Small Caps: o que são e como investir?

Small caps

O que são Small Caps? Como encontrar essas empresas? Como investir nelas?

Essas são algumas das perguntas de quem começa a investir na Bolsa de Valores e se depara com as grandes valorizações que essas empresas podem gerar.

Ao entrar na bolsa de valores, você se depara com centenas de empresas, e pode ser bem complexo analisá-las e decidir onde investir. Uma dica para facilitar o processo é compreender as companhias a partir do tipo (ou tamanho) de cada uma delas – como no caso das small caps.

Por exemplo: identificando quais são as small caps, mid caps e blue chips da bolsa você consegue entender as características de cada grupo e saber qual deles lhe interessa mais. Então, que tal entender melhor o assunto?

Neste post, você acompanhará tudo o que precisa saber sobre as ações small caps, entenderá melhor o seu funcionamento e descobrirá como investir nestes papéis na bolsa de valores.

Confira!

O que são Small Caps?

Começamos pela definição. As small caps são um tipo de empresa listada na bolsa de valores. O termo faz referência ao porte da companhia. Empresas de menor porte são consideradas small, as médias são mid e as maiores são as chamadas blue chips (ou large caps).

Embora não haja um limite específico para diferenciar os grupos, as small caps são geralmente consideradas as empresas que apresentam um valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 7 bilhões. Então, as companhias de menor valor de capitalização na bolsa entram nessa classificação.

Normalmente, as small caps representam negócios que estão em crescimento — portanto, reinvestem frequentemente os lucros e podem apresentar uma valorização a longo prazo, de acordo com o espaço que forem conquistando no mercado.

De outro lado, por serem empresas menores e, muitas vezes, menos conhecidas do que as grandes companhias, é normal que suas ações não tenham tanta procura. Assim, o volume de negociação — e, consequentemente, a liquidez — costumam ser menores quando se trata de small caps.

As maiores empresas listadas na bolsa, por outro lado, são as blue chips ou large caps. Elas geralmente são as que apresentam maior volume de negociação e liquidez, pois representam companhias que são bastante conhecidas e consolidadas no Brasil.

Quais são as empresas desse tipo na Bolsa de Valores?

Embora as blue chips sejam reconhecidas por seu porte e, muitas vezes, pela solidez do negócio no mercado, isso não significa que as small caps sejam sempre empresas desconhecidas. Muitas companhias que recebem atenção em seu setor têm valor de capitalização mais baixo.

Abaixo, separamos uma small cap fora do radar da maioria dos investidores, mas que além de ser uma boa empresa, tem um bom potencial de crescimento.

Banco Mercantil (BMEB4)

O Banco Mercantil foi fundado em 1943 com a inauguração da primeira agência na cidade de Curvelo, Minas Gerais. A intenção inicial era de auxiliar na movimentação da economia da pacata cidade mineira. No entanto, desde então, o banco conseguiu crescer em um ritmo bastante forte, contando hoje com presença em 8 estados brasileiros, atendendo a cerca de 180 cidades, como mostrado na imagem.

A estratégia principal do banco é a de fornecer o melhor ecossistema financeiro para o público 50+. O carro-chefe da atuação do Mercantil é justamente no pagamento de benefícios do INSS, tendo se tornado, inclusive, uma das grandes referências do país neste quesito. Tanto é que, no início de 2022, o banco mineiro passou a figurar entre os cinco maiores do Brasil em pagamentos de benefícios do INSS.

Através desta base de clientes, o Mercantil atua na venda de produtos como investimentos, crédito, corretagem de seguros, e câmbio, como visto na imagem abaixo. Mercado este, que possui menor risco como principal característica, fornecendo boa previsibilidade aos negócios do banco. Basta ver os resultados históricos do banco para ter uma noção desta previsibilidade.

Nos últimos anos, a equipe de gestão vem intensificando o foco em sua missão de garantir cada vez mais a inclusão de seu público no ambiente digital. Algo mais complicado para o banco, já que a maior parte de seu público ainda mantém baixa penetração no digital.

Porém, desde meados de 2020, a utilização do aplicativo do Mercantil saiu de cerca de 20% para 66%, o que também tem colaborado para boa ascensão do número de clientes, saindo de 2,7 milhões no 1T21 para 5,0 milhões no 1T22. Mais detalhes dos resultados de digitalização podem ser vistos abaixo.

Quanto ao desempenho dos papéis do banco, também não podemos nos queixar. Nos últimos 5 anos, as ações de BMEB4 apresentam valorização de 460,7%, enquanto o IBOV marca apenas um ganho de 53,0% no mesmo período, conforme mostrado no gráfico abaixo.

O desempenho das ações nos últimos 12 meses também é positivo, com uma valorização de 4,6%. Quanto comparado ao Ibovespa, a boa performance fica ainda mais nítida, já que o principal índice acionário de nossa bolsa acumula queda de mais de 20% no período.

Como acompanhar as Small Caps na Bolsa?

Os investidores da renda variável, geralmente, estão familiarizados com o Ibovespa. Ele é o índice que reúne as ações das empresas mais negociadas na bolsa e, por isso, ajuda os investidores a avaliar como o mercado brasileiro vem se comportando — se ele vem subindo ou caindo, por exemplo.

Entretanto, o Ibovespa não costuma oferecer informações específicas sobre as small caps. Afinal, a maioria das empresas que compõem o índice são blue chips.

Então, como ter informações mais precisas sobre o comportamento das companhias de menor capital? Há um índice próprio para elas: o SMLL. É ele que acompanha os movimentos das ações small na bolsa.

Inclusive, vale a pena ressaltar que, assim como é possível investir em modalidades de investimento que replicam o índice Ibovespa (como o ETF BOVA11), também existe esta possibilidade em relação ao índice SMLL.

Quem deseja se expor às movimentações das small caps, portanto, pode compor uma carteira de ações deste tipo ou investir por meio do ETF (Exchange Traded Fund) SMAL11, que busca replicar o índice SMLL.

Como investir em Small Caps

As formas mais tradicionais de investimento em Small Caps são: Fundos de Investimentos de Ações, ETFs e você ter a sua própria Carteira de Ações.

Escolha a forma que melhor se adequa ao seu perfil e conte com as nossas recomendações!

Recomendações de Micro e Small Caps da Capitalizo

Acompanhar e recomendar ações de Micro e Small Caps está no DNA da Capitalizo. Além dessas ações fazerem parte de outras Carteiras, a Capitalizo tem um portfólio criado especialmente para essas classes de ações, a Carteira Micro e Small Caps.

Um dos diferencias dessa Carteira é a utilização de uma Estratégia criada por nós e chamada de Fake Small Caps. Uma ação Fake Small Cap tem o tradicional potencial de crescimento das empresas de menor valor de mercado, mas carregam um bom histórico de execução, liderança em seus mercados e ótima gestão.

Ou seja, essas empresas só “parecem” pequenas e normalmente são negociadas como verdadeiras barganhas. Confira o desempenho da nossa Carteira Micro e Small Caps e veja na prática o retorno diferenciado que uma boa Estratégia pode trazer para os seus investimentos:

Conheça 5 Small Caps Baratas da Bolsa para Investir em 2022

small caps para investir

Nesse artigo, vamos falar sobre 5 Small Caps que julgamos de boa qualidade e, principalmente, baratas.

Para achar ações baratas, é possível utilizar uma serie de indicadores fundamentalistas. Apesar de não recomendarmos a utilização de nenhum indicador de maneira isolada, hoje traremos ações de empresas que estão atrativas em relação ao indicador Preço/Lucro ou PL – o mais conhecido e utilizado no mundo todo.

Lembrando que,o P/L é uma fórmula que estima o tempo, levando em conta que a empresa mantenha os seus lucros, que suas ações levarão para “devolver” ao investidor o valor pago por ela. Abaixo segue o seu o cálculo:

P/L = Cotação da Ação / Lucro Por Ação

Exemplo: Ação cotada R$10 e o lucro líquido anual por ação R$2,00.

Calculando o P/L, temos: 10/2= 5.

Portanto, serão necessários cinco anos para o retorno do investimento.

Abaixo, seguem 5 Small Caps que contam com índices de P/L favoráveis. Confira:

ENAUTA (ENAT3)

A companhia de energia Enauta vem se aproveitando do bom momento vivido pelo Setor Petroleiro, nos últimos meses, assim como outras empresas do setor, como a PetroRio por exemplo. Somente em 2022, as ações ENAT3 sobem em torno de 65%.

A Enauta é uma empresa focada na exploração, refinamento e distribuição de petróleo e gás, sendo uma das maiores do segmento por conta de um portfólio descentralizado. Todavia, além de considerar o P/L de 4,0 vezes, deve-se ponderar que é uma empresa exposta às flutuações do câmbio e influenciada pelo preço dos barris de petróleo.

WIZ (WIZS3)

Entre as seguradoras no Brasil, a Wiz é aquela que, na nossa visão, tem melhor diversificação de negócios e com alta possibilidade de internacionalizar suas atuações.

A corretora viu nos últimos tempos ocorrer o fim da exclusividade de seus contratos com a Caixa. E, desde então, sua dependência com o banco passou a ser diluída com outras parcerias, como a do Banco Inter.

Além das características citadas, também cabe destacar que se trata de uma companhia com operações de baixo custo, boa margem de lucro, receitas crescentes e muita experiência no setor de seguros, sendo atrativa a longo prazo.

Em 2022, as ações WIZS3 sobem em torno de 20%. Com isso, temos um P/L de 6,3 vezes para WIZS3.

BANCO MERCANTIL (BMEB4)

Outra small cap bem interessante, e que geralmente se mantém fora do radar de muitos investidores, é o Banco Mercantil. Fundado em 1943, o banco possui um grande foco no atendimento de beneficiários do INSS, especialmente em Minas Gerais e no interior do estado de São Paulo.

Através desta base, o Mercantil atua na venda de produtos como investimentos, crédito, corretagem de seguros, e câmbio. Mercado este, que possui menor risco como principal característica, fornecendo boa previsibilidade aos negócios do banco.

Seu P/L atualmente se encontra em patamares bem interessantes, na casa de 6,0 vezes. Já suas ações, BMEB4, caem em torno de 3% esse ano.

PORTOBELLO (PTBL3)

A Portobello é um dos maiores grupos do setor cerâmico do Brasil, atuando na produção de revestimentos, bem como na prestação de serviços complementares no ramo de materiais de construção civil.

No mercado interno, a companhia mantém a maior rede de franquias especializadas em revestimentos cerâmicos do país, além de atuar na revenda e no atendimento direto à grandes obras e construtoras com serviços de engenharia.

Mas sua atuação não se restringe somente ao Brasil. A empresa exporta para mais de 60 países ao redor do globo, com destaque para os mercados de países das Américas, incluindo os EUA.

Em 2022, as ações caem em torno de 5%, mantendo o P/L da companhia em torno de 6,2 vezes.

Pensando no longo prazo, avaliamos como mais interessante manter ativos de empresas que trabalham com materiais de construção, como é o caso da própria Portobelo, do que empresas diretamente do setor de construção civil por exemplo.

CELESC (CLSC4)

Por fim, cabe ficarmos de olho também na Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina). A empresa é uma das maiores do setor elétrico brasileiro, controlada justamente pelo governo de Santa Catarina.

Dentre suas atuações no setor, merece destaque as áreas de distribuição e geração de energia. Além disso, a companhia também detém  o controle acionário da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) e é sócia de outras quatro companhias, nos ramos de transmissão, saneamento e geração hidrelétrica.

Somente na divisão de distribuição de energia elétrica, a Celesc obteve um faturamento bruto de praticamente R$ 16,7 bilhões em 2021.

Atualmente, os papéis da empresa apresentam um P/L atrativo de 3,9 vezes, com uma queda das ações CLSC4 de 3% em 2022.

Nossas recomendações de Micro e Small Caps

As recomendações de ações Micro e Small Caps fazem parte do DNA da Capitalizo. Atualmente, em todas as nossas Carteiras de Ações de Longo Prazo, esses tipos de ativos fazem parte.

Vale ressaltar que, normalmente, as empresas de menor capitalização normalmente estão “fora do radar” dos grandes investidores, como Fundos e Estrangeiros, o que deixa essa classe de ações com um potencial ainda maior.

Falando um pouco de resultados, abaixo você pode conferir o desempenho acumulado da nossa Carteira Micro e Small Caps que faz parte da nossa assinatura Carteiras Capitalizo

Como é possível ver acima, o retorno histórico da nossa Carteira é fantástico. Esse retorno foi o suficiente para transformar cada R$10.000 investidos em R$48.300 – acima de qualquer índice do mercado. Abaixo, segue o retorno ano a ano, além do ganho média anual:

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Quantas ações devo ter na minha carteira?

Uma das maiores dúvidas dos investidores é a quantidade de ações que se deve ter em uma Carteira. A resposta, como não poderia deixar de ser é: depende!

Um investidor, por exemplo, que tem como Estratégia ter uma carteira formada apenas por ações de grandes bancos, talvez não precisasse ter mais do que 4 ações: Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11).

Dessa forma, a quantidade de ações dentro de uma carteira está muito ligada a que tipo de Estratégias cada um seguirá.

Estratégias da Capitalizo 

Na nossa assinatura Carteiras Capitalizo, por exemplo, temos 3 Carteiras Recomendadas de Ações para o Longo Prazo que fazem muito sucesso com os nossos clientes: Dividendos+, Micro e Small Caps e a Tiago Prux de Longo Prazo. Todas elas montadas com Estratégias sólidas, diversificadas e com retornos históricos bem acima da média do mercado:

Além disso, o nosso Setor de Análise utiliza um conceito diferenciado na montagem de cada uma dessas Carteiras. Esse conceito chamamos de “Estratégias dentro da Estratégia”. Isso significa que mesmo que a Carteira tenha uma Estratégia Principal, ela se ”ramifica” em Estratégias Secundárias.

Para exemplificar a importância e a necessidade dessa diversificação, vamos comentar sobre a nossa Carteira com foco em recebimento de proventos, a Dividendos+: 

Carteira Dividendos+

A Estratégia de montar uma carteira de ações para o recebimento de dividendos é uma das mais antigas e buscadas no mercado. A nossa Carteira Dividendos+ tem como ”base” justamente ações de empresas que costumam ter um fluxo generoso no pagamento de dividendos, como companhias dos setores elétrico e financeiro.

Porém, o grande diferencial da nossa Estratégia é que ela vai além e também tem ações de empresas que normalmente são ”deixadas de lado” pela maior parte dos investidores:

O primeiro grupo são as empresas de recuperação. Normalmente, as companhias em recuperação tem um bom histórico de longo prazo em relação ao pagamento de dividendos, mas por algum tipo de problema (de mercado ou da própria empresa), seus lucros caíram e os lucros distribuídos diminuíram.

A vantagem desse tipo de ação é que normalmente ela é negociada bastante descontada e isso nos dá a possibilidade de comprar ativos com ótimo potencial de crescimentos de dividendos.

Além disso, recomendamos outro segmento de ações que é negligenciado até mesmo por grande parte dos profissionais de mercado: as ações de empresas de crescimento. Muitas pessoas entendem que não faz sentido ter esse tipo de ativo em uma carteira focada em dividendos, pois o Dividend Yield normalmente é baixo. Porém, elas esquecem que muitas vezes esse retorno é baixo porque a empresa está investindo pesadamente em seu crescimento – seja através de aquisições ou crescimento orgânico. Dessa forma, quando esses investimentos ”maturarem” a empresa pode gerar muito caixa e pagar um verdadeiro ”caminhão” de dividendos.

Se não bastassem as Estratégias de Recuperação e Crescimento, outro diferencial é que o nosso portfólio de dividendos é Global, ou seja, buscamos também ações de empresas fora do Brasil ou exportadoras para compor a Carteira.

A quantidade ideal de ações

Como pudemos ver acima, mesmo que fosse o nosso desejo concentrar em 5 ou 8 ações, a Estruturação da nossa Estratégia não permitiria – já que seria praticamente impossível termos contempladas tantas Estratégias em tão poucos ativos.

Não trabalhamos com um número ideal de ações e nem achamos que essa deva ser a preocupação principais dos investidores. O nosso foco está em encontrar boas empresas, cujas ações possam nos trazer grandes retornos em termos de valorização e pagamento de proventos.

Além disso, como as nossas Carteiras são todas de Longo Prazo e de “baixo giro”, entendemos que ter entre 18 a 25 ações em um portfólio não só nos protege, mas também nos permite participar de oportunidades que uma Carteira muito concentrada não nos permitiria.

Importante lembrar que, com apenas 10 minutos por mês é possível acompanhar qualquer uma das nossas Carteiras de Longo Prazo e mantê-las sempre atualizadas.

E você, quer ter acesso às melhores Carteiras de Ações Diversificadas do mercado?

Se você busca encontrar boas oportunidades de longo prazo, seguindo as melhores recomendações de Carteira de Ações, então você precisa conhecer a nossa assinatura Carteiras Capitalizo:

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Relatório Especial | A Melhor Small Cap da Bolsa

Quando o assunto é Small Cap, podemos dizer que a Capitalizo tem bastante conhecimento. Nos últimos anos, algumas das nossas recomendações no segmento têm tido enorme valorização. Nesse Relatório Especial, você vai conhecer qual é a melhor Small Cap da B3, de acordo com os nossos analistas.

Small Caps: Ranking Top 3 Maiores Altas

small caps

Small Caps são ações de baixa capitalização. Além de ter um baixo valor de mercado, normalmente uma Small Cap possui um forte potencial de valorização e crescimento. Podemos afirmar isso porque uma companhia menor pode ter a possibilidade de ter um crescimento mais acelerado, quando comparada a uma empresa maior.

Pensando nisso, é fundamental para o investidor de longo prazo diversificar sua carteira de ações com boas Small Caps.

O Ranking de Small Caps

Realizamos um estudo com o retorno acumulado das principais Small Caps que acompanhamos ou recomendamos nos últimos 12 meses, dando origem a tabela mostrada a seguir.

Consideramos o fechamento em 11 de fevereiro de 2022:

As Small Caps

POSITIVO (POSI3)

Quando se trata de produção dos chamados computadores de acesso (com valor até R$ 1.500,00) no Brasil, torna-se difícil não nos depararmos com alguma marca do portfólio da Positivo Tecnologia. A companhia é, há algum tempo, a líder de vendas neste segmento, com um market share no varejo que se mantém próximo da casa dos 70%.

Impossível falarmos sobre a Positivo Tecnologia sem nos remetermos à sua Holding, o Grupo Positivo. O Grupo carrega consigo até hoje os segmentos responsáveis por sua fundação: educacional e gráfico-editorial. O setor de tecnologia, portanto, é apenas um de seus ramos de negócios, sendo o único com capital aberto na bolsa brasileira.

Com bastante oscilações entre resultados bons e ruins ao longo do tempo, as ações de POSI3 voltaram a apresentar fortes valorizações no decorrer dos últimos anos.

Grande parte desta confiança demonstrada pelo mercado tem fundamento nos novos negócios firmados pela empresa, com destaque para a criação da “Positivo Casa Inteligente”, que deve seguir uma tendência de crescimento, juntamente com o setor de automação residencial.

Quanto aos resultados, a Positivo apresentou uma receita líquida de R$ 828,8 milhões no 3T21. Isso representa um crescimento de quase 63% em relação a receita registrada um ano antes. Com isso, a empresa fechou o terceiro trimestre de 2021 novamente com lucro líquido, de quase R$ 54,0 milhões.

Ferbasa (FESA4)

A Ferbasa foi fundada em 1961, com atividades de mineração para produzir minério de cromo, no município de Campo Formoso, na Bahia. A companhia é referência global na fabricação e comercialização dos diversos tipos de ferroligas, cada uma com sua característica e mercado de atuação específico.

No parque industrial existem quatorze fornos elétricos e os principais produtos ofertados são as ligas de ferrocromo alto carbono, ferrocromo baixo carbono, ferrosilício e ferrosilício cromo. Ainda, a companhia atua com mineração, metalurgia, geração de energia elétrica e produção florestal.

Atualmente, líder em seu segmento, a Ferbasa está entre as 500 maiores empresas do país e as 10 maiores da Bahia, com faturamento anual superior a US$ 500 milhões.

No terceiro trimestre de 2021, a receita líquida da empresa cresceu 32,9% em relação ao 3T20, ancorado novamente no bom momento vivido pelo setor de mineração.

Além disso, a companhia ampliou o lucro líquido para R$ 233,0 milhões, sendo quase 2.000% superior ao resultado de um ano antes. Destaque para o ganho de 31,3 p.p. na margem líquida da Ferbasa, na mesma base de comparação.

Tronox (CRPG5)

A história da Tronox começa ainda em 1966 com a Cristal Pigmentos do Brasil, uma indústria química produtora de pigmento branco de Dióxido de Titânio. Atualmente, são mais de 7 mil funcionários, distribuídos em seis continentes, responsáveis pela cadeia de produção da maior produtora de Dióxido de Titânio do mundo!

Dentre as inúmeras qualidades da empresa, cabe destacar a produção totalmente verticalizada e integrada que a Tronox apresenta. Ela minera e processa minério de Titânio, Zirconita e outros, e produz pigmento de Dióxido de Titânio e materiais de Titânio de alta pureza.

Para quem não é habituado com a utilização de tais produtos, vale citar que os mesmos são os grandes responsáveis por dar brilho e durabilidade a tintas, plásticos, papéis e outros produtos do nosso dia a dia.

Quanto aos resultados, no 3T21 a companhia apresentou receita líquida de R$ 235,0 milhões, representando uma alta de 4,0% na comparação com o 3T20, impulsionado especialmente pelo bom momento vivido pelo segmento de pigmentos. O lucro líquido foi de R$ 68,4 milhões no 3T21, com ligeira baixa de 1,0% na mesma base de comparação.

Quer receber as melhores recomendações de Small Caps para montar sua carteira de longo prazo?

Com o Carteiras Capitalizo, você tem acesso a uma carteira FOCADA em Small Caps, incluindo a participação de empresas como Ferbasa (FESA4) e Positivo (destaques no Ranking acima). Apenas em 2021 a Carteira rendeu +21,71%, mesmo com as baixas de -16,2% do Índice de Small Caps da B3 e da queda de 11,9% do Ibovespa. 

Abaixo, segue o desempenho da Carteira Micro e Small Caps, desde Julho de 2017 em relação aos mesmos indicadores:

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Está interessado em outras Carteiras de Ações também? Confira abaixo o desempenho histórico das nossas Carteiras de Ações:

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Analistas Responsáveis

▶ Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795
▶ Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423
▶ Gabriel Zaiden de Moraes – CNPI EM-3014
▶ Murilo Augusto Gonçalves de Lima CNPI-T EM-3015

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Small Caps e Micro Caps, vale a pena investir?

Small caps

Você sabia que não são apenas grandes negócios que estão listados na bolsa de valores? As Small Caps representam empresas diferentes destas citadas — e possuem algumas particularidades que podem ser vantajosas para os investidores.

A verdade é que é muito comum que o investimento em ações seja encarado, pela maioria dos investidores, como a ideia de investir em grandes empresas. Afinal, mesmo quem ainda não investe costuma acompanhar notícias sobre companhias de maior porte, como Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3), por exemplo.

Mas e as empresas menores, as Small Caps?

Neste artigo, vamos destrinchar um pouco sobre este assunto.

O que são as Small Caps?

De modo geral, é possível encontrar empresas de diferentes portes na Bolsa de Valores. Com isso, elas passam a ser classificadas de acordo com o valor de mercado de cada uma delas. O objetivo é fazer com que as pessoas consigam identificar quando se trata de um negócio maior ou menor.

Nesse cenário, as Small Caps representam companhias de menor porte, com valor de menor do que as grandes empresas.  Aqui na Capitalizo temos uma Carteiras recomendada focada em empresas de menor valor de mercado, a Carteira Micro, Small e Mid Caps. Nela utilizamos a seguinte classificação:

Micro Cap: valor de mercado de até R$ 2,0 bilhões;
Small Cap: valor de mercado entre R$ 2,0 bilhões e R$ 7,0 bilhões;
Mid Cap: Valor de mercado entre R$ 7,0 bilhões e R$ 15,0 bilhões.

É mais seguro investir em empresas maiores?

Um dos mitos do mercado é que investir em Small Caps é mais arriscado do que nas empresas maiores, as chamadas Blue Chips. Isso não é verdade, pois sempre temos que ver caso a caso. Existem empresas como a Randon (RAPT4), que apesar de ser uma companhia com mais de 72 anos de mercado, inclusive com atuação global, são classificadas como Small Caps, em função do menor valor de mercado.

Porém, não podemos dizer que é mais arriscado investir em RAPT4 apenas porque seu valor de mercado é menor.

Obviamente, em muitos casos, as Small Caps são empresas novas no mercado, em processo de crescimento ou consolidação – nesses casos o risco pode ser maior.

Potencial de ganho 

Um dos principais atrativos das Small Caps é o potencial de ganho dessas ações. Seja em função da empresa ter a possibilidade de um crescimento acelerado, seja porque em função do seu baixo valor de mercado, essas ações acabam ficando fora do radar da maioria dos investidores.

Tomemos duas empresas como exemplo: a Small Cap Sinqia (SQIA3) e a Blue Chip Petrobras (PETR3 PETR4).

A Sinqia (SQIA3)

A Sinqia é uma empresa de tecnologia com pouco mais de 23 anos de mercado. Ela atua fornecendo soluções para empresas do mercado financeiro (bancos, fundos, previdência e consórcios). A companhia tem como clientes empresas como Santander, BB, Itaú, entre outros. No total, possui pouco mais de 1.000 colaboradores.

potencial de crescimento de Sinqia é muito grande. Não só em função da capacidade de crescimento orgânico e por aquisições, mas também porque o mercado de atuação está em franca expansão, além de ser muito fragmentado.

Em 2013, quando Sinqia abriu capital na B3, seu faturamento anual era de pouco mais de R$ 51,2 milhões. Já ao final de 2020, esse número alcançou R$ 209 milhões.

Em valor de mercado, a empresa vale hoje pouco mais de R$ 1,4 bilhão.

A Petrobras (PETR3 PETR4)

A Petrobras dispensa apresentações. A empresa é uma das maiores companhias de petróleo do mundo e manda no mercado brasileiro de exploração, refino e produção de óleo e gás. Atualmente, possui mais de 63.000 colaboradores.

Em 2013, ano que Sinqia estreava na B3, a receita da Petrobras era de pouco mais de R$ 304 bilhões. Ao final de 2020, a receita fechou abaixo disso, a R$ 272 bilhões.

A Petrobras também tem um potencial interessante de crescimento, mas muito mais em função da recuperação da empresa (que sofreu muito com corrupção, mal gerenciamento e alto endividamento), do que pelo mercado propriamente dito.

Em valor de mercado, a empresa vale hoje pouco mais de R$ 367 bilhões.

Sinqia x Petrobras

Não vamos comparar a Petrobras com a Sinqia, já que são negócios completamente diferentes. Porém, apenas olhando os números acima e entendo do mercado de atuação das duas, percebe-se que o potencial de crescimento de Sinqia é maior do que o de Petrobras.

De 2013 para cá, a Sinqia cresceu mais de 4 vezes em termos de crescimento de receita, enquanto a Petrobras viu sua receita sofrer leve queda. Se, por um lado, a empresa de tecnologia ainda pode crescer forte organicamente e por aquisições, por outro lado, a petroleira dificilmente conseguirá aumentar 40% ou 50% suas receitas nos próximos anos.

Abaixo temos um gráfico comparativo das duas empresas que exemplificam melhor as operações na bolsa:

Small Caps: exemplos

Considerando o período de Maio de 2014 até hoje, as ações da Sinqia (SQIA3) valorizaram mais de 1.270%. No mesmo período, as ações da Petrobras (PETR4), subiram apenas 86%.

Vale a pena investir em Small Caps?

Com certeza. Tanto que em algumas das nossas Carteiras de Ações de Longo Prazo, ou mesmo nas Operações de Curto e Médio Prazos, as Small Caps estão presentes.

Como costumamos falar, uma Carteira de Ações bem montada é marcada pelo equilíbrio. E ter Small Caps no portóflio é fundamental para manter esse equilíbrio.

Inclusive, na nossa assinatura Carteiras Capitalizo temos a Carteira Micro e Small Caps formada, basicamente, por essas ações com tanto potencial. Até agora os resultados tem sido fantásticos e bem acima da média do mercado. Apenas em 2021 a Carteira rendeu +21,71%, mesmo com as baixas de -16,2% do Índice de Small Caps da B3 e da queda de 11,93 do Ibovespa. 

Abaixo, segue o desempenho da Carteira Micro e Small Caps, desde Julho de 2017 em relação aos mesmos indicadores:

Carteira de Small Caps

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Analistas Responsáveis

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