Análise do Dividend Yield em Fundos Imobiliários | Entenda como funciona

Sabemos que uma das mais benéficas características dos FIIs é sua distribuição de rendimentos em periodicidade mensal. E, quando falamos sobre um rendimento recebido mensalmente pelos investidores, o mais desejado é que esta quantia seja a mais alta possível. Antes, porém, devemos analisar de onde se originam esses dividendos.

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível que você invista nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário do Brasil.

De forma geral, os FIIs são obrigados a distribuir, no mínimo, 95% de seus lucros sob forma de rendimentos a seus cotistas. Esse montante, então, é dividido pelo número total de cotas do fundo, gerando o rendimento equivalente a cada cota, que será distribuído aos cotistas de acordo com a quantidade de cotas que possuem.

No entanto, avaliar o valor bruto dos dividendos por cota distribuído pode causar algumas distorções, uma vez que FIIs com valores mais altos de cotas tendem a apresentar valores também mais altos de seus rendimentos. A seguir, mostraremos alguns exemplos destas distorções.

Exemplos

A tabela abaixo apresenta os dados de valores das cotas e rendimentos, sendo estes a soma dos dividendos distribuídos nos últimos 12 meses:

CÓDIGO FII

COTA HÁ 12 MESES

RENDIMENTOS (12 MESES)

PQDP11

R$ 1.978,51

R$ 169,51

XPLG11

R$ 95,60

R$ 7,78

HFOF11

R$ 69,30

R$ 7,20

NVHO11

R$ 10,60

R$ 0,84

A análise fria dos dados nos induz a pensar que o PQDP11 distribui melhores dividendos. Já na outra ponta, seria o NVHO11 o pior pagador dentre os quatro exemplos. Entretanto, quando avaliamos seus respectivos valores de dividend yield, concluímos o contrário. Entenda o porquê.

Como é Calculado e Utilizado o Dividend Yield?

O dividend yield é uma normalização do valor dos rendimentos distribuídos pelo valor das cotas negociadas no mercado. Basta, portanto, dividir o valor do dividendo pelo valor da cota. Como padrão, utiliza-se, no mercado, a soma dos rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses, divididos, então, pelo valor da cota. Com isso, obtemos o chamado dividend yield anualizado.

Voltando ao nosso exemplo, a tabela abaixo atualiza os respectivos valores de dividend yield para cada FII.

CÓDIGO FII

COTA HÁ 12 MESES

RENDIMENTOS (12 MESES)

DIVIDEND YIELD

PQDP11

R$ 1.992,01

R$ 127,72

8,57%

XPLG11

R$ 95,60

R$ 7,78

8,14%

HFOF11

R$ 69,30

R$ 7,20

10,39%

NVHO11 R$ 10,60 R$ 0,84

7,97%

A análise da tabela acima deixa claro que a simples visualização dos rendimentos de forma separada não nos dá a verdadeira conclusão de qual FII renderá mais em termos de dividendos.

Um investidor que possua R$ 100 mil para aportar em um destes fundos poderá adquirir: 50 cotas do PQDP11; ou 1.046 cotas do XPLG11; ou 1.443 cotas do HFOF11; ou 9.433 cotas do NVHO11, considerando os valores nestas datas apresentadas, com arredondamento para baixo no cálculo das cotas inteiras.

Neste caso hipotético, este mesmo investidor teria recebido ao longo dos doze meses: R$ 6.386,00 com o PQDP11; ou R$ 8.137,88 com o XPLG11; ou R$ 10.389,60 com o HFOF11; ou R$ 7.923,72 com o NVHO11, seguindo a mesma ordem definida pela coluna de dividend yield mostrada na tabela.

Mesmo com o cenário mais turbulento para os fundos de fundos nos últimos meses, o HFOF11 ainda vem conseguindo manter um nível atrativo de Dividend Yield, como visto.

Variações do Dividend Yield

Como vimos, o dividend yield é calculado de acordo com os rendimentos distribuídos e com o valor das cotas. Em relação aos rendimentos, como eles são funções que dependem dos lucros gerados pelos fundos, eles podem sofrer variações.

Existem FIIs que possuem, de forma geral, baixa mudança de seus rendimentos distribuídos. Os fundos do setor de galpões logísticos, por exemplo, costumam apresentar maior previsibilidade de seus lucros, sem muitas alterações mês a mês.

Por outro lado, há fundos em que seus rendimentos apresentam maiores oscilações, como os do setor de shopping center, devido à característica de seus aluguéis recebidos estarem atreladas a um percentual das receitas dos lojistas.

Como exemplo, o gráfico abaixo demostra essa diferença de oscilações entre um fundo de galpões (XPLG11) e um de shopping centers (PQDP11):

Quando avaliamos as oscilações do dividend yield, além das oscilações mensais que o próprio rendimento pode ter (como visto), também temos que o valor da cota varia dia a dia de acordo com as negociações no mercado. E, por mais que o mercado de FIIs possua uma volatilidade histórica mais amenizada (quando comparada as ações, por exemplo), o valor do dividend yield apresenta variações.

Para amenizar as oscilações de curto prazo sofrida pela variação das cotas a mercado, muitos especialistas costumam utilizar o valor patrimonial da cota para o cálculo do dividend yield. Vale lembrar que o valor patrimonial da cota é o valor do patrimônio líquido do fundo dividido pelo número total de cotas do mesmo.

Conclusão

Por fim, como conclusão, temos que valores mais altos de dividend yield indicam maiores ganhos com a distribuição de rendimentos. No entanto, deve-se tomar cuidado com as variações dos preços das cotas para o seu cálculo, principalmente em momento de maiores volatilidades.

Por que investir em Fundos Imobiliários?

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível investir nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil e do mundo, através do REITs americanos.

Desempenho da Carteira Capitalizo de FIIs e REITs

Abaixo, segue o desempenho Carteira Capitalizo de FIIs e REITs desde Outubro de 2017 até hoje. Perceba que, nesse período, o nosso retorno é muito superior ao apresentado pelo IFIX:

Conheça as 10 maiores pagadoras de dividendos dos últimos 10 anos!

Para quem é buy and holder, o ato de ficar de olho no recebimento de proventos é quase natural. Inclusive, você sabe quais são as maiores pagadoras de dividendos da década?

Nunca é demais lembrar que os dividendos são uma parte do lucro líquido das empresas, sendo distribuídos aos seus acionistas de forma trimestral, semestral ou anual.

Neste artigo, você verá a importância de focar em dividendos e descobrirá quem detém as melhores médias de Dividend Yield nos últimos 10 anos. Confira!

Vale a pena focar uma Estratégia de Dividendos?

Pensar no longo prazo e viver de dividendos é uma das melhores táticas dentro da renda variável a fim de aumentar o patrimônio cada vez mais.

É possível, por exemplo, utilizar os proventos pagos pelas empresas para realizar novos aportes e, com isso, ter valores maiores de dividendos gradualmente.

O recebimento dessa parte dos lucros das empresas é isento de imposto de renda, mas é importante lembrarmos que os juros sobre capital próprio são tributados em 15%.

Além disso, mesmo quando o mercado financeiro não está tão favorável assim, quem tem ações das maiores pagadoras de dividendos ainda pode sorrir com o que recebe.

Quais as ações mais pagaram dividendos em 10 anos?

Para que você possa montar uma carteira de dividendos com grande potencial, é necessário acompanhar indicadores como o Dividend Yield (DY) e o preço da ação.

Sendo assim, no intuito de facilitar o seu trabalho e proporcionar boas indicações, trouxemos um ranking com as melhores pagadoras de dividendos da década.

10º – Santander (SANB11)

O caminho de sucesso do Santander Brasil se iniciou lá em 1982, quando o grupo espanhol Santander abriu um escritório que o representasse em São Paulo.

Essa instituição financeira privada se destaca bastante, tendo um foco amplo no mercado de varejo bancário, mas um flerte intenso com o atacado.

Nos últimos 10 anos, a média alcançada pelo Santander Brasil é um pouquinho maior do que a do Banrisul, alcançando, então, o patamar de 5,93%.

9º – Banco do Brasil (BBAS3)

Sua criação foi em 1808 por Dom João VI, só que, devido a furtos da família real em 1821, somente em 1851 é que as atividades foram colocadas em prática realmente.

Hoje, o banco é controlado pela União Federal e tem um valor de mercado de 93 bilhões de reais, cuja carteira de crédito é avaliada em 880 bilhões de reais.

Contando com diversos serviços e subsidiárias como a BB Seguridade, o Banco do Brasil reportou um índice médio de 6,29% nos últimos 10 anos.

8º – Engie Brasil (EGIE3)

A trajetória da Engie Brasil se iniciou lá em 1994, quando o Banco Central teve a iniciativa de criar uma instituição financeira privada: a Nacional Energética.

É uma das maiores em geração de energia elétrica no Brasil, com uma capacidade instalada de 10.211 MW em 69 usinas e mais de 97% de fontes renováveis.

Nos últimos 10 anos, a sua ação ordinária reportou um índice médio de 6,3%, cujos picos ocorreram em dezembro de 2017 e 2018, com 7,65% e 12,77%, respectivamente.

7º – ABC Brasil (ABCB4)

A joint-venture entre Arab Banking Corporation e o Grupo Roberto Marinho ocorreu em 1989, mas o Banco ABC Brasil deu os seus primeiros passos, de fato, em 1997.

É um banco múltiplo que se especializou na concessão de crédito, bem como os serviços destinados às empresas de médio e grande porte.

Geralmente, os índices de Dividend Yield da ação PN costumam ficar acima de 5%, proporcionando uma média de 6,45% no ranking dos últimos 10 anos.

6º – Banrisul (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul teve sua fundação em 1928, sendo que apenas em 1990 é que conquistou o status de banco múltiplo.

De maneira geral, esse banco gaúcho oferece empréstimos, consórcios, crédito para o agronegócio, investimentos, entre outros serviços especializados.

Considerado uma das small caps baratas da bolsa, o Banrisul conta com uma média de Dividend Yield de 6,98% no comparativo dos últimos 10 anos.

5º – Auren Energia (AURE3)

A Auren Energia surgiu em 1966 ainda com o nome de Companhia Energética de São Paulo (CESP). Foi somente agora, em 2022, que a empresa adotou a atual nomenclatura, tendo também alterado seu ticker na bolsa para “AURE3”. Assim como a Engie, a companhia conta com a responsabilidade de gerar energia elétrica para as pessoas.

Além de ter uma capacidade instalada de 2,5 GW para geração e comercialização de energia, a empresa protege os ambientes modificados por meio de reflorestamento.

A média de 8,33% nos últimos 10 anos é fruto de uma distribuição cercada de oscilações, sendo que o pico de DY ocorreu em dezembro de 2015 com 36,23%.

4º – Copasa (CSMG3)

Criada em 1963, a atual Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) só assumiu essa razão social em 1974, a partir de um crescimento vertiginoso.

A empresa atua com o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o manejo de resíduos, atendendo mais de 11 milhões de pessoas.

Dado bom histórico de rendimentos, inclusive com um DY de 7,4% em 2021, a média dos últimos 10 anos da empresa é de 8,8%.

3º – Cemig (CMIG4)

A medalha de bronze fica com outra empresa do setor elétrico, a mineira Cemig, fundada em 1952 e que conta com centenas de representantes em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal.

A companhia é uma holding que transita por serviços de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, bem como gás natural.

Com picos de 14,15% e 25,14% em dezembro de 2013 e 2014 respectivamente, a Cemig chegou ao nível médio de Dividend Yield de 9,67% na última década.

2º – Taesa (TAEE11)

A medalha de prata do ranking pertence à Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica SA), cujo nome passou a vigorar em 2009, mas a origem é de 2003.

Com 39 concessões de transmissão de energia e 97 subestações em operação, a Taesa é vista como um dos maiores grupos privados atuando no Brasil.

Por conta de índices como 13,04% (DEZ/16) e 15,57% (DEZ/14), a companhia conta com uma média de 10,98% nos últimos 10 anos e 9,6% nos últimos 5 anos.

1º – Comgás (CGAS5)

Por fim, a mais aguardada medalha de ouro fica com a Comgás, que tem sua história começando em 1872, quando a empresa inglesa San Paulo Gás Company teve autorização do império para explorar a concessão de serviços públicos.

A atual companhia é a maior distribuidora de gás natural e canalizado do Brasil, sendo que sua rede de abrangência corresponde a 26% do PIB (Produto Interno Bruto).

Nos últimos 10 anos, a média de DY está em 11,07%, tendo atingido seu pico em 2016 com um Yield de 25,75%.

Conclusão

Tão relevante quanto observar os indicadores fundamentalistas, é direcionar sua estratégia a partir do ticker, ou seja, vendo qual classe de ação performa melhor.

Historicamente, as Units acabam levando certa vantagem quando tratamos de Dividend Yield, sendo seguida pelas preferências (PN) e depois pelas ordinárias (ON). Isto, claro, não é regra e deve ser observado caso a caso, como citamos.

Além disso, e como resumo, perceba que as maiores pagadoras de dividendos nos últimos 10 anos costumam ser as empresas que fornecem serviços essenciais, seja de forma estatal, seja de maneira privada.

Como montar uma boa carteira focada em dividendos?

No nosso entendimento, uma boa Carteira de Dividendos deve ser composta tanto por ativos que já possuem Yields elevados, quanto de empresas que têm potencial de aumentar o pagamento de dividendos ao longo do tempo. Inclusive, temos uma carteira focada nesses dois tipos de estratégia, a Carteira Dividendos +. Além disso, é essencial  que busquemos nos posicionar em empresas que tenham lucros crescentes, para que também possamos nos beneficiar com uma possível valorização das ações.

Resultados da Carteira Dividendos+ 

 

Ranking de dividendos: conheça os maiores pagadores

Ranking de dividendos

O Dividend Yield é um indicador muito utilizado para mostrar o retorno sobre o recebimento de proventos. Os proventos podem ser os dividendos e/ou juros sobre o capital próprio (JCP). Abaixo segue a fórmula de cálculo do Dividend Yield:

calculo dividend yield

Dessa forma, temos o retorno percentual de proventos (dividendos e/ou juros sobre o capital próprio) que o ativo nos pagou nos últimos 12 meses.

Por exemplo: se uma ação estivesse custando, hoje, R$ 100 na Bolsa e se ela tivesse pagado R$ 10 nos últimos 12 meses em dividendos, o Dividend Yield seria de 10%.

Abaixo, seguem os maiores pagadores de dividendos da B3. Esse estudo leva em conta o Dividend Yield com data base de agosto de 2021:

Maiores pagadoras de Dividendos nos últimos 12 meses

NOME CÓDIGO DIVIDEND YIELD
PETROBRAS PETR4 25,8%
BRADESPAR BRAP4 25,4%
BRASKEM BRKM5 22,7%
METALÚRGICA GERDAU GOAU4 19,9%
MARFRIG MRFG3 17,0%
VALE VALE3 16,7%
QUALICORP QUAL3 15,0%
SANTANDER SANB11 12,1%
PÃO DE AÇÚCAR PCAR3 12,0%
USIMINAS USIM5 11,6%

Como avaliar o indicador

Apesar de ser amplamente utilizado, o Dividend Yield não deve ser analisado de forma isolada. Além disso, uma análise mais aprofundada do balanço da empresa nos permite, por exemplo, entender se o Yield foi alto em um determinado período em função de lucros não recorrentes ou pagamentos extraordinários. Fatores que podem distorcer a nossa análise.

Também é importante, para quem busca comprar ações de boas pagadoras de dividendos, entender se a empresa tem condições de aumentar seus lucros futuros e, consequentemente, também aumentar a distribuição de proventos no futuro.

Por outro lado, utilizar o indicador de Dividend Yield é fundamental para selecionarmos os melhores ativos que podem nos gerar certa estabilidade quanto ao fluxo de pagamento de dividendos.

O ideal é buscar um ”mix” entre o crescimento da empresa e o crescimento do pagamento de dividendos. Além de uma política clara de distribuição de dividendos de forma constante.

O efeito no longo prazo

Muitas pessoas (normalmente investidores mais novos) têm a sensação de que o pagamento de dividendos é baixo ou de que não é relevante. Na verdade, essa é uma falsa sensação, pois no longo prazo, o efeito da valorização da ação, somada ao pagamento de dividendos pode ser muito positivo.

Abaixo, temos o exemplo da Itaúsa (ITSA4), holding de negócios, que tem como principal posição as ações do Banco Itaú (ITUB3, ITUB4). Além disso, a holding conta com participações em Alpargatas (ALPA3, ALPA4), Dexco (DXCO3), XP Inc. (XP), NTS (que possui capital fechado), dentre outras.

Itaúsa é conhecida como uma boa pagadora de proventos e remunera seus acionistas através do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP). A diferença em relação ao pagamento de dividendos reside no efeito fiscal do juro sobre o capital próprio, que acaba impactando positivamente o resultado, criando valor para o acionista.

De 2000 até 2022, para cada 1.000 ações de ITSA4, o valor que teríamos recebido em proventos foi de R$ 6.699,60. Lembrando que, nessa época, o valor nominal de cada ação ITSA4 era de R$ 0,23, ou seja, 1.000 ações poderiam ser compradas por R$ 230,00. Isso mesmo, uma aplicação de R$ 230,00 em 2000, teria nos rendido, apenas em dividendos, R$ 6.699,60.

Além disso, tivemos a valorização das ações – que por sinal subiram bastante nesses 21 anos:

De 2000 até hoje, as ações de ITSA4 tiveram um retorno de mais de 4.095%. Enquanto isso, o Ibovespa subiu pouco mais de 543%.

Como montar uma boa carteira focada em dividendos?

No nosso entendimento, uma boa Carteira de Dividendos deve ser composta tanto por ativos que já possuem Yields elevados, quanto de empresas que tem potencial de aumentar o pagamento de dividendos ao longo do tempo. Inclusive temos uma carteira focada nesses dois tipos de estratégia, a Carteira Dividendos +. Além disso, é essencial  que busquemos nos posicionar em empresas que tenham lucros crescentes, para que também possamos nos beneficiar com uma possível valorização das ações.

No gráfico abaixo, comparamos a valorização da Carteira da Dividendos+ com o Ibovespa e o IDIV, desde Julho de 2017:

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Dividend Yield das Ações estão maiores que a Selic?

dividend yield em acoes

Será que é possível encontrar ações que paguem mais dividendos do que a taxa Selic?

No último dia 22 de setembro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central brasileiro decidiu subir a taxa Selic em 1,00 p.p., levando a taxa básica de juros para 6,25%. E, ao que tudo indica, deverá fazer mais um ajuste do mesmo tamanho, na próxima reunião. 

A meta da taxa Selic, que já chegou a atingir 26,5% no início dos anos 2000, vinha passando por alguns períodos de cortes, principalmente, após o final de 2016. Recentemente, esse movimento foi interrompido especialmente em função da inflação que tem se mostrado persistente nos últimos 12 meses. A expectativa é de que a Selic termine 2021 em 8,25%.

Abaixo, temos a variação da taxa de juros, nos últimos anos:

Empresas que podem pagar bons dividendos em 2022

Abaixo listamos algumas empresas que podem pagar, em 2022, bons dividendos (inclusive acima da Selic). Lembrando que, consideramos o preço atual das ações para fazer essa projeção de pagamento de dividendos:

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade é uma empresa de seguros pertencente ao Banco do Brasil. A empresa conta com mais de 20 mil corretores credenciados que, espelhados por todo o território nacional, comercializam seguros patrimoniais, de veículos e outros.

Em 2021, as ações da empresa, BBSE3 acumulam uma baixa de 28%. A BB Seguridade, que já vinha sofrendo com a baixa da taxa de juros nos últimos anos, teve seus resultados do final de 2020 e do início desse ano afetados pelo Covid (que aumentou a sinistralidade) e também pela alta da inflação (que impactou planos mais antigos). O resultado disso, foi menores lucros e dividendos.

Para o segundo semestre de 2021, esperamos o início da normalização dos resultados e uma melhora consistente em 2022, com mais lucros e dividendos. 

Considerando o preço atual de BBSE3 (20,30), nosso yield esperado em 2022 é de até 9%. Fora a possibilidade de recuperação dos preços das ações. 

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil é um banco brasileiro de economia mista, ou seja, o Governo Federal do Brasil possui 50% das ações da empresa. Além disso, ele também é o maior banco da américa latina, com a maior rede de agências do Brasil e no exterior.

Em 2021, as ações da empresa, BBAS3 acumulam uma baixa de 17%. Desde o início da crise do Covid, em 2020, os grandes bancos tiveram uma serie de restrições como menores pagamentos de dividendos e proibição de redução de capital. Além disso, a crise fez com que as previsões sobre perdas explodissem, fazendo com que lucros e dividendos caíssem muito forte. 

Para o segundo semestre de 2021, os grandes bancos, como o BB, podem começar o processo de reversão de provisões e de maiores lucros. Além disso, já esperamos um impacto positivo em função do aumento recente da taxa de juros. Ou seja, lucros e gordos dividendos estão no nosso horizonte. 

Considerando o preço atual de BBAS3 (30,70), nosso yield esperado em 2022 é de até 9,5%. Fora a possibilidade de valorização dos preços das ações, que estão muito baratas. 

Sanepar (SAPR11)

A Companhia de Saneamento do Paraná é a empresa brasileira que possui a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no estado do Paraná.

Somente em 2021, as ações SAPR11 estão com uma baixa de mais de 25%. A empresa, que já vinha sofrendo com a falta de chuvas no Paraná, ainda foi afetada pela crise gerada pelo Covid, pelo aumento de tarifas abaixo do esperado e, recentemente, pela possibilidade de uma crise hídrica mais forte em todo o Brasil. 

Caso não tenhamos nenhum tipo de apagão ou racionamento e as chuvas mantenham o ritmo do início de outubro, é possível que Sanepar tenha uma melhora substancial nos seus resultados no ínicio de 2022. 

Levando em conta a queda das ações o preço atual (18,66), é possível que, em uma cenário mais otimista, SAPR11 tenha dividend yield de de até 10%, em 2022.

Vale ressaltar, no entanto, que os valores de dividend yield para os tempos futuros referem-se apenas a estimativas, não sendo garantias de rendimentos para os trimestres.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423

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Como analisar os dividendos das ações? Descubra!

Quem já tem algum conhecimento sobre o mercado financeiro e investimento em ações provavelmente conhece o conceito de dividendos. Ele se refere à distribuição de lucros das empresas listadas em bolsa.

Assim, elas separam uma parcela de seu lucro líquido e compartilham com as acionistas, de acordo com a proporção de ações que cada um possui. Focar nos proventos, inclusive, costuma ser uma estratégia valorizada por quem deseja ter uma renda passiva.

Mas como analisar os dividendos das ações? Você sabe o que considerar para escolher as empresas que pagam bons proventos? Continue a leitura e descubra a resposta!

Como funciona o pagamento de dividendos?

Depois de conhecer o conceito de dividendos, é importante entender como funciona o pagamento deles. Compreendendo o processo de distribuição do lucro, o investidor tem mais informações para analisar empresas e tomar decisões na bolsa.

Saiba mais a seguir:

Percentual distribuído 

Como você sabe, o lucro das empresas é o dinheiro gerado em suas operações — depois de pagar os custos do negócio. As informações sobre o percentual distribuído com os acionistas devem constar no estatuto da companhia.

De modo geral, as empresas optam por distribuir apenas uma parte do lucro com os investidores. Isso porque o montante total também serve para distribuição entre os sócios nominais do negócio e para reinvestir no próprio crescimento da empresa. 

Lucro apurado

Conferir as regras no estatuto é um cuidado relevante para o investidor. Mas não é suficiente saber o percentual que a empresa pretende distribuir. Também é importante identificar o lucro que está sendo conquistado. Afinal, os dividendos dependem diretamente dele.

Se não houver lucro, não há distribuição de dividendos. A não ser no caso de empresas que mantêm uma reserva financeira de lucro para distribuir aos acionistas mesmo em períodos de menor ganho. De qualquer forma, você pode ter informações sobre o lucro nos relatórios da companhia.

Recebimento de dividendos das ações

O lucro pode ser distribuído em dinheiro ou na forma de novas ações. O período de distribuição fica a cargo de cada empresa e também deve constar no estatuto. Existem algumas possibilidades, como distribuição mensal, trimestral, semestral ou anual.

Ainda sobre o recebimento dos dividendos em ações, é importante ter atenção com quatro conceitos relacionados às datas:

  • Data de declaração: diz respeito ao dia em que a empresa anuncia a distribuição de dividendos, informando o valor e as demais datas;
  • Data de registro: nesse dia, a companhia registra os acionistas elegíveis a receber o lucro;
  • Data ex-dividendos: refere-se ao período a partir do qual novos investidores que adquirirem as ações não entram na distribuição atual de dividendos.
  • Data de pagamento: ela se refere ao dia em que ocorre a distribuição dos lucros.

Como analisar os dividendos das ações?

Até aqui você viu alguns conceitos e situações importantes para observar em relação aos dividendos distribuídos pelas empresas. Estes dados podem ser muito úteis na hora de decidir sobre quais ações comprar na bolsa. 

Mas, além disso, também existem dicas que ajudam os investidores a analisar as companhias de modo mais profundo quando o assunto é recebimento e distribuição de proventos

Veja quais são!

Conferir o dividend yield (DY)

Um dos indicadores mais utilizados para avaliar os benefícios de uma empresa em relação aos dividendos é o DY. Ele é um indicador múltiplo que relaciona o preço pago pela ação com os dividendos ligados a ela.

Seu cálculo parte da quantidade de dividendos por ação — que é dividida pelo preço da ação na bolsa. Logo, ele proporciona uma análise dos lucros projetados para o papel considerando os valores de negociação que ele tem no mercado no momento.

Isso significa que o DY pode mudar constantemente, a partir tanto das oscilações de preço na bolsa quanto dos dados sobre dividendos distribuídos recentemente pela companhia. 

Assim, ao comparar o dividend yield de várias ações, você consegue avaliar quais empresas são as maiores pagadoras no quesito.

Identificar o dividend payout

Apesar de importante, não é indicado que o DY seja visto como um indicador isolado. Na análise de ações, é sempre melhor avaliar diversos aspectos juntos, para ter maior embasamento nas suas escolhas.

Outro indicador relevante que se relacionada aos dividendos é o dividend payout. Ele apresenta um cálculo um pouco diferente. No caso, refere-se a divisão entre os dividendos pagos nos últimos 12 meses pelo lucro que cada ação teve no mesmo período.

Enquanto o DY faz uma relação entre o dividendo e o preço do papel, o payout complementa a análise ao mostrar a ligação entre o lucro e a distribuição de dividendos. Desse modo, você consegue ver se a divisão de lucros está sendo sustentável e se é interessante para o acionista.

Analisar os fundamentos das empresas

Ainda que o seu objetivo principal na bolsa seja receber dividendos no longo prazo, não se limite aos indicadores diretamente relacionados a eles para tomar suas decisões de investimentos. É importante, ainda, analisar a empresa como um todo.

Por quê? O motivo é que vale a pena se certificar de estar investindo em negócios sólidos e com boas perspectivas para o futuro. Afinal, mesmo que possa ter distribuído bons proventos agora ou no passado, não há garantias de que os lucros continuem em alta.

Então, além de pagar dividendos interessantes, a companhia também precisa ser bem gerida e apresentar resultados consistentes. Vale a pena analisar seus fundamentos e, inclusive, a resiliência que ela tem para passar por momentos econômicos difíceis.

Contar com serviço de análise

Como você viu, guiar-se apenas por um DY ou um payout alto não é o melhor caminho, pois há o risco de fazer uma análise superficial. Outro fator que também influencia na distribuição de dividendos é o setor da empresa.

Negócios em setores perenes não costumam demandar altos investimentos constantes. Então, eles apresentam lucro mais líquido e podem ter distribuição consistente. De outro lado, empresas novas ou em setores dinâmicos podem ter maiores demandas de reinvestimento.

Você quer saber como identificar as boas pagadoras de dividendos e saber avaliar as empresas para fazer boas escolhas na hora de investir? Nossa dica é contar com o serviço de análise especializado. Assim, é possível utilizar os conhecimentos de especialistas experientes no mercado para orientar seus investimentos. 

Para saber mais sobre esta alternativa, basta clicar aqui.

Seguindo as dicas deste post, ficará bem mais fácil encontrar as oportunidades na bolsa de valores para ter uma carteira sólida focada em dividendos. E, assim, você poderá aproveitar o melhor da renda passiva e conquistar sua independência financeira!

E você, quer começar a investir em ações para ganhar proventos e viver de renda? Então não deixe de conhecer o Invista em Ações, produto da Capitalizo que ajuda você, investidor, a ter uma carteira sólida focada em dividendos e no longo prazo. 

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Nossas recomendações e resultados

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Desde outubro de 2017, a Carteira Dividendos do produto Invista em Ações já valorizou, só em rentabilidade das ações que a compõem, mais de 110%. Ou seja, essa carteira já foi capaz de DOBRAR o capital investido, isso sem contar os dividendos recebidos no período que você poderia ter reinvestido nas próprias ações da carteira.

No gráfico abaixo, comparamos a valorização da Carteira de Dividendos da Capitalizo com o Ibovespa. Perceba que mesmo com o foco no recebimento de proventos, a carteira ainda assim performou melhor que o índice.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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Dividendos: como ganhar dinheiro e viver de renda com eles?

Você já pensou em ter uma renda passiva e viver de rendimentos? Ao investir em ações ou em fundos imobiliários (FIIs), por exemplo, além de contar com a possibilidade de ganhar com a valorização deles ao longo do tempo, você pode receber dividendos.

Essa, inclusive, pode ser uma boa estratégia para aumentar o patrimônio e caminhar em direção à sua independência financeira. Então, vale a pena saber mais sobre o assunto, certo?

Continue a leitura deste post para entender o que são os dividendos e descobrir como viver de renda. Acompanhe!

O que são dividendos?

Parte dos lucros de uma empresa pode ser distribuída aos seus acionistas por meio dos dividendos. Essa remuneração tem o objetivo de manter os investidores atuais e atrair novas pessoas que tenham interesse em se tornar sócios de grandes companhias no mercado de ações.

Nos fundos imobiliários, os proventos são pagos aos cotistas a partir dos ganhos com aluguéis e outras transações relacionadas com os empreendimentos que fazem parte do FII. Inclusive, neste caso, a distribuição de dividendos pode ser ainda mais frequente.

Como funciona o pagamento?

Diferente do que muitos acreditam, a legislação brasileira não define uma porcentagem mínima de distribuição do lucro das empresas listadas na bolsa de valores. Os dividendos são pagos de acordo com regras próprias das companhias – embora muitas adotem a distribuição de 25% dos lucros aos acionistas.

O pagamento pode ocorrer, de forma mais comum, em dinheiro e ações. Também é possível receber a remuneração em direitos de propriedades, o que é menos usual. A frequência com que os dividendos são pagos depende de cada empresa – o que pode acontecer de uma a 12 vezes por ano.

Cada acionista recebe os dividendos de acordo com o número de ações que possui. Não existe um cronograma fixo para o pagamento, por isso, não é garantia que uma empresa que pagou no último ano vai pagar no próximo.

Como você já sabe, é comum que companhias estabeleçam a distribuição de 25% dos lucros aos acionistas. Contudo, é possível encontrar organizações que pagam valores acima ou abaixo desse patamar, e outras que aumentem esse percentual ao longo dos anos.

Já os fundos imobiliários têm a obrigação de repassar a maior parte dos lucros aos seus cotistas. Por isso, é comum que a distribuição destes proventos seja realizada periodicamente, com valores atrativos. Sempre considerando a quantidade de cotas que cada investidor possui.

Quais são os tipos de dividendos mais comuns?

Existem diversas formas de uma organização que distribui lucros fazer o pagamento dos proventos para os acionistas. Conheça as principais:

Dividendos de ações

A lei brasileira estabelece que os dividendos devem ser pagos, pelo menos, uma vez por ano. Não há um valor mínimo a ser distribuído. O percentual dependerá do estatuto de cada empresa.

A suspensão dos pagamentos, por sua vez, só é permitida em situações excepcionais. Vale ressaltar, ainda, que algumas instituições pagam dividendos com maior frequência do que outras e que, neste caso, a distribuição é isenta de Imposto de Renda.

Juros sobre capital próprio (JCP)

O JCP é baseado no lucro da empresa nos anos anteriores ao do pagamento. Além disso, a dedução do Imposto de Renda deve ser feita pelo investidor, lançando o rendimento na Declaração de IR como tributação exclusiva.

A alíquota a ser paga é de 15% — porcentagem menor do que aquela recolhida pelas empresas. Como a organização também se beneficia dessa vantagem fiscal, ela pode fazer o pagamento do JCP com maior frequência.

Bonificação

Na bonificação, parte do lucro é investido em capital social. Assim, as empresas emitem e distribuem ações para os investidores. Essa recompensa não altera o patrimônio dos sócios, mesmo que o preço individual dos papéis no mercado diminua.

Como o pagamento de proventos é feito de forma proporcional ao número de ações, os investidores podem receber uma participação maior nos lucros no futuro.

Direitos de subscrição

Quando a empresa cresce no mercado e consegue emitir mais ações, ela pode priorizar os investidores mais antigos. A grande vantagem da subscrição de ações é que é possível comprar novos papéis por um preço abaixo do valor de mercado.

Não se trata, portanto, de um recebimento de proventos, mas de um direito adquirido – que permite ao investidor que já é acionista da empresa comprar mais ações a preços mais baixos.

Proventos dos FIIs

Investir em FII também é uma opção para quem deseja diversificar a carteira e ganhar dividendos para viver de renda no futuro. Os dividendos dos fundos imobiliários são distribuídos, em geral, de forma mensal – embora a regulamentação defina a distribuição semestral.

Como os dividendos são calculados?

Em geral, os dividendos são calculados em dinheiro ou porcentagem por ação. Dessa forma, cada investidor recebe um valor proporcional ao número de ações que possui na carteira.

Um acionista com 100 ações que pagam R$3 por papel receberá R$300 em dividendos, por exemplo. Mas, se o pagamento for apresentado em porcentagem, o cálculo é feito com base em um percentual do valor atual da ação. 

É desta forma, inclusive, que se identifica quais são as maiores pagadoras de dividendos da bolsa. O cálculo do dividend yield (dividindo o valor pago de dividendos pelo preço de cada ação antes da distribuição dos lucros) é um dos indicadores mais importantes para quem deseja viver de renda a partir do recebimento de dividendos. 

Quais são as vantagens de receber dividendos?

A primeira vantagem de investir em ações que pagam bons dividendos é a chance de acumular capital e ter uma renda passiva no futuro. Afinal, as melhores empresas pagadoras de proventos tendem a ser menos afetadas em momentos de instabilidade financeira.

Isso ocorre porque empresas que pagam mais dividendos aos acionistas são negócios mais consolidados no mercado. Dessa forma, elas conseguem ter lucros e repassá-los aos investidores mesmo quando a economia está desfavorável.

Outro benefício está relacionado ao fato de os dividendos serem isentos de Imposto de Renda. Como a empresa pagadora faz a dedução do imposto antes de distribuir o lucro, o investidor recebe um valor líquido. Assim, o rendimento pode ser utilizado sem nenhuma dedução fiscal.

Para quem os dividendos podem ser indicados?

Ações que pagam dividendos podem ser indicadas para quem tem uma tolerância maior a riscos na hora de investir. Como o lucro passado não é garantia de rendimentos futuros, o investidor precisar se sentir confortável com o fato de que é possível não obter a rentabilidade esperada na renda variável.

No geral, o investimento visando o recebimento de dividendos atende bem aos investidores com planos no longo prazo. Se você busca a sua independência financeira, por exemplo, os dividendos podem ser boas opções para ter uma renda recorrente.

Investidores que desejam diversificar a carteira também podem apostar nos dividendos. Isso ajuda a aumentar o patrimônio e a alcançar os seus objetivos mais rapidamente.

É importante destacar, contudo, que antes de investir em ações visando o recebimento de dividendos, você deve fazer uma análise dos seus objetivos e do seu perfil de investidor. Assim, ficará mais fácil avaliar se esse investimento faz ou não sentido para você.

Como ganhar dinheiro com dividendos e viver de renda?

O primeiro passo para ganhar dinheiro com dividendos é escolher ações de empresas estáveis e boas pagadoras de dividendos. Além disso, existe a possibilidade de reinvestir os proventos recebidos. Isso significa que você pode utilizar o valor para comprar mais ações.

Dessa forma, os novos ativos podem impulsionar suas chances de lucro e ajudar a aumentar o seu patrimônio total. Funciona de forma semelhante aos juros compostos – agindo tanto sobre o dinheiro investido quanto sobre os rendimentos acumulados.

Ao investir em ações e FIIs que distribuem bons dividendos, portanto, você consegue fazer reinvestimentos, acumular mais patrimônio e gerar novos rendimentos ao longo do tempo. 

E será este hábito que, no futuro, permitirá o recebimento de uma maior quantia de proventos, que poderão cobrir os seus gastos mensais e permitir que você tenha uma renda passiva – alcançando, assim, sua independência financeira.

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Nossos resultados

Desde abril de 2018, a Carteira Dividendos do produto Invista em Ações já valorizou, só em rentabilidade das ações que a compõem, mais de 105%! É uma das carteiras mais vencedoras do Brasil!

No gráfico abaixo, comparamos a valorização da Carteira de Dividendos da Capitalizo com o Ibovespa e também com três dos principais fundos de investimentos focados em dividendos no mesmo período:

Rentabilidade Carteira Dividendos

Além da Carteira Dividendos o Invista em Ações traz outras cinco carteiras recomendadas, cada uma visando um objetivo específico: Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy and Hold Raiz e Internacionais.

Fique por dentro ainda dos avisos de pagamentos de dividendos, fatos relevantes, além de análises setoriais e análises de relatórios trimestrais e anuais das principais empresas da bolsa de valores.

Já no gráfico abaixo, comparamos a valorização da Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários com o IFIX (o índice de desempenho dos FII’s da bolsa brasileira) e também com o CDI. Desde agosto de 2017, nossa Carteira de FII’s do produto Top Fundos está, só em rentabilidade dos fundos que a compõem, acima do IFIX e valorizando mais de 230% do CDI.

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5 Dicas para criar uma carteira de dividendos agora mesmo

Ter uma carteira de dividendos pode ser uma alternativa interessante para quem busca por investimentos de longo prazo na renda variável e deseja obter renda passiva no futuro. Afinal, esse tipo de portfólio pode sofrer menos efeitos da volatilidade, pois não se baseia apenas no crescimento do valor das ações para trazer resultados ao investidor.

Em geral, os papéis que compõem uma carteira voltada para dividendos têm algumas características em comum. Entre elas, estão a expectativa de pagamento contínuo de proventos, um índice de Dividend Yield atrativo e fundamentos sólidos das empresas.

Neste artigo, você acompanhará 5 dicas para criar uma carteira de dividendos sólida e aumentar seu patrimônio no longo prazo a partir do recebimento de proventos. Confira!

Afinal, o que são dividendos?

Antes de conferir nossas 5 dicas para criar uma carteira eficiente de dividendos, é preciso entender o que são, de fato, estes proventos distribuídos por empresas listadas na bolsa de valores.

Os dividendos são parte dos lucros que uma companhia de capital aberto distribui aos seus acionistas — de forma proporcional aos papéis que cada um possui. A remuneração visa satisfazer os investidores e atrair o interesse do mercado. 

O mais comum é que os dividendos sejam pagos em dinheiro ou ações. As empresas também podem fazer o pagamento em direitos de subscrição, o que é menos habitual. A frequência com que os dividendos são pagos varia de acordo com cada companhia – e a informação deve constar no estatuto da empresa.

As carteiras de dividendos, portanto, são formadas por um conjunto de investimentos em renda variável cujo objetivo é permitir ao investidor receber proventos e obter renda passiva ao longo do tempo. Elas podem ser compostas, por exemplo, por ações e fundos de investimento imobiliário.

O mais comum, no entanto, é que os investidores optem por montar uma carteira de ações focadas em dividendos.

Como criar uma carteira de dividendos?

A ideia de ter uma carteira de dividendos lhe interessa? Então, é importante entender como criar um bom portfólio deste tipo – a fim de obter bons resultados no longo prazo.

Para criar uma carteira de dividendos em ações eficiente é importante buscar por empresas que tenham histórico de pagar bons proventos aos acionistas. Outra característica comum de uma boa carteira de dividendos é trazer companhias mais sólidas – que tendem a oferecer menores riscos ao investidor.

Também é válido focar no médio e longo prazo para obter retornos mais consistentes. Ao investir desse modo, é possível atenuar os riscos da carteira. Afinal, as oscilações temporárias do mercado influenciarão pouco nos seus resultados — já que não será de seu interesse vender os papéis tão cedo, certo?

Ou seja, ao escolher uma carteira de dividendos é fundamental ter paciência para deixar o dinheiro investido – colhendo os resultados durante os anos. O valor referente aos proventos é pago periodicamente pelas empresas, de acordo com as diretrizes de cada uma – e você se beneficiará deles se mantiver sua estratégia no longo prazo.

Por fim, para criar uma carteira de dividendos robusta, é importante fazer uma boa análise de fundamentos antes de escolher os ativos. Apesar de os rendimentos passados não serem garantia de ganhos futuros, fazer uma avaliação cuidadosa é fundamental para ter sucesso nesta jornada.

5 dicas para montar sua carteira de dividendos

Agora que você já sabe o que são os dividendos e como criar uma carteira direcionada ao recebimento de proventos na bolsa de valores, confira 5 dicas para começar a compor seu portfólio de dividendos agora mesmo!

1. Avalie a solidez da empresa

Em geral, empresas que pagam bons dividendos são mais sólidas do que aquelas que não pagam — pois já estão consolidadas e podem compartilhar uma maior parte do seu lucro com os acionistas. Tal ponto deve ser cuidadosamente avaliado, já que bons fundamentos costumam resultar em menores riscos para o investidor.

Outra dica é ter atenção ao histórico de pagamento das companhias. Ele não é garantia de lucro futuro, mas pode lhe dar informações importantes. Analise os últimos anos de distribuição de proventos para entender a frequência de pagamentos. 

Fique atento também à constância na distribuição. Se a empresa pagou muito bem em um ano, mas não manteve a média, ela pode não ser a melhor opção para uma carteira de dividendos.

2. Identifique as maiores pagadoras

Alguns indicadores fundamentalistas ajudam você a identificar quais são as maiores pagadoras de dividendos da bolsa. Por exemplo, o dividend yield e o dividend payout. Saiba mais sobre eles a seguir:

Dividend yield

Esse indicador é obtido pela divisão do valor pago de dividendo pelo preço de cada ação. O resultado permite comparar o valor relativo pago por diferentes empresas para entender quais distribuem mais proventos em relação ao preço de compra dos papéis.

Na teoria, quanto maior o dividend yield de uma empresa, mais proventos ela distribui. No entanto, não basta apenas analisar o indicador isoladamente para tomar a decisão de compra dos ativos.

Dividend payout

O cálculo do dividend payout é feito dividindo o valor pago de dividendos pelo lucro da empresa em determinado período. Assim, é possível descobrir quanto do percentual de lucro da companhia é distribuído para os acionistas – e quanto é reinvestido no próprio negócio.

A análise permite comparar empresas e descobrir o que elas fazem com o lucro. Mas vale destacar, novamente, que o indicador não deve ser analisado de maneira isolada.

3. Conheça seu perfil de investidor e seus objetivos

É fundamental analisar se o seu perfil de investidor é compatível com o tipo de risco das ações. Você deve estar preparado para passar por possíveis oscilações do mercado ao longo do tempo. Então, este é um investimento indicado para perfis moderados e arrojados.

Também é importante entender quais são os seus objetivos financeiros. As ações se adéquam melhor aos planos de longo prazo. Ter uma renda passiva — para a aposentadoria, por exemplo — é uma das principais metas de quem investe em empresas que pagam bons dividendos.

Já quem está montando patrimônio tende a utilizar os dividendos recebidos para comprar novas ações. Nesse caso, o objetivo é acelerar a acumulação de capital para, no futuro, usufruir dos recursos.

4. Mantenha um bom planejamento financeiro

Um bom planejamento financeiro é fundamental para quem deseja montar uma carteira de dividendos. Para isso, é necessário entender qual é a porcentagem do seu salário que será destinada para gastos fixos e variáveis e quanto poderá ser investido mensalmente.

Ajustar alguns custos pode ser necessário para que você consiga fazer investimentos constantes. Isso é importante para que a sua carteira cresça e, no longo prazo, seja possível ter uma renda proveniente dos dividendos.

5. Reinvista os dividendos

Reinvestir os dividendos é uma estratégia poderosa para acumular mais patrimônio, pois você conta com a ação indireta dos juros compostos – a partir da exposição à economia real – a seu favor. Assim, até mesmo quem começa com pouco dinheiro tem chances de obter maiores ganhos se mantiver os reinvestimentos.

Ao reinvestir os dividendos sempre que possível, você reduz o seu preço médio por ação e aumenta o valor da sua carteira. Afinal, quando você compra mais ativos com os dividendos recebidos, sua quantidade de ações na carteira cresce sem a necessidade de colocar mais do seu próprio dinheiro.

Nossos resultados

Uma carteira de dividendos bem montada é capaz de acelerar o crescimento do seu patrimônio, criar uma fonte de renda passiva no futuro e proteger o poder de compra do seu dinheiro. E conquistar estas vantagens ficará muito mais fácil ao seguir nossas dicas!

Na Carteira Recomendada de Dividendos da Capitalizo, está uma seleção dos ativos que foram analisados e recomendados pela nossa equipe de analistas como aqueles que já são bons pagadores de dividendos e tem potencial para tornar-se ainda melhores! Confira o resultado acumulado até agora:

gráfico demonstrando rentabilidade da carteira de dividendosImportante ressaltar que compõem a carteira dividendos tanto ações de empresas nacionais quanto de companhias do exterior.

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