Quinta-feira foi um dia de agenda macroeconômica esvaziada, tanto no Brasil quanto no exterior.
Nos Estados Unidos, o governo continua em shutdown, o que segue impedindo a divulgação de dados econômicos relevantes.
Por aqui, o destaque ficou para as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que reforçou a postura firme da autoridade monetária diante de uma inflação ainda acima da meta.
Durante discurso no Fórum Econômico Indonésia-Brasil, em Jacarta, Galípolo afirmou que o BC está “bastante incomodado” com o comportamento dos preços e das expectativas, embora reconheça que há um processo de desinflação em andamento.
Ele também destacou que a Selic, mantida em 15%, deve permanecer em um nível elevado por um período prolongado, até que o IPCA mostre uma trajetória mais consistente de queda.
Destaques corporativos: Tesla desacelera e o varejo ganha foco
No campo corporativo, o destaque internacional foi a Tesla (TSLA34, TSLA), que apresentou resultados mais fracos no terceiro trimestre.
Apesar de o faturamento ter crescido 12%, para US$ 28,1 bilhões, o lucro líquido caiu 37%, para US$ 1,37 bilhão — reflexo de custos mais altos, redução de preços em modelos principais e margens menores no segmento automotivo.
A margem operacional recuou para 5,8%, quase metade do patamar registrado há um ano, refletindo o ambiente mais competitivo e os altos investimentos em inteligência artificial e robótica.
Já no Brasil, o setor de varejo concentrou as atenções. As ações da Casas Bahia (BHIA3) dispararam e figuraram entre as maiores altas do Ibovespa após o anúncio de uma parceria com o Mercado Livre (MELI34, MELI), que permitirá à varejista vender seus produtos na plataforma a partir de novembro.
O acordo prevê que a Casas Bahia cuide da logística de produtos de grande porte, como eletrodomésticos e móveis, reforçando sua presença no comércio eletrônico.
Na ponta oposta, as ações da Magazine Luiza recuaram, pressionadas pela percepção de maior concorrência no setor.
Um abraço e ótimos investimentos
Tiago