumento de 10% no preço/mix, compensando a diminuição de 2% nas vendas de concentrados.
As vendas de refrigerantes se destacaram na América do Norte, América do Sul e Ásia-Pacífico, enquanto outras divisões, como sucos, água, esportes, café e chá, mostraram leve declínio nas vendas. O lucro líquido ajustado alcançou US$ 2,85 bilhões, refletindo uma queda de 8% em comparação ao 3T23.
Os conselhos de administração da Simpar (SIMH3), subsidiárias da Vamos (VAMO3) e Automob aprovaram os documentos finais para a reorganização da Vamos, conforme comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira (23/10).
A operação, proposta pelo acionista controlador Simpar e anunciada em setembro, visa tornar a Vamos Locação totalmente dedicada ao segmento de locação de caminhões, máquinas e equipamentos, além de combinar os negócios da Vamos Concessionárias com a Automob.
Caso a operação seja aprovada, a Simpar terá 60,11% de participação na nova companhia, enquanto os acionistas da Vamos Locação detêm 25,40% e os acionistas da Automob, 14,49%.
A proposta será submetida à aprovação dos acionistas nas assembleias gerais extraordinárias marcadas para o próximo dia 22 de novembro. As empresas destacam que, uma vez aprovada, a operação criará o maior e mais diversificado grupo de concessionárias do Brasil listado no Novo Mercado.
A Tecnisa (TCSA3) reportou vendas líquidas de R$ 169 milhões no 3º trimestre de 2024, um crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2023.
Os distratos totalizaram R$ 75 milhões, com destaque para o empreendimento Belaterra, que enfrenta questionamentos judiciais, levando clientes a solicitarem distratos.
O lançamento do Reserva Flamboyant, com VGV de R$ 593 milhões, contribuiu para o acumulado de R$ 1,621 bilhão em lançamentos no ano, atingindo 95% da meta para 2024.
A VSO foi de 16,3%, mantendo-se estável em relação ao 3T23.
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