Ao começar a dar seus primeiros passos na Bolsa de Valores, você se depara logo de cara com um problema: existem quase 400 empresas listadas! Como escolher em quais investir?
Sem dúvidas, esse é um dos maiores desafios para quem está começando sua jornada de investimentos, inclusive para quem investe há mais tempo.
Um caminho que pode funcionar muito bem no início é separar as companhias a partir do tamanho do valor de mercado.
Nesse contexto, quando olhamos para as empresas que possuem menor valor de mercado, encontramos aquelas conhecidas como Small Caps (baixa capitalização).
Neste artigo, você vai entender tudo o que precisa saber sobre as ações Small Caps, quais são suas vantagens e como investir nelas na Bolsa de Valores. Confira!
O QUE SÃO SMALL CAPS?
As Small Caps são um tipo de empresa listada na Bolsa de Valores, e sua classificação faz referência ao tamanho da companhia.
Empresas de menor porte são consideradas Small Caps; as de médio porte, Mid Caps; e as maiores são chamadas de Large Caps (ou Blue Chips).
Embora não haja um limite específico para diferenciar essas categorias, as Small Caps são geralmente consideradas empresas que apresentam valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 7 bilhões.
Normalmente, as Small Caps representam negócios em crescimento e, por isso, reinvestem frequentemente os lucros na expansão da empresa.
Por esse motivo, podem apresentar grande valorização no longo prazo.
Por outro lado, por serem empresas menores e, muitas vezes, menos conhecidas do que as grandes companhias, é normal que suas ações não tenham tanto acompanhamento ou demanda por parte da maioria dos investidores e instituições financeiras.
Assim, o volume de negociação (liquidez) costuma ser menor do que a média.
Mas essa menor liquidez pode representar uma excelente oportunidade para o investidor pessoa física.
Com um volume de negociação menor, torna-se mais difícil que grandes instituições montem posição na companhia e, assim, a ação tende a sofrer menos interferência ou estratégias que pressionem seu preço.
Abaixo, vamos ver uma small cap fora do radar da maioria dos investidores que, além de ser uma boa empresa, tem bom potencial de crescimento.
BANCO MERCANTIL (BMEB4)
O Banco Mercantil foi fundado em 1943 com a inauguração da primeira agência na cidade de Curvelo, em Minas Gerais. Na época, a intenção era contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade e da região.
Desde então, a instituição passou por um forte processo de expansão e hoje conta com presença em diversos estados brasileiros, atendendo centenas de cidades e consolidando sua atuação como uma instituição especializada em nichos específicos do mercado financeiro.
A estratégia central do banco é oferecer um ecossistema financeiro completo voltado para o público 50+, segmento que cresce rapidamente no Brasil e tende a ganhar ainda mais relevância nas próximas décadas.
O principal foco do Mercantil está no pagamento de benefícios do INSS, segmento no qual a instituição se consolidou como uma das grandes referências do país, figurando entre os cinco maiores pagadores de benefícios previdenciários.
A partir dessa base de clientes, o banco oferece uma gama de produtos financeiros, como crédito, investimentos, seguros e outros serviços, ampliando o relacionamento e aumentando o nível de recorrência de receitas.
Essa estratégia se beneficia do perfil mais estável da base de clientes, o que tende a reduzir riscos e trazer maior previsibilidade aos resultados.
Nos últimos anos, a gestão também tem intensificado os esforços para acelerar a digitalização de seus serviços.
Isso representa um desafio adicional para o banco, uma vez que grande parte de seu público ainda possui menor familiaridade com soluções digitais.
Ainda assim, o avanço tem sido significativo, com crescente utilização de canais digitais na contratação de produtos e no atendimento.
Esse movimento também aparece na evolução da base de clientes.
Enquanto anteriormente o banco possuía cerca de 5 milhões de clientes no início de 2022, atualmente a instituição atingiu a marca de 10 milhões de clientes no 4T25, representando um crescimento expressivo ao longo dos últimos anos e um avanço de 11% apenas em relação ao 4T24.
O crescimento da base reflete tanto a expansão física quanto digital da instituição. Apenas em 2025, o banco inaugurou 61 novas agências, ampliando sua presença geográfica e fortalecendo sua estratégia de proximidade com o público-alvo.
Paralelamente, os canais digitais também ganharam protagonismo, com 82% dos contratos de crédito sendo originados digitalmente ao longo de 2025, o que melhora a eficiência operacional e a experiência do cliente.
No crédito, o banco mantém forte foco em produtos colateralizados e de menor risco, principalmente o crédito consignado, que segue como principal produto da instituição.
A carteira total de crédito atingiu R$ 23,7 bilhões no 4T25, crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a estratégia de expansão com disciplina de risco.
Essa especialização em linhas de crédito com desconto em folha ou garantia contribui para manter níveis de inadimplência relativamente controlados e sustentar elevados níveis de rentabilidade.
Em 2025, o banco também registrou resultados financeiros relevantes, com lucro líquido recorrente anual atingindo R$ 1 bilhão, um marco histórico para a instituição e que evidencia a capacidade de execução da estratégia adotada.
Em relação ao desempenho das ações nos últimos anos, o resultado é impressionante.
Nos últimos 5 anos, as ações de Banco Mercantil (BMEB4) apresentam valorização de +1.255%, enquanto o Banco Itaú (ITUB4) subiu apenas +219% no mesmo período, conforme mostrado no gráfico abaixo:
O valor de mercado do Banco Mercantil é um pouco mais de R$10 bilhões de reais. Só para você ter uma ideia, o Banco Itaú (ITUB4) vale R$ 462 bilhões.
COMO ACOMPANHAR AS SMALL CAPS?
Os investidores de renda variável geralmente estão familiarizados com o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira.
No entanto, o Ibovespa é bastante concentrado em poucas empresas, principalmente dos setores de bancos e commodities, não fornecendo informações relevantes sobre as small caps.
Por isso, o mercado utiliza outro índice: o SMLL. É ele que deve ser utilizado para acompanhar o desempenho das Small Caps na Bolsa de Valores.
Assim como é possível investir em ativos que replicam o Ibovespa (ETF BOVA11), também é possível investir no índice SMLL por meio do ETF SMAL11.
COMO INVESTIR EM SMALL CAPS?
As principais estratégias para investir em Small Caps são: fundos de investimento em ações, ETFs ou montar a própria carteira de ações.
Escolha a forma que melhor se adeque ao seu perfil de investidor e conte com as nossas recomendações.
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Ou seja, companhias que parecem pequenas, mas entregam fundamentos consistentes.
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