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Carteiras de Ações

Ações para ficar de olho nesta semana: CBAV3, AMBP3, PETR4, AURA33, BRAV3, AURE3, PRIO3, GUAR3

20/10/2025 Por Tiago Prux
ações

Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.

O mercado de ações inicia a semana em meio à temporada de resultados do terceiro trimestre, com destaque para os grandes bancos norte-americanos, que vêm apresentando números robustos.

Apesar de casos pontuais de falência entre bancos regionais, o sistema financeiro dos Estados Unidos segue sólido e em processo de consolidação.

No Brasil, o Ibovespa mantém tendência de alta, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pela percepção de juros em queda no médio prazo.

Entre os destaques da semana, estão empresas com gatilhos corporativos importantes, oscilações relevantes e eventos que merecem acompanhamento atento por parte do investidor.

CBA (CBAV3) — POSSÍVEL FECHAMENTO DE CAPITAL

As ações da CBA subiram quase +16% na semana, refletindo as especulações sobre uma eventual oferta de fechamento de capital.

O valor de referência comentado no mercado gira em torno de R$ 7 bilhões, o que equivaleria a um preço acima de R$ 10 por ação — bem superior à cotação atual.

Mesmo sem confirmação oficial, a movimentação reforça o interesse estratégico no setor de alumínio, especialmente diante da forte geração de caixa e estrutura financeira robusta da companhia.

A CBA segue entre as empresas mais descontadas do setor, com potencial relevante de valorização caso a operação se concretize.

AMBIPAR (AMBP3) — SITUAÇÃO CRÍTICA

A Ambipar permanece em um cenário de elevado risco financeiro.

A empresa enfrenta dificuldades para apresentar informações completas de caixa e estrutura de dívida, o que aumenta as incertezas sobre sua capacidade de recuperação.

Há expectativa de pedido de recuperação judicial, o que, se confirmado, reforçaria a fragilidade do negócio.

Com base nesses fatores, o entendimento é que o risco-retorno é assimétrico, e o melhor posicionamento no momento é ficar fora do ativo até que a situação seja esclarecida.

PETROBRAS (PETR4) — FOCO NA BACIA DA FOZ DO AMAZONAS

A Petrobras segue sob os holofotes em razão da indefinição sobre os licenciamentos ambientais na Bacia da Foz do Amazonas, uma das áreas mais promissoras para exploração nos próximos anos.

Embora o processo ainda enfrente entraves no Ibama, há expectativa de avanços até o fim do ano, o que pode destravar novos projetos e reforçar o plano de crescimento em exploração e produção.

O papel continua atraente no longo prazo, com valuation descontado e fluxo de dividendos sólido, mas o investidor deve ter paciência diante da volatilidade natural associada às pautas ambientais e regulatórias.

AURA MINERALS (AURA33) — CORREÇÃO NORMAL APÓS FORTE ALTA

Mesmo com a recente queda de -9%, a Aura segue com desempenho excepcional em 2025 — alta de +174% no acumulado do ano.

A desvalorização pontual reflete apenas realização de lucros, após a alta do ouro acima de US$ 3.000, sem qualquer mudança nos fundamentos da companhia.

A expectativa é de bons resultados nos próximos trimestres, impulsionados por margens elevadas, boa gestão de custos e potencial de pagamento expressivo de dividendos.

A empresa continua sendo um veículo eficiente de exposição ao ouro, especialmente em um cenário global de juros mais baixos.

BRAVA (BRAV3) — PACIÊNCIA EM UM CASO DE AJUSTE

A Brava enfrenta volatilidade elevada desde a interdição temporária de áreas na Bacia Potiguar, o que afetou o ritmo de produção.

Apesar disso, os fundamentos permanecem sólidos, e os entraves operacionais são pontuais e resolvíveis.

A diferença de desempenho em relação a pares como PetroReconcavo (RECV3) e PRIO (PRIO3) decorre de fatores técnicos de curto prazo, não de deterioração estrutural.

O momento é de paciência e acompanhamento, pois o ativo tende a recuperar valor à medida que os problemas operacionais sejam resolvidos.

AUREN (AURE3) — NOVA INDENIZAÇÃO E POTENCIAL DE DIVIDENDOS

A Auren obteve decisão favorável em mais um processo ligado à antiga CESP, com indenização próxima a R$ 200 milhões, além de correção monetária sobre o montante.

A decisão reforça o caixa da companhia e pode viabilizar novos pagamentos de dividendos no curto prazo.

Apesar de o resultado operacional ainda estar pressionado, a empresa mantém perfil financeiro sólido e gestão conservadora.

Essas indenizações extraordinárias funcionam como catalisadores temporários positivos para o papel.

PRIO (PRIO3) — RETOMADA DE PEREGRINO E CENÁRIO FAVORÁVEL

A PRIO confirmou a retomada da produção no campo de Peregrino, após uma parada mais longa do que o esperado.

A notícia é positiva e marca um passo importante para normalizar o volume operacional da companhia.

Mesmo com a recente queda do petróleo, a PRIO segue como um dos principais cases de eficiência operacional da bolsa, combinando margens elevadas e forte geração de caixa.

A correção das cotações deve ser vista como movimento técnico, sem alteração estrutural na tese.

GUARARAPES (GUAR3) — POSSÍVEL VENDA DE ATIVOS

A Guararapes, controladora da Riachuelo, contratou o BTG Pactual para assessorar a venda do shopping Midway Mall, em Natal (RN).

O ativo é avaliado em cerca de R$ 1 bilhão, valor relevante considerando que a empresa inteira vale menos de R$ 5 bilhões.

Caso a operação se concretize, poderá fortalecer o caixa e abrir espaço para pagamento extraordinário de dividendos.

A notícia foi bem recebida pelo mercado e impulsionou as ações, reforçando a percepção de que a empresa está disposta a destravar valor para o acionista.

VISÃO GERAL

O cenário de curto prazo combina volatilidade com oportunidades pontuais.

Casos como CBA e Guararapes ilustram o apetite por ativos descontados e potenciais operações de M&A, enquanto PRIO, Auren e Petrobras mantêm históricos operacionais consistentes em setores estratégicos.

Já Ambipar segue como alerta de risco elevado, reforçando a importância de selecionar empresas com transparência financeira e governança sólida.

A combinação de juros em queda, resultados corporativos robustos e aumento nas operações de fusões e aquisições cria um ambiente propício para investidores que mantêm disciplina e visão de longo prazo.

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5 ações muito baratas e que caíram demais | BBSE3, RAPT4, JALL3, SMTO3 E BRST3

20/10/2025 Por Tiago Prux
Ações

O mercado de ações vive um momento de seletividade.
Mesmo com o Ibovespa acumulando ganhos no ano, alguns papéis seguem apresentando quedas expressivas, muitas vezes sem relação direta com os fundamentos das empresas.

Entre esses casos, destacam-se companhias que mantêm crescimento, boa gestão e geração de caixa consistente, mas que foram penalizadas por ciclos setoriais ou movimentos temporários de mercado.

A seguir, um panorama das cinco ações que consideramos claramente descontadas em relação ao valor intrínseco dos negócios.

RANDON (RAPT4)

A Randon atravessa um ciclo de crescimento sólido e consistente nos últimos anos, tanto de forma orgânica quanto por aquisições — conduzidas pela própria Randon e por sua subsidiária Fras-le.

Mesmo com uma elevação pontual do endividamento e margens menores do que concorrentes como a Marcopolo, a empresa mantém eficiência operacional e perspectiva positiva para os próximos trimestres.

A emissão recente de ações e os investimentos em expansão explicam parte da pressão de curto prazo sobre o lucro líquido, mas não justificam a queda superior a 50% desde o ano passado.

Com gestão reconhecida e posição consolidada no setor automotivo, a Randon segue sendo um caso de exagero do mercado e de potencial relevante de recuperação no médio prazo.

SÃO MARTINHO (SMTO3)

A São Martinho é uma das líderes do setor sucroenergético e vem enfrentando um ciclo negativo de commodities, o que resultou em queda próxima a 70% desde 2022.

Apesar disso, a empresa segue crescendo e entregando lucros, mesmo em um ambiente adverso de preços mais baixos para açúcar e etanol. A boa gestão e a eficiência operacional reforçam a resiliência do negócio.

Historicamente, a São Martinho se destaca pela capacidade de atravessar ciclos ruins e retomar margens rapidamente, o que tende a se refletir em dividendos mais robustos à medida que os preços das commodities se estabilizem.

É um caso clássico em que o mercado pune excessivamente o curto prazo, abrindo oportunidade para investidores de longo horizonte.

JALES MACHADO (JALL3)

A Jalles Machado compartilha parte da dinâmica do setor de açúcar e álcool, mas possui vantagens competitivas únicas.

Boa parte de sua receita vem do açúcar orgânico, com forte penetração nos mercados europeu e norte-americano — o que reduz a exposição às oscilações típicas das commodities tradicionais.

Mesmo após um período intenso de investimentos, a empresa conseguiu reverter o fluxo de caixa para o campo positivo, demonstrando eficiência e capacidade de adaptação.

Com queda de cerca de 70% desde agosto de 2023, a Jalles se apresenta como uma small cap de qualidade, com fundamentos sólidos e potencial de valorização expressivo quando o ciclo do setor se normalizar.

BRISANET (BRST3)

A Brisanet atua em um dos segmentos mais competitivos do país — o de telecomunicações —, mas vem entregando crescimento consistente e geração de caixa sólida.

Mesmo com as ações acumulando queda de quase 40% desde 2023, a empresa mantém expansão orgânica, margens saudáveis e boa gestão.

O setor pode passar por um movimento de consolidação, com grandes grupos avaliando aquisições de empresas regionais menores, como Desktop e Unifique.

Nesse contexto, a Brisanet se torna um ativo estratégico, com potencial de valorização adicional caso novas fusões e incorporações avancem.

A empresa combina crescimento previsível, atendimento de qualidade e possibilidade de distribuição futura de dividendos — características valorizadas por investidores de longo prazo.

BB SEGURIDADE (BBSE3)

Entre as cinco ações analisadas, a BB Seguridade representa o caso mais evidente de exagero do mercado.

Desde maio, o papel acumula queda superior a 20%, influenciado pelo desempenho recente do Banco do Brasil e pelas preocupações com o crédito no agronegócio.

Contudo, o modelo de negócio da BB Seguridade é independente da dinâmica bancária.

A companhia apresenta lucros recorrentes, alta rentabilidade (ROE elevado) e forte capacidade de pagamento de dividendos.

Mesmo em um cenário de possível queda dos juros, o impacto tende a ser marginal e temporário, já que a redução do ganho financeiro é compensada por maior volume de vendas de seguros e previdência.

A BB Seguridade segue entre as empresas mais eficientes da bolsa e deve continuar entregando dividendos robustos nos próximos períodos.

VISÃO GERAL: OPORTUNIDADES ENTRE AS QUEDAS

O conjunto dessas empresas reflete um padrão comum no mercado: ações de qualidade penalizadas por fatores momentâneos, e não por deterioração estrutural dos negócios.

Em todos os casos — Randon, São Martinho, Jalles Machado, Brisanet e BB Seguridade, há boa gestão, crescimento operacional e fundamentos sólidos.

Essas características tendem a gerar forte potencial de recuperação à medida que o cenário macroeconômico se estabilize e o investidor volte a valorizar a consistência de resultados.

Para quem busca oportunidades com visão de longo prazo, essas cinco ações estão entre as mais descontadas da bolsa brasileira atualmente, combinando segurança operacional e assimetria positiva de preço.

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FESA4 e INTB3: ações baratas e com potencial de recuperação

14/10/2025 Por Tiago Prux
FESA4 e INTB3

O mercado brasileiro segue em um momento de maior seletividade e correções pontuais — especialmente entre as small caps.

Nesse contexto, companhias com fundamentos sólidos acabam sendo negociadas com descontos expressivos, abrindo espaço para boas oportunidades de médio e longo prazo.

Entre elas, Ferbasa (FESA4) e Intelbras (INTB3) se destacam por apresentarem balanços robustos, boa gestão e potencial de recuperação, mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador.

FERBASA (FESA4): FUNDAMENTOS SÓLIDOS E ELEVADA MARGEM DE SEGURANÇA

Apesar da queda de cerca de 12% nos últimos 12 meses, a Ferbasa mantém uma estrutura financeira invejável e fundamentos consistentes.

Produtora de ferro-cromo e ferrossilício — insumos essenciais para o aço inoxidável —, a companhia deve se beneficiar do avanço estrutural da demanda na Ásia, impulsionada pelo crescimento da classe média e pela expansão industrial em países como China e Índia.

Mesmo diante de um cenário de preços estáveis e câmbio menos favorável, a empresa deve registrar crescimento de 10% a 15% na receita em 2025, apoiada em eficiência operacional e controle de custos.

Outro ponto de destaque é a dívida líquida negativa de cerca de R$ 971 milhões, o menor nível histórico — valor equivalente a quase metade do seu valor de mercado atual (R$ 2,2 bilhões).

Com P/VPA de 0,65 e dividend yield estimado em torno de 8%, FESA4 oferece margem de segurança elevada e potencial de valorização adicional à medida que o ciclo de commodities se fortalece.

INTELBRAS (INTB3): QUEDA EXAGERADA EM UMA EMPRESA DE EXCELÊNCIA OPERACIONAL

As ações da Intelbras acumulam uma desvalorização de cerca de 42% em 12 meses — movimento que parece exagerado diante da qualidade do negócio.

A companhia é referência nacional em segurança eletrônica, energia solar e redes, com ampla presença no mercado e gestão reconhecida pela eficiência e inovação.

O desempenho recente foi afetado por fatores pontuais, como a implantação de um novo sistema ERP no início do ano, que temporariamente elevou estoques e reduziu a produção.

Esse efeito, porém, já foi revertido: no segundo trimestre, a receita avançou para R$ 1,2 bilhão, mostrando retomada operacional e resiliência.

Mesmo com o câmbio volátil, a Intelbras manteve margens saudáveis e rentabilidade consistente.

Com P/L em torno de 8 vezes e P/VPA próximo de 1, a ação negocia em níveis atrativos para uma empresa com histórico de crescimento, marca consolidada e ampla capacidade de geração de valor no longo prazo.

EMPRESAS DESCONTADAS, RESULTADOS CONSISTENTES

Ferbasa e Intelbras representam um caso clássico de descompasso entre preço e valor.

Ambas seguem entregando resultados sólidos e governança exemplar, mas continuam penalizadas pelo ambiente de menor apetite a risco entre investidores.

Para quem adota uma visão de longo prazo, momentos como este costumam ser excelentes pontos de entrada.

A estratégia da Capitalizo segue firme: investir com disciplina, foco em fundamentos e paciência para colher resultados consistentes ao longo dos ciclos.

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Ações para ficar de olho nesta semana: WEGE3, CBAV3, AURA33, MRVE3, BRAV3, DIRR3, CURY3, S2EA34

13/10/2025 Por Tiago Prux
Ações

Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.

A semana começa marcada pela volatilidade externa e pelas incertezas fiscais domésticas.

Enquanto o mercado reage às falas de Donald Trump sobre novas tarifas à China, os investidores avaliam os impactos no comércio global e nas commodities.

Nos Estados Unidos, a temporada de balanços dos grandes bancos tende a direcionar o humor dos mercados.

No Brasil, o foco permanece em resultados corporativos, na dinâmica do câmbio e no comportamento das ações mais ligadas ao ciclo econômico.

Mesmo em meio às oscilações, empresas com fundamentos sólidos seguem entregando resultados consistentes, enquanto algumas oportunidades surgem com correções pontuais de preço.

SETOR DE CONSTRUÇÃO: AJUSTE TÉCNICO APÓS FORTE VALORIZAÇÃO

Depois de meses de ganhos expressivos, as construtoras passaram por uma correção. MRVE3 caiu -14%, enquanto DIRR3 e CURY3 recuaram cerca de -8%.

O movimento reflete uma normalização de ritmo, já esperada após um primeiro semestre muito forte.

Apesar disso, as prévias operacionais mostram crescimento consistente, especialmente nas empresas ligadas ao Minha Casa, Minha Vida, que devem continuar com desempenho sólido, ainda que em ritmo mais moderado.

BRAV3 — VOLATILIDADE TÍPICA DAS JÚNIORES DE PETRÓLEO

A Brava Energia (BRAV3) recuou após interrupções temporárias na Bacia Potiguar durante auditoria da ANP.

Esses eventos, embora negativos no curto prazo, são comuns em empresas menores do setor e não comprometem a tese estrutural.

A companhia segue entre as alternativas interessantes do segmento onshore, ainda que PetroReconcavo (RECV3) apresente, no momento, um perfil de risco mais equilibrado.

CBAV3 — INTERESSE DE MERCADO REACENDE A TESE DE VALOR

As ações da CBA (CBAV3) subiram mais de 20% na semana, impulsionadas por rumores de venda da companhia a grupos estrangeiros.

Mesmo sem confirmação, o noticiário reforçou o quanto o papel está descontado: a empresa vale cerca de R$ 2,6 bilhões, mas potenciais propostas avaliadas em torno de R$ 7 bilhões implicariam preço acima de R$ 10 por ação.

Fundamentalmente, a CBA segue mais eficiente, com custos menores e geração de caixa crescente — o que mantém a tese atrativa mesmo sem evento corporativo concreto.

AURA33 — OURO EM ALTA E OPERAÇÃO EM EXPANSÃO

A Aura Minerals (AURA33) atravessa um período excepcional, sustentada por alta do ouro, custos menores e produção recorde.

A produção cresceu +9% a/a e +16% t/t, refletindo escala operacional e disciplina na execução.

Mesmo após valorização de mais de 500% desde 2023, o papel continua barato frente às mineradoras estrangeiras, com espaço para novas altas se o ouro permanecer acima de US$ 2.400 por onça.

S2EA34 — SHOPEE ACELERA EXPANSÃO NO BRASIL

A Sea Limited (S2EA34), controladora da Shopee, segue ampliando sua presença no e-commerce brasileiro.

A empresa inaugurou seu 14º centro de distribuição, em São Bernardo do Campo (SP), com capacidade para processar quase 4 milhões de pedidos por dia, consolidando-se como um dos maiores hubs logísticos da América Latina.

Esse avanço reforça a competitividade frente a Amazon e Mercado Livre, ampliando eficiência e reduzindo prazos de entrega.

Para o fim de ano, a expectativa é de recorde de vendas na Black Friday e no Natal, fortalecendo a presença da Shopee no varejo digital.

WEGE3 — QUALIDADE QUE O TEMPO CONFIRMA

Após um período de consolidação, WEG (WEGE3) voltou a mostrar força.

A empresa atravessou a pandemia sem perda de rentabilidade, ampliou portfólio e manteve a liderança global em soluções industriais e energéticas.

Mesmo sendo considerada “cara” por parte do mercado, os múltiplos refletem qualidade, previsibilidade e crescimento sustentável.

A recente retomada pode marcar o início de uma nova fase de valorização — mais um exemplo de como empresas excepcionais entregam retorno consistente ao longo do tempo.

PANORAMA CAPITALIZO

Mesmo em um mercado volátil, o investidor disciplinado encontra oportunidades em empresas de qualidade, bem posicionadas e com fundamentos sólidos.

Enquanto construtoras passam por correção técnica e o câmbio se ajusta, nomes como WEG, Aura Minerals e CBA reforçam a importância de olhar além do curto prazo.

Já a Shopee (S2EA34) mostra como companhias globais seguem apostando na expansão brasileira, fortalecendo o varejo digital.

A leitura da semana é clara: diversificação, paciência e foco em fundamentos continuam sendo os pilares para navegar entre volatilidade e oportunidade — princípios que seguem guiando a estratégia da Capitalizo.

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O que evitar e o que vale a pena em 2025: CAML3, TTEN3, CYRE3 e CSNA3

13/10/2025 Por Tiago Prux
CAPA

O mercado de ações segue oferecendo oportunidades pontuais para quem busca qualidade a preços descontados — mas também armadilhas disfarçadas de barganha.

Em momentos de oscilação econômica, entender o que é barato de fato e o que apenas parece barato é essencial.

Entre os destaques recentes, algumas companhias combinam fundamentos sólidos com valuations atrativos, enquanto outras enfrentam desafios estruturais que limitam o potencial de retorno.

A seguir, uma análise equilibrada de quatro nomes representativos desses dois grupos.

CAML3 — CRESCIMENTO SÓLIDO E VALUATION ATRATIVO

A Camil (CAML3) construiu uma trajetória consistente de expansão, tanto por aquisições quanto por crescimento orgânico.

A receita evoluiu de cerca de R$ 1,4 bilhão em 2010 para quase R$ 15 bilhões nos últimos 12 meses.

Mesmo com o aumento da alavancagem, a estrutura financeira segue saudável. O lucro líquido ainda sofre com custos e despesas financeiras, mas o negócio mantém margens competitivas e posição de destaque no setor de alimentos básicos.

Com P/L próximo de 10x e P/VP de 0,5x, a ação negocia com forte desconto histórico — reflexo de um pessimismo excessivo.

A tese permanece válida, apoiada em fundamentos robustos e no potencial de normalização dos lucros.

TTEN3 — EFICIÊNCIA E EXECUÇÃO EM UM CICLO DESAFIADOR

A 3tentos (TTEN3) vem entregando resultados consistentes mesmo em um ambiente mais difícil para o agronegócio.

A criação da TentosCap, braço de crédito rural, e o avanço do projeto de etanol de milho reforçam a diversificação e a geração de valor.

Com múltiplos baixos (7x lucro) e rentabilidade crescente, a companhia mostra disciplina e boa gestão. Se o desempenho já é sólido em um ciclo adverso, a expectativa é de aceleração quando o cenário se tornar mais favorável.

Entre as small caps do agro, segue como um dos cases mais promissores para o médio prazo.

CYRE3 — QUALIDADE INQUESTIONÁVEL, MAS O CICLO LIMITA

A Cyrela (CYRE3) é sinônimo de solidez e reputação no setor imobiliário. Em mais de uma década, registrou prejuízo em poucos exercícios e construiu uma estrutura diversificada, com subsidiárias como Plano&Plano, Cury e Lavvi.

O segmento de baixa renda — beneficiado pelo Minha Casa, Minha Vida — tende a sustentar o crescimento, mas o setor continua altamente sensível a juros e inflação.

Mesmo com P/L baixo e múltiplos atrativos, o momento é mais favorável à manutenção do que à compra. É uma empresa de qualidade, mas num setor em que o “timing” faz toda a diferença.

CSNA3 — PRESSÃO EM MÚLTIPLAS FRENTES

Após o boom pós-pandemia, a CSN (CSNA3) enfrenta um cenário de margens apertadas e demanda enfraquecida.

A invasão de aço chinês, a queda do dólar e a menor atratividade do minério de ferro pesam sobre os resultados.

A empresa tenta se ajustar, mas a alavancagem volta a crescer, e há risco de novos prejuízos se os preços do aço permanecerem deprimidos.

Além disso, o passivo ambiental em Volta Redonda — com pedido de indenização superior a R$ 430 milhões — adiciona incerteza ao caso.

A combinação de lucros pressionados, risco jurídico e endividamento elevado torna o papel pouco atrativo no momento. Melhor buscar alternativas mais equilibradas em commodities.

VISÃO CAPITALIZO

Oportunidades verdadeiras surgem quando fundamentos e preço se encontram — e nem todo ativo barato representa valor.

CAMIL3 e TTEN3 se destacam por unir execução sólida, múltiplos convidativos e bom potencial de reversão de ciclo. CYRE3 continua sendo referência de gestão, mas exige paciência; já CSNA3 enfrenta um quadro que ainda inspira cautela.

A leitura é clara: qualidade, disciplina e análise de ciclo seguem sendo os pilares para separar preço de valor — e para capturar as melhores oportunidades do mercado.

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Bolsas em Alta, Dólar em Queda, Caso AMBP3 e Cuidados com a Renda Fixa | Onde Investir em Out/25

08/10/2025 Por Tiago Prux
onde investir

Outubro começa com o mercado atento aos juros e aos ruídos políticos. No Brasil, a Câmara aprovou a tributação de dividendos para rendimentos acima de R$50 mil anuais, ainda pendente de votação no Senado.

Nos Estados Unidos, o governo vive o primeiro shutdown em quase sete anos, situação que deve ser revertida após as negociações orçamentárias.

O foco segue sendo a política monetária. O Fed já iniciou os cortes de juros e o consenso é de mais duas reduções em 2025. No Brasil, o Copom deve indicar flexibilização apenas em 2026.

Esse ambiente de juros mais baixos globalmente tende a beneficiar ativos de risco — como ações e títulos IPCA+ — movimento que as carteiras da Capitalizo já vinham antecipando.

MERCADO: DESEMPENHO DOS ÍNDICES E MOEDAS

Mesmo com ajustes recentes, o mercado segue positivo no ano. O Ibovespa sobe cerca de 17%, o IDIV 16% e o índice de small caps 22%. O IFIX avança 15%, enquanto o S&P 500 em reais se mantém estável, pressionado pela queda de mais de 14% do dólar frente ao real.

O movimento reflete uma combinação de inflação controlada e expectativa de juros menores.

A valorização do real reduziu o retorno em reais de carteiras com exposição internacional, mas não altera o racional de longo prazo da diversificação global.

RENDA FIXA: QUALIDADE ACIMA DE TUDO

A renda fixa continua atrativa, com títulos públicos pagando IPCA+ entre 7,3% e 7,5% ao ano. Mas o foco deve estar na qualidade dos emissores.

Casos recentes, como Banco Master e Ambipar, mostram o risco de buscar retornos ligeiramente maiores em investimentos de baixa liquidez.

A preferência segue com Tesouro Direto, fundos de infraestrutura listados e emissores sólidos.

Como costumamos destacar:

“Renda fixa não é para ter dor de cabeça — é para gerar estabilidade e previsibilidade na carteira.”

BOLSA DE VALORES: OPORTUNIDADES EM SETORES DE QUALIDADE

O cenário favorece empresas de qualidade, com destaque para o setor financeiro e para exportadoras. Mesmo com as commodities em movimento lateral, há bons pontos de entrada em companhias eficientes e com múltiplos descontados.

Nos Estados Unidos, as big techs seguem entregando lucros consistentes e sustentando o ciclo de crescimento do setor. Essa exposição internacional segue essencial nas carteiras diversificadas da Capitalizo.

DESEMPENHO DAS CARTEIRAS E ESTRATÉGIAS CAPITALIZO

As carteiras e estratégias da Capitalizo continuam apresentando desempenho consistente e acima da média do mercado.

Abaixo, você confere o desempenho consolidado, que reflete a força da diversificação, disciplina e qualidade na seleção dos ativos:

 

QUALIDADE, DISCIPLINA E DIVERSIFICAÇÃO

Outubro começa com fundamentos sólidos: inflação sob controle, ambiente global de juros mais baixos e empresas entregando bons resultados operacionais.

A diversificação entre Brasil e exterior, o foco em negócios de alta qualidade e a disciplina na renda fixa continuam sendo os principais pilares da estratégia Capitalizo.

O investidor que segue o método — sem buscar atalhos, sem correr riscos desnecessários e com visão de longo prazo — continua colhendo resultados consistentes.

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Ações para ficar de olho nesta semana: MGLU3, VAMO3, GGBR4, RADL3, AURA33, WEGE3, IRBR3, ELET3

06/10/2025 Por Tiago Prux
Ações

Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.

A semana foi marcada por dois eventos relevantes no cenário macroeconômico.
No Brasil, a Câmara aprovou a tributação de dividendos para rendimentos acima de R$ 50 mil — medida que ainda depende da análise do Senado.

Caso confirmada, será importante observar os detalhes da implementação antes de avaliar impactos diretos sobre as carteiras.

Nos Estados Unidos, o governo entrou em shutdown pela primeira vez em quase sete anos.

Embora o impasse orçamentário gere ruído no curto prazo, historicamente as negociações avançam e os serviços federais são retomados rapidamente.

O foco segue nas discussões sobre o orçamento e nas próximas decisões do Federal Reserve.

Nesta semana, o destaque doméstico será a divulgação do IPCA de setembro, com expectativa de alta entre 0,40% e 0,50%.

A inflação em 12 meses deve se manter acima da meta, mas dentro de uma faixa considerada controlada — entre 5,2% e 5,4%.

MERCADO: BOLSAS, DÓLAR E BITCOIN

O Ibovespa encerrou a semana em leve queda de -0,3%, mas acumula alta de +19% em 2025. Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu +1,1% em dólares, enquanto o Bitcoin atingiu nova máxima histórica, ultrapassando R$ 670 mil.

Apesar do recuo pontual, a tendência primária da Bolsa brasileira segue positiva, com o índice podendo testar novamente a faixa entre 140 e 141 mil pontos.

O IVVB11, que replica o S&P 500 em reais, mantém viés de alta, mesmo com a valorização do real ao longo do ano.

O dólar continua oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40, região considerada de suporte importante. Embora a tendência principal ainda seja de queda, o patamar atual pode gerar alguma acomodação de preços no curto prazo.

O ETF QBTC11, que acompanha o Bitcoin na B3, rompeu resistências e abriu espaço para novas valorizações — movimento que tende a beneficiar também outras criptomoedas.

DESTAQUES NEGATIVOS

Ambipar (AMBP3) despencou cerca de -84% e segue no centro das atenções após a demissão do diretor financeiro e o início de um processo de reestruturação de dívida. A empresa não tem conseguido esclarecer sua real situação de caixa, levantando dúvidas sobre a solidez financeira. O caso segue sendo tratado com cautela — é hora de ficar de fora.

Bradesco (BBDC4) também foi citado em meio à crise da Ambipar, por possível exposição em créditos problemáticos, reforçando a importância da gestão de risco no setor financeiro.

Magalu (MGLU3) caiu -18% na semana, pressionada pelo avanço da Amazon, que anunciou isenção de taxas de armazenamento e logística para novos vendedores — o que intensifica a competição no e-commerce.

Vamos (VAMO3) recuou -12% após rumores sobre um possível aporte do BTG, nos moldes do que ocorreu com a Simpar. O grupo segue com alto endividamento, e qualquer capitalização dependerá de novas negociações.

Braskem (BRKM5) vive momento delicado. A empresa cogitou recuperação extrajudicial, mas o CADE aprovou a venda da fatia da Novonor para o fundo ligado a Nelson Tanure, encerrando um impasse de anos. Ainda assim, o cenário segue incerto.

Melnick (MELK3) caiu -13,5% após divulgar prévia operacional com crescimento moderado de vendas (+6%) e lançamentos (+22%) ante 2024. O setor imobiliário, em desaceleração, deve limitar o ritmo de expansão no curto prazo.

DESTAQUES POSITIVOS

Raia Drogasil (RADL3) subiu +5,8% após sequência de quedas. A companhia segue como referência no varejo farmacêutico, com execução sólida e benchmark global em eficiência operacional.

Gerdau (GGBR4) teve bom desempenho após reduzir investimentos previstos para 2026, de R$ 6 bilhões para R$ 4,7 bilhões. O foco será o mercado norte-americano, onde as margens são mais elevadas e a concorrência menor.

IRB (IRBR3) avançou mais uma semana, com expectativa de retomar dividendos em 2026. A queda expressiva na sinistralidade reforça a recuperação operacional.

Eletrobras (ELET3) ganhou +3,4% após revisões de preço-alvo por grandes bancos, que voltaram a recomendar compra.

Aura Minerals (AURA33) anunciou programa para conversão de BDRs em ações negociadas nos Estados Unidos, com cobertura total das taxas pela empresa — medida que aumenta a visibilidade global e reforça o valor de mercado.

WEG (WEGE3) comunicou novos investimentos de R$ 900 milhões na expansão de Jaraguá do Sul. Mesmo após correções recentes, os fundamentos seguem sólidos e o crescimento consistente.

VISÃO GERAL

O mercado iniciou outubro com volatilidade pontual, mas fundamentos ainda positivos.
O cenário segue favorecido por inflação controlada, perspectiva de corte de juros e empresas entregando bons resultados.

Entre as ações, SLC Agrícola, Gerdau e WEG continuam se destacando como cases de longo prazo, enquanto Ambipar e Magalu exigem cautela.

A recomendação permanece a mesma: evitar decisões baseadas em ruído de curto prazo e manter o foco em empresas sólidas, com geração de caixa e boa execução operacional.

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O que evitar e o que vale a pena em 2025: AMBP3, VALE3, GGBR4 E SLCE3 EM FOCO

06/10/2025 Por Tiago Prux
evitar

O mercado segue oferecendo boas oportunidades — mas também casos que exigem atenção redobrada.

Em 2025, algumas empresas ainda enfrentam problemas estruturais e de transparência, enquanto outras seguem negociando com desconto, mesmo apresentando fundamentos sólidos.

Entre os destaques do momento, estão Ambipar (AMBP3), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e SLC Agrícola (SLCE3) — companhias que ilustram bem a diferença entre o que evitar e o que vale a pena acompanhar de perto.

AMBIPAR (AMBP3): CENÁRIO DE INCERTEZA

A Ambipar foi o destaque das últimas semanas, mas o momento inspira cautela.

A empresa enfrenta forte endividamento, resultado de um processo de expansão acelerado por meio de aquisições.

O principal problema hoje é a falta de transparência: não há clareza sobre a situação de caixa, o diretor financeiro foi demitido pouco antes da forte queda das ações e parte dos investimentos da empresa estaria valendo apenas 20% do valor de face.

Diante desse cenário nebuloso, a recomendação é não se expor ao ativo até que as informações fiquem mais claras.

Caso o investidor queira se arriscar, que seja apenas com uma quantia simbólica — o famoso “dinheiro da cachaça”, como costuma dizer o Tiago —, pois há riscos relevantes de desdobramentos negativos.

SLC AGRÍCOLA (SLCE3): FUNDAMENTOS SÓLIDOS, MESMO COM PRESSÃO NOS LUCROS

A SLC anunciou uma expansão de 13% na área plantada para a safra 2025/26, com destaque para o aumento de 14% na soja e 29% no milho segunda safra.

Apesar do custo de produção ainda elevado pressionar a rentabilidade no curto prazo, a companhia mantém fundamentos muito fortes.

É uma das empresas mais eficientes do agronegócio brasileiro, com produtividade acima da média nacional e global em soja e algodão, além de atuar em larga escala, com mais de 25 fazendas espalhadas por oito estados.

A dívida aumentou, mas segue sob controle. Assim, SLCE3 é considerada uma ação barata e de qualidade, com boa posição financeira e potencial de valorização no médio e longo prazo.

GERDAU (GGBR4): BOA EMPRESA, MAS SETOR CÍCLICO

A Gerdau segue como um dos principais nomes do setor de aço, com forte presença nos Estados Unidos e liderança em aços longos — utilizados na construção civil, no setor automotivo e industrial.

Recentemente, a companhia anunciou redução nos investimentos para 2026, de R$ 6 bilhões para R$ 4,7 bilhões, concentrando esforços no exterior, onde os resultados são mais consistentes.

Apesar da boa gestão e de um modelo de negócios sólido, a Gerdau enfrenta desafios, como a concorrência do aço chinês e a natureza cíclica do setor.

É uma empresa barata e bem administrada, mas o investidor deve ter em mente que o desempenho do papel está sujeito à volatilidade das commodities.

VALE (VALE3): CRESCIMENTO LIMITADO NO MINÉRIO DE FERRO

A Vale, embora sólida e lucrativa, enfrenta um cenário estruturalmente desfavorável para o minério de ferro.

A expectativa é de demanda praticamente estagnada nos próximos 10 anos, enquanto a oferta global deve crescer.

Mesmo com o avanço da Índia, o consumo não deve compensar a desaceleração chinesa. Por isso, a companhia tem buscado diversificar suas operações, focando em materiais de maior potencial, como cobre e níquel.

O recente aumento de 60% na capacidade de produção de níquel em seu complexo no Pará confirma essa estratégia.

O foco da Vale tende a migrar para metais ligados à transição energética, cuja demanda pode crescer até 60% nos próximos anos.

Assim, VALE3 não é uma boa oportunidade no momento, pois o minério tende a oferecer retornos menores que outras commodities.

Caso a empresa abra o capital da divisão de materiais básicos (cobre e níquel), pode voltar a ser uma aposta interessante.

ONDE ESTÃO AS MELHORES OPORTUNIDADES

Em 2025, SLC Agrícola e Gerdau se destacam como ações baratas e operando com bons fundamentos, apesar dos desafios setoriais.

Já Ambipar e Vale inspiram cautela: a primeira por problemas de transparência e endividamento, e a segunda por limitações estruturais no minério de ferro.

O investidor deve priorizar empresas com fundamentos sólidos, margens consistentes e setores com potencial de crescimento, evitando exposição excessiva em ativos com riscos operacionais ou perspectivas limitadas.

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ROE na B3: As Ações Mais Rentáveis de 2025: RSUL4, TFCO4, CXSE3, VULC3 e BMEB4

03/10/2025 Por Tiago Prux
roe

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) é um dos principais indicadores de rentabilidade das empresas listadas na B3.

Ele mostra a eficiência de uma companhia em gerar lucro a partir do capital investido pelos acionistas.

Quanto maior o ROE, maior a capacidade de transformar patrimônio em resultado, geralmente refletindo vantagens competitivas e gestão eficiente.

Entre as companhias que mais se destacam, algumas chamam atenção pelo histórico consistente de resultados e outras por serem menos conhecidas, mas igualmente rentáveis.

RIOSULENSE (RSUL4): TRADIÇÃO E NICHO ESTRATÉGICO

A Riosulense, empresa catarinense do setor automotivo, é um exemplo de companhia pouco comentada, mas com fundamentos sólidos.

Especializada em fundição de aço e ferro para componentes de motores, atende veículos leves, máquinas agrícolas e ferroviárias, com mais de 5.000 itens no portfólio.

Exporta para quase 30 países e mantém relação estratégica com montadoras, onde o poder de barganha recai mais sobre o fornecedor do que sobre o cliente.

Com ROE de 23,7% e múltiplos atrativos — PL próximo de 6,5 vezes —, é um caso de “small cap escondida” que une tradição e rentabilidade.

TRACK & FIELD (TFCO4): CRESCIMENTO COM EFICIÊNCIA

No varejo esportivo, a Track & Field consolidou uma trajetória de expansão de receitas superior a 25% ao ano desde 2020, mantendo disciplina de custos e margens consistentes.

A companhia se destaca por combinar crescimento acelerado com rentabilidade elevada, algo raro em empresas do setor de moda.

O portfólio de produtos de alta qualidade fortalece a marca e garante fidelização, resultando em um dos maiores retornos da bolsa.

CAIXA SEGURIDADE (CXSE3): BARREIRAS DE ENTRADA E DIVIDENDOS

A Caixa Seguridade apresenta ROE próximo de 32%, dentro do padrão das seguradoras, historicamente rentáveis.

Com exclusividade até 2050 — e possibilidade de renovação — para distribuir produtos dentro da rede Caixa Econômica Federal, conta com uma barreira de entrada difícil de ser replicada.

A companhia atua em seguros, capitalização e consórcios, além de ser boa pagadora de dividendos, com yield de aproximadamente 8%.

Apesar de eventuais ruídos políticos em cargos de diretoria, não há sinais de fragilidade operacional.

VULCABRAS (VULC3): VERTICALIZAÇÃO E MARCAS FORTES

Dona da Olímpicos e licenciada de Mizuno, Under Armour e Reebok no Brasil, a Vulcabras é um dos maiores nomes do setor de calçados esportivos da América Latina.

Com estrutura verticalizada, controla desde o design até a distribuição, assegurando qualidade e eficiência.

O ROE de quase 34% reflete essa capacidade. Além de resultados sólidos, distribuiu dividendos robustos, com yield recente de 13%.

Ainda assim, a dependência de um câmbio mais elevado e eventuais investimentos em expansão de lojas são pontos a monitorar.

BANCO MERCANTIL (BMEB4): ESPECIALISTA EM CRÉDITO CONSIGNADO

Com ROE na casa de 43%, o Banco Mercantil consolidou-se como referência em crédito consignado para beneficiários do INSS.

Focado no público 50+, que tende a ganhar relevância no consumo brasileiro, o banco combina crescimento acelerado — mais de 20% ao ano desde 2020 — com risco baixo, dado o desconto em folha.

Além da elevada rentabilidade, mantém política consistente de dividendos, reforçando seu apelo para investidores de longo prazo.

CUIDADO COM ARMADILHAS DE MÚLTIPLOS

É importante destacar que números isolados podem enganar.

Empresas como Braskem, por exemplo, apresentam ROE artificialmente elevado devido ao patrimônio líquido negativo combinado a prejuízos recorrentes.

Essa distorção cria ilusões de rentabilidade em análises superficiais.

Por isso, avaliar fundamentos reais, geração de caixa e solidez financeira é essencial para não cair em armadilhas.

RENTABILIDADE COM CONSISTÊNCIA

As empresas que se destacam em ROE geralmente compartilham características como eficiência operacional, vantagens competitivas claras e setores com barreiras relevantes.

Mais do que olhar para indicadores isolados, é preciso entender a sustentabilidade do negócio e a qualidade da gestão.

No longo prazo, a consistência na geração de valor é o que realmente diferencia boas oportunidades de armadilhas passageiras.

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Ouro em 2025: tendência ou bolha? Entenda o papel do ativo

01/10/2025 Por Tiago Prux
ouro

Em 2025, o ouro se consolidou como o grande destaque entre os ativos globais.

Enquanto o Ibovespa sobe mais de 20% e o CDI entrega retornos de dois dígitos, o ouro acumula valorização próxima de 50% em dólares e cerca de 28% em reais, mesmo com a queda do dólar.

Esse movimento trouxe de volta a discussão: trata-se de uma bolha ou de fundamentos sólidos sustentando os preços?

RESERVA DE VALOR E CICLOS DE INCERTEZA

O ouro sempre foi reconhecido como reserva de valor, especialmente em momentos de instabilidade.

Seu caráter limitado o torna uma proteção natural contra crises, sendo historicamente utilizado como lastro monetário e, mais recentemente, como ativo de diversificação em carteiras globais.

A comparação com o Bitcoin também ganhou força, já que ambos compartilham o mesmo princípio de escassez.

COMPRAS DE BANCOS CENTRAIS E INFLAÇÃO PERSISTENTE

Um dos principais motores da valorização atual é a atuação dos bancos centrais.

Países como China, Índia, Rússia e Turquia vêm aumentando suas reservas em ritmo recorde, superando 100 toneladas adquiridas no último ano.

Esse movimento reflete a busca por reduzir a dependência do dólar.

Além disso, a inflação, que voltou a ganhar força após a pandemia, reforça o apelo do ouro.

Mesmo com cortes de juros nos Estados Unidos, os índices permanecem elevados em termos históricos, e o ambiente de “dinheiro abundante” emitido por bancos centrais sustenta a procura.

DEMANDA ESTRUTURAL EM ASCENSÃO

Outro fator pouco comentado é a demanda estrutural crescente.

A classe média em expansão na Índia e na China — dois países responsáveis por até 65% da demanda mundial por joias — deve impulsionar o consumo interno de ouro nas próximas décadas.

O fator cultural, especialmente na Índia, amplia ainda mais esse movimento.

OFERTA RESTRITA E USO TECNOLÓGICO

Do lado da oferta, há limitações claras. A produção global cresce em ritmo muito inferior à demanda, não passando de 1% a 1,5% ao ano.

Ao mesmo tempo, a utilização do ouro em componentes tecnológicos, semicondutores e dispositivos eletrônicos adiciona pressão estrutural sobre os preços.

PERSPECTIVAS À FRENTE

A combinação entre reservas limitadas, procura crescente de bancos centrais, consumo cultural em expansão e uso tecnológico reforça uma conjuntura extremamente favorável.

Embora correções de curto prazo façam parte do comportamento de qualquer commodity, os fundamentos atuais indicam que a valorização não é apenas especulativa.

CONCLUSÃO: TENDÊNCIA OU BOLHA?

Apesar da alta expressiva em 2025, os fatores estruturais de demanda e a oferta restrita sugerem que o movimento vai além de uma bolha passageira.

O ouro permanece como um dos ativos mais importantes para diversificação e proteção, sustentado por forças globais de longo prazo.

Para investidores, o recado é claro: mais do que acompanhar variações momentâneas, o essencial é entender o papel estratégico do ouro dentro da carteira.

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Assim como o ouro cumpre um papel estratégico em momentos de incerteza, nossas Carteiras Recomendadas de Ações de Longo Prazo foram estruturadas para unir consistência, diversificação e proteção ao investidor.

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