Conheça as 10 maiores pagadoras de dividendos dos últimos 10 anos!

Para quem é buy and holder, o ato de ficar de olho no recebimento de proventos é quase natural. Inclusive, você sabe quais são as maiores pagadoras de dividendos da década?

Nunca é demais lembrar que os dividendos são uma parte do lucro líquido das empresas, sendo distribuídos aos seus acionistas de forma trimestral, semestral ou anual.

Neste artigo, você verá a importância de focar em dividendos e descobrirá quem detém as melhores médias de Dividend Yield nos últimos 10 anos. Confira!

Vale a pena focar uma Estratégia de Dividendos?

Pensar no longo prazo e viver de dividendos é uma das melhores táticas dentro da renda variável a fim de aumentar o patrimônio cada vez mais.

É possível, por exemplo, utilizar os proventos pagos pelas empresas para realizar novos aportes e, com isso, ter valores maiores de dividendos gradualmente.

O recebimento dessa parte dos lucros das empresas é isento de imposto de renda, mas é importante lembrarmos que os juros sobre capital próprio são tributados em 15%.

Além disso, mesmo quando o mercado financeiro não está tão favorável assim, quem tem ações das maiores pagadoras de dividendos ainda pode sorrir com o que recebe.

Quais as ações mais pagaram dividendos em 10 anos?

Para que você possa montar uma carteira de dividendos com grande potencial, é necessário acompanhar indicadores como o Dividend Yield (DY) e o preço da ação.

Sendo assim, no intuito de facilitar o seu trabalho e proporcionar boas indicações, trouxemos um ranking com as melhores pagadoras de dividendos da década.

10º – Santander (SANB11)

O caminho de sucesso do Santander Brasil se iniciou lá em 1982, quando o grupo espanhol Santander abriu um escritório que o representasse em São Paulo.

Essa instituição financeira privada se destaca bastante, tendo um foco amplo no mercado de varejo bancário, mas um flerte intenso com o atacado.

Nos últimos 10 anos, a média alcançada pelo Santander Brasil é um pouquinho maior do que a do Banrisul, alcançando, então, o patamar de 5,93%.

9º – Banco do Brasil (BBAS3)

Sua criação foi em 1808 por Dom João VI, só que, devido a furtos da família real em 1821, somente em 1851 é que as atividades foram colocadas em prática realmente.

Hoje, o banco é controlado pela União Federal e tem um valor de mercado de 93 bilhões de reais, cuja carteira de crédito é avaliada em 880 bilhões de reais.

Contando com diversos serviços e subsidiárias como a BB Seguridade, o Banco do Brasil reportou um índice médio de 6,29% nos últimos 10 anos.

8º – Engie Brasil (EGIE3)

A trajetória da Engie Brasil se iniciou lá em 1994, quando o Banco Central teve a iniciativa de criar uma instituição financeira privada: a Nacional Energética.

É uma das maiores em geração de energia elétrica no Brasil, com uma capacidade instalada de 10.211 MW em 69 usinas e mais de 97% de fontes renováveis.

Nos últimos 10 anos, a sua ação ordinária reportou um índice médio de 6,3%, cujos picos ocorreram em dezembro de 2017 e 2018, com 7,65% e 12,77%, respectivamente.

7º – ABC Brasil (ABCB4)

A joint-venture entre Arab Banking Corporation e o Grupo Roberto Marinho ocorreu em 1989, mas o Banco ABC Brasil deu os seus primeiros passos, de fato, em 1997.

É um banco múltiplo que se especializou na concessão de crédito, bem como os serviços destinados às empresas de médio e grande porte.

Geralmente, os índices de Dividend Yield da ação PN costumam ficar acima de 5%, proporcionando uma média de 6,45% no ranking dos últimos 10 anos.

6º – Banrisul (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul teve sua fundação em 1928, sendo que apenas em 1990 é que conquistou o status de banco múltiplo.

De maneira geral, esse banco gaúcho oferece empréstimos, consórcios, crédito para o agronegócio, investimentos, entre outros serviços especializados.

Considerado uma das small caps baratas da bolsa, o Banrisul conta com uma média de Dividend Yield de 6,98% no comparativo dos últimos 10 anos.

5º – Auren Energia (AURE3)

A Auren Energia surgiu em 1966 ainda com o nome de Companhia Energética de São Paulo (CESP). Foi somente agora, em 2022, que a empresa adotou a atual nomenclatura, tendo também alterado seu ticker na bolsa para “AURE3”. Assim como a Engie, a companhia conta com a responsabilidade de gerar energia elétrica para as pessoas.

Além de ter uma capacidade instalada de 2,5 GW para geração e comercialização de energia, a empresa protege os ambientes modificados por meio de reflorestamento.

A média de 8,33% nos últimos 10 anos é fruto de uma distribuição cercada de oscilações, sendo que o pico de DY ocorreu em dezembro de 2015 com 36,23%.

4º – Copasa (CSMG3)

Criada em 1963, a atual Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) só assumiu essa razão social em 1974, a partir de um crescimento vertiginoso.

A empresa atua com o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o manejo de resíduos, atendendo mais de 11 milhões de pessoas.

Dado bom histórico de rendimentos, inclusive com um DY de 7,4% em 2021, a média dos últimos 10 anos da empresa é de 8,8%.

3º – Cemig (CMIG4)

A medalha de bronze fica com outra empresa do setor elétrico, a mineira Cemig, fundada em 1952 e que conta com centenas de representantes em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal.

A companhia é uma holding que transita por serviços de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, bem como gás natural.

Com picos de 14,15% e 25,14% em dezembro de 2013 e 2014 respectivamente, a Cemig chegou ao nível médio de Dividend Yield de 9,67% na última década.

2º – Taesa (TAEE11)

A medalha de prata do ranking pertence à Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica SA), cujo nome passou a vigorar em 2009, mas a origem é de 2003.

Com 39 concessões de transmissão de energia e 97 subestações em operação, a Taesa é vista como um dos maiores grupos privados atuando no Brasil.

Por conta de índices como 13,04% (DEZ/16) e 15,57% (DEZ/14), a companhia conta com uma média de 10,98% nos últimos 10 anos e 9,6% nos últimos 5 anos.

1º – Comgás (CGAS5)

Por fim, a mais aguardada medalha de ouro fica com a Comgás, que tem sua história começando em 1872, quando a empresa inglesa San Paulo Gás Company teve autorização do império para explorar a concessão de serviços públicos.

A atual companhia é a maior distribuidora de gás natural e canalizado do Brasil, sendo que sua rede de abrangência corresponde a 26% do PIB (Produto Interno Bruto).

Nos últimos 10 anos, a média de DY está em 11,07%, tendo atingido seu pico em 2016 com um Yield de 25,75%.

Conclusão

Tão relevante quanto observar os indicadores fundamentalistas, é direcionar sua estratégia a partir do ticker, ou seja, vendo qual classe de ação performa melhor.

Historicamente, as Units acabam levando certa vantagem quando tratamos de Dividend Yield, sendo seguida pelas preferências (PN) e depois pelas ordinárias (ON). Isto, claro, não é regra e deve ser observado caso a caso, como citamos.

Além disso, e como resumo, perceba que as maiores pagadoras de dividendos nos últimos 10 anos costumam ser as empresas que fornecem serviços essenciais, seja de forma estatal, seja de maneira privada.

Como montar uma boa carteira focada em dividendos?

No nosso entendimento, uma boa Carteira de Dividendos deve ser composta tanto por ativos que já possuem Yields elevados, quanto de empresas que têm potencial de aumentar o pagamento de dividendos ao longo do tempo. Inclusive, temos uma carteira focada nesses dois tipos de estratégia, a Carteira Dividendos +. Além disso, é essencial  que busquemos nos posicionar em empresas que tenham lucros crescentes, para que também possamos nos beneficiar com uma possível valorização das ações.

Resultados da Carteira Dividendos+