Ações para a vida toda: o que fazer quando o mercado cai?

Ações para a vida toda

Escolher as melhores ações para compor uma carteira nem sempre é uma tarefa fácil. Em alguns casos companhias que pareciam boas, não eram seja em função de mudanças no mercado ou nas próprias empresas.

Porém, existem negócios que possuem muitas vantagens competitivas, que conseguem se adaptar às mudanças dos mercados e são geridos por excelentes profissionais o que colabora para a valorização das ações. Quando se identifica esse tipo de empresa, o que um investidor de longo prazo deveria fazer é comprar e manter o máximo de tempo possível em carteira.

Logicamente, nenhuma empresa conseguirá manter seus negócios crescendo bem ou gerando lucros todos os anos. Qualquer empresa têm anos bons e ruins e nem mesmo ótimas companhias fogem a essa regra. Justamente nos momentos ruins, as ações dessas empresas costumam cair muito forte: baixas de 20%, 40% ou até mais são comuns. Sabemos que nesses momentos, o ideal é ter paciência e aguardar a recuperação – ou até mesmo aproveitar para comprar mais ações.

Na teoria parece fácil, mas por que muitos investidores diante de ótimas oportunidades não as aproveitam?

Infelizmente, o principal motivo é que boa parte dos investidores, em função de ruídos de curto prazo e movimentos de baixa, são levados a crer que as empresas não vão prosperar e que os preços das ações não vão mais subir.

Nesse momentos, muitos investidores vendem sua ações, quando na verdade deveriam manter ou comprar mais.

O que faz uma ação subir no longo prazo?

No longo prazo, quanto mais uma empresa gerar lucro e entregar retorno aos seus acionistas, maior a probabilidade da ação dessa empresa subir. Afinal, todos querem ser sócio de uma empresa que cresce e aumenta, ao longo dos anos, o pagamento de dividendos.

Quando falamos em longo prazo, na verdade, estamos dizendo “sem prazo definido”. Então, como não é possível quantificar o tempo que levará para uma ação subir, investiremos no mercado de ações apenas os valores que não temos necessidade de utilizar.

O que faz as ações caírem?

Se no longo prazo o que faz uma ação subir é o crescimento de lucros e retornos para seus acionistas, caso a empresa não cresça, suas ações dificilmente valorizarão ao longo dos anos.

Dessa forma, temos:

Ações que geram lucros crescentes = probabilidade de alta em longo prazo

Ações que não geram lucros = probabilidade de baixa em longo prazo

E no curto prazo, essa lógica funciona?

Se, no longo prazo, as coisas parecem mais “controláveis” ou “previsíveis”, no curto prazo, a lógica não costuma aparecer. Mesmo uma empresa que gera lucros pode ter as ações desvalorizadas. Da mesma forma, uma empresa que tenha prejuízos, pode ter suas ações super valorizadas.

Como costumamos falar, no curto prazo o mercado é “maníaco-depressivo”. E quem procurar uma resposta lógica a cada movimento de alta ou de baixa poderá perceber que esse exercício pode ser uma grande perda de tempo.

Além disso, fatores que podem nem influenciar nos resultados da empresa, como guerras, eleições ou mesmo um tweet de alguém importante, podem trazer muita volatilidade às ações.

Sendo assim, muitas vezes as ações de uma empresa caem sem seus lucros sequer serem afetados. Ou mesmo que os lucros sejam afetados, as ações caem tanto que parece que a empresa nunca mais terá lucros novamente.

Para comprovar a nossa “Teoria dos Mercados Maníaco-depressivos”, tomemos as ações da Lojas Renner (LREN3) como exemplo. Abaixo, selecionamos os períodos em que tivemos fortes quedas das ações e também os longos períodos em que as ações pouco subiram.

Ações da Lojas Renner (LREN3)

Setembro/2006 até Novembro/2008: as ações caíram mais de 53%

Dezembro/2007 até Novembro/2008: as ações caíram mais de 72%

Março/2006 até Março/2009: as ações subiram apenas 1%

Agosto/2010 até Março/2014: as ações subiram apenas 0,88%

Agosto/2010 até Dezembro/2011: as ações caíram mais de 30%

Maio/2013 até Fevereiro/2014: as ações caíram mais de 30%

Janeiro/2013 até Fevereiro/2016: as ações subiram apenas 1,55%

Julho/2015 até Fevereiro/2016: as ações caíram mais de 30%

Agosto/2016 até Dezembro/2016: as ações caíram mais de 20%

Julho/2016 até Setembro/2018: as ações subiram apenas 7%

Dezembro/2017 até Setembro/2018: as ações caíram mais de 20%

Outubro/2017 até Abril/2019: as ações subiram apenas 8%

Janeiro/2020 até Março/2022: as ações caíram mais de 56%

Valeu a pena investir em Lojas Renner (LREN3)?

Apenas olhando os números acima, você acreditaria que LREN3 foi uma das ações que mais renderam no longo prazo? Pode não parecer, mas veja a alta de LREN3 desde 2005:

De julho de 2005 até março de 2022, as ações LREN3 (linha verde) tiveram alta de incríveis 2.944%, enquanto o Ibovespa (linha cinza) subiu pouco mais de 350%.

O que fazer quando o mercado cai forte?

Sabemos que, recentemente, a Renner teve seus resultados afetados em função do coronavírus, que foi o responsável pelo fechamento das suas lojas. Porém, conforme dito anteriormente, será que a empresa nunca mais vai voltar a performar bem?

A queda de mais de 56% entre Janeiro de 2020 e marco de 2022 não parece uma boa oportunidade não só para manter as ações em carteira, como também para comprar mais?

Na nossa avaliação, nos casos de empresas como Lojas Renner, uma queda brusca das ações pode gasificar sim uma ótima oportunidade para o longo prazo.

Entretanto, não devemos esquecer que algumas ações caem justamente porque seus negócios são ruins ou estão se deteriorando. Nesses casos, nem sempre queda é sinônimo de oportunidade. E por isso é muito importante montar uma carteira de ações seguindo uma boa estratégia e acompanhando de perto as empresas.

Em momentos de queda do mercado, tenha calma e não aja por impulso, por mais desconfortáveis que esses movimentos possam parecer. O investidor que tem estratégia e paciência costuma ser recompensado no longo prazo.

Conte com a gente nessa jornada e tenha ações para a vida toda.

Um abraço e bons investimentos

Tiago

Desempenho histórico da Carteira Tiago Prux

Desde 2017, a Carteira Tiago Prux entrega resultados bem acima dos principais índices do mercado. Em 2021, a Carteira Tiago Prux subiu +31%, enquanto o Ibovespa caiu 12% e o S&P 500 subiu 27%. Abaixo, segue o desempenho ano a ano, desde 2019:

Confira também o desempenho desde Julho de 2017:

E você, quer receber as melhores recomendações de ações para o longo prazo?

A Carteira Tiago Prux tem o objetivo de seguir uma Estratégia Buy & Hold,por meio de investimentos basicamente em Ações (internacionais e brasileiras), utilizando os conceitos de investidores reconhecidos como Warren Buffett e Peter Lynch.

Atualmente, 90% da Carteira é composta por ações de empresas internacionais ou empresas brasileiras que também têm receita no exterior. Dessa forma, é uma Carteira de Ações verdadeiramente global. Além disso, a Carteira utiliza duas Estratégias que têm trazido ganhos extras, menor volatilidade e mais rentabilidade ao portfólio:

Proteção de Carteira: caso seja necessário, teremos recomendações de venda de ações ou utilizaremos Opções para a Proteção de Carteira.

Venda (short) de Ações: podemos utilizar a venda de ações para termos mais recursos para financiar a compra de outros ativos com maior potencial.

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Analistas Responsáveis

▶ Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795
▶ Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423
▶ Gabriel Zaiden de Moraes – CNPI EM-3014
▶ Murilo Augusto Gonçalves de Lima CNPI-T EM-3015

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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