Ranking: Os mais Pagadores de Dividendos de Fundos Imobiliários

Ranking de Dividendos de Fundos Imobiliários

Em busca de renda passiva na Bolsa de Valores? No artigo especial de hoje, eu trazemos a lista dos 10 Fundos Imobiliários que mais pagaram proventos nos últimos 12 meses.

Além disso, explicamos os cuidados que todo investidor deve ter ao avaliar o indicador DY (Dividend Yield) e porque alguns desses rendimentos apresentados não devem se repetir nos próximos trimestres.

Confira!

Dividend Yield – Como Funciona

O Dividend Yield é um indicador muito utilizado para mostrar o retorno com o recebimento de proventos. No caso dos Fundos Imobiliários, esses proventos podem ser provenientes de aluguéis ou recebimento de juros de títulos de renda fixa, por exemplo.

Abaixo, segue a fórmula de cálculo do Dividend Yield:

calculo dividend yield

Dessa forma, temos o retorno percentual de proventos (dividendos e/ou juros sobre o capital próprio) que o Fundo pagou nos últimos 12 meses.

Por exemplo, se um Fundo Imobiliário estivesse custando, hoje, R$ 100 na Bolsa e se tivesse pagado R$ 10 nos últimos 12 meses em dividendos, o Dividend Yield seria de 10%.

O RANKING

Realizamos um estudo com o rendimento dos fundos imobiliários presentes no IFIX. Na lista, consta o retorno de cada um, considerando a distribuição de proventos e a valorização das cotas negociadas na Bolsa.

Os fundos estão ordenados de forma decrescente de acordo com o rendimento apresentado na distribuição de dividendos nos últimos 12 meses em relação ao preço de mercado, com fechamento em 05 de agosto de 2022.

Nome

Código

Dividend Yield

URCA PRIME RENDA

URPR11

20,3%

KINEA ÍNDICES DE PREÇOS

KNIP11

17,9%

ÁTRIO REIT RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS

ARRI11

17,7%

VALORA HEDGE FUND

VGHF11

17,5%

VECTIS JUROS REAL

VCJR11

17,2%

HECTARE CE

HCTR11

17,2%

VALORA CRI ÍNDICE DE PREÇO

VGIP11

17,1%

RIZA ARCTIUM REAL ESTATE

ARCT11

17,1%

HABITAT RECEBÍVEIS PULVERIZADOS

HABT11

17,0%

DEVANT RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS

DEVA11

17,0%

Fonte: Dados dos Fundos

Como Usar o Indicador?

É muito importante ressaltar que o desempenho passado não é garantia de ganhos futuros. Ou seja, os ganhos tanto de dividendos, quanto de valorização das cotas podem não se repetir. E esta tabela, inclusive, reflete muito bem essas citações.

Com exceção do Riza Arctium (ARCT11), todos os demais FIIs da tabela pertencem ao segmento de recebíveis imobiliários. Ou seja, esses fundos investem seus recursos em certificados de recebíveis imobiliários, os chamados CRIs.

Boa parte desses FIIs possuem em seus portfólio, muitos CRIs cujas rentabilidades são atreladas à índices de preços (IPCA, IGP-M, etc.). Portanto, esses fundos acabaram se beneficiando muito do momento de alta inflacionário atual, já que isso potencializou a geração de rendimentos de seus papeis e, consequentemente, a distribuição de rendimentos dos fundos.

Entretanto, essa disparada inflacionária não deve se repetir tão breve, uma vez que se trata dos muitos desdobramentos gerados pela pandemia. Ainda tem outro fator essencial: O Banco Central não vem medindo esforços para amenizar essa disparada de preços, tendo realizado várias rodadas de aumento da Selic nos últimos meses.

Portanto, esse é um exemplo clássico de que, muito provavelmente, esses ótimos dividendos promovidos por esses CRIs, e consequentemente pelos FIIs que os detêm, pode não se repetir. Pelo menos, não tão cedo.

Ainda, podemos citar vários outros exemplos que podem acabar distorcendo o valor do Dividend Yield. Há casos em que ocorre a venda de um ou mais imóveis de um fundo e a equipe de gestão, portanto, decide por potencializar a distribuição de proventos com o possível lucro gerado no negócio.

Isso acaba elevado o patamar do yield de forma isolada, e pode implicar em análise errada por parte do investidor, que acaba não percebendo que se tratou de um caso extraordinário e não recorrente.

Conclusão

Os exemplos acima ilustram a importância de não utilizar indicadores como o Dividend Yield de maneira isolada. Afinal, olhando o Yield dos FIIs citados é possível ter a impressão de que é uma boa oportunidade – o que, na nossa avaliação, pode não ser verdade.

Antes de recomendarmos um Fundo Imobiliário, fazemos uma ampla pesquisa e análise que leva em conta diversos fatores, tais como: qualidade e transparência da gestão, localização dos imóveis, histórico do fundo, vacância, contratos de locação e diversos outros itens.

Além disso, sempre recomendamos que o investidor tenha uma carteira diversificada, o que minimiza riscos e pode maximizar os ganhos em longo prazo.

Por que investir em Fundos Imobiliários?

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível investir nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil e do mundo, através do REITs americanos.

Desempenho da Carteira Capitalizo de FIIs e REITs

Abaixo, segue o desempenho Carteira Capitalizo de FIIs e REITs desde Outubro de 2017 até hoje. Perceba que, nesse período, o nosso retorno é muito superior ao apresentado pelo IFIX:

 

Informativo Semanal de Fundos Imobiliários e REITs

Fundos Imobiliários em destaque

Panorama do Mercado de FIIs

Com a elevação de juros e o cenário macroeconômico conturbado para os próximos trimestres, o mercado de FIIs ainda apresenta dificuldade em ganhar tração e alcançar patamares mais elevados, sendo que no ano de 2022, o IFIX apresenta variação positiva de 0,51%, e para última semana de +0,33%.

Contudo a situação atual fornece ótimas oportunidades, e podemos encontrar excelentes FIIs com preços muito abaixo de seus valores justos/patrimoniais, em especial no tipo tijolo/lajes corporativas.

Dentre as principais notícias do mercado imobiliário e de FIIs, destacamos:

BTG PACTUAL CORPORATE OFFICE FUND FII – BRCR11, no mês de julho ocorreu a ocupação efetiva de um novo locatário no Eldorado. Esse novo contrato equivale a um andar, o equivalente em 2.126 m2. A gestora anunciou de maneira voluntária a manutenção da redução da taxa de gestão de 1,5% para 1,1% a.a., por mais três anos sobre a base de cálculo do Fundo, uma economia de 27%, a gestora acredita que essa redução vem em linha com as suas iniciativas que visam o interesse dos cotistas do Fundo no atual momento macroeconômico do país.

No último mês, considerando o valor da cota e os rendimentos já distribuídos, foi negativa em 7,4%, contra +4,7% do IBOV e +0,32% do IFIX, com valor de mercado de R$ 58,25 e patrimonial por cota de R$ 101,51.

A vacância financeira representa 19,4%, inferior ao mês anterior dado o início da vigência do novo contrato de locação do Eldorado. O FFO foi de R$ 0,51/cota, e será distribuído R$ 0,47/cota para os cotistas.

Fatos Relevantes e Notícias | FIIs

MALLS BRASIL PLURAL FII – MALL11, com o avanço da vacinação, não se fez necessária a adoção de medidas restritivas (até o momento), ajudando a retomada no setor de shoppings.  A  Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), registrou um aumento nominal de 61,8% nas vendas de abril de 2022. O IFIX apresentou uma variação mensal negativa, recuando em junho 0,88%.

Assim, o índice encerra uma sequência de 3 meses de alta, sendo que no ano de 2022 acumula -0,32%. As vendas dos shoppings ficaram 24% acima de maio de 2019, com caixa 38% acima no comparativo do mês de junho. O sucesso desse mês decorreu das vendas do Dia dos Namorados. No 1S22 o fundo distribuiu 96,6% dos resultados auferidos, representando R$ 4,32/cota para os seus cotistas, o que deixa um yield anual de 8,59%.

AF INVEST CRI FII FII – AFHI11, no mês de junho o lucro em regime de caixa foi de R$ 3,62 milhões, o equivalente a R$ 1,54/cota. No dia 26/06, o fundo anunciou a 3a oferta de emissão de novas cotas, para captação inicial de R$ 33,8 milhões, no valor de R$ 96,41. O pedido par exercício do direito de subscrição de sobras e montante adicional foi iniciado em 25/07 e encerrará 29/07, com liquidação em 04/08.

O fundo busca novas aquisições em ativos indexados pelo CDI+ com duration mais curto, para que os resultados sejam beneficiados diante o aumento expressivo da taxa Selic. A gestão tem identificado boas oportunidades também na alocação em operações indexadas pelo IPCA+, com nível de taxa elevado e com duration mais longo, o que contribuiu para o equilíbrio da carteira no longo prazo.

ÁTRIO REIT RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FII – ARRI11, o fundo comunica o mercado em fato relevante a recompra compulsória dos créditos imobiliários, a Securitizadora notificou a Cedente, para realizar o pagamento atualizado dos CRIs em até cinco dias úteis a contar de 1 de agosto.

O pagamento não ocorreu dentro do prazo previsto, assim, nos termos do Fato relevante publicado em 19 de julho de 2022, iniciando a execução das garantias para resguardar os interesses do fundo e de seus cotistas, pelo escritório de advocacia cívil e criminal já contratados no âmbito da Assembleia dos CRIs.

MAUÁ CAPITAL HEDGE FUND FII– MCHF11, o fundo apresentou um volume de negociação de R$ 20,8 milhões no mês de junho, o equivalente a R$ 1,0 milhão/dia. As categorias dos ativos são, estruturados, crédito e FIIs. Com destaque a alocação de 26% em FIIs líquidos está em seu ponto máximo de alocação, sendo que o ponto ótimo fica entre 20 e 25% para os próximos meses.

Nos ativos Estruturados as operações ficam restritas a investidores institucionais e profissionais, com maior grau de complexidade e particularidades. Os de Créditos estão focados em créditos imobiliários os CRIs, com maiores garantias imobiliárias trazendo ao fundo maior previsibilidade e controle, por último os FIIs líquidos, com exposição em outros FIIs listados, trazendo maior diversificação e rendimentos, de forma recorrente e potencial de valorização em momentos de maior crescimento da economia do país. O fundo vendeu R$ 7,3 milhões do KNHY11, VRTA11 e ALZR11, gerando um ganho de capital de R$ 200 mil.

RBR PROPERTIES FII – RBRP11, o fundo apresentou desvalorização de 27% no primeiro semestre de 2022. A grande concentração no Ed. River One, o que equivale a 41% do portfólio, com maior vacância. Atualmente o fundo apresenta um desconto de 30% em relação ao valor patrimonial (valor aproximado em R$ 418 milhões).

Os rendimentos distribuídos foram de R$ 0,45/cota, esse valor equivale a 77,35% do CDI e um dividend yield de 9,84% a.a.. A exposição no setor logístico é realizada pelo fundo RBR Log (RBRL11). possibilitando a liquidez parcial e pontual ao segmento, esse fundo distribuiu R$ 69/cota, com dividend yield de 10,3% a.a.

MÉRITO DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO FII- MFII11, o aumento dos juros e inflação vem encarecendo o crédito, encurtando a margem da construtora pelo aumento de custos e prejudicando o poder de compra das famílias. O último trimestre trouxe uma série de mudanças benéficas no programa Casa Verde e Amarela, que tiveram a atualização das suas faixas de preço e aumentou o multiplicador de subsídio.

A previsão para os dividendos do 3T22 totalizam R$ 3,29/cota, com previsão de pagamento para as datas 29/07, 31/08 e 30/09 . Para o cenário macroeconômico, o governo reduz a alíquota de importação do vergalhão de aço de 10,8% para 4%.

BTG PACTUAL SHOPPINGS FII – BPML11, no mês de julho não ocorreu nenhuma mudança na posição do portfólio de shoppings do fundo, assim a carteira permanece com 7 ativos, sendo 3 alocados em sociedade de propósito específico (SPE).

O patrimônio líquido ao final de junho era de R$ 543,9 milhões, se somarmos a participação em imóveis, com a participação em companhias fechadas, totaliza R$ 951,4 milhões, com uma redução em relação ao mês anterior devido à remarcação que ocorreu nos ativos a valor justo de mercado. O valor de mercado encerrou em R$ 63,98/cota, uma valorização de 2% em relação ao mês anterior, contra o IFIX com alta de 0,7%.

Agenda de Dividendos

Confira a agenda de proventos dos principais FIIs da B3:

Mercado de REITs

O ETF americano Real Estate Select Sector SPDR Fund (XLRE), que compreende os REITs incluídos no índice S&P500, encerrou a última semana, no dia 01/08/2022, com alta de +3,80%, e em 2022 apresenta uma variação de -14,40%, no acumulado dos últimos 12 meses de -5,30%.

Assim como o mercado de FIIs no Brasil, o mercado de REITs apresenta ótimas oportunidades, com excelentes ativos a preços descontados, já que muitos dos FIIs/REITs apresentam seu valor de mercado, abaixo do valor patrimonial.

Fatos Relevantes e Notícias | REITs

Digital Realty (DLR, D1LR34) na última quinta-feira dia 28/07, as ações do DLR caíram 2,9%, depois que a empresa publicou suas receitas de contra expectativas do mercado. O fluxo de caixa operacional por ação foi de US$ 6,75 (contra estimativa de mercado de US$ 6,82), com receita anual de US$ 4,65 bilhões (contra estimativa de US$ 4,73 bilhões), e um EBITDA de US$ 2,50 bilhões.

Durante o 2T22, o DLT conseguiu uma reserva total que deve gerar US$ 113 milhões de receita de aluguel GAAP. Assim com os novos aluguéis, tem-se o incremento de US$ 173 milhões em receita anualizadas durante os trimestres. As renovações de contratos assinados aumentaram 3,4% em base de caixa e 5,3% em base GAAP. A demanda por soluções de data center continua forte durante o 2T22, com participações saudáveis dos segmentos de hiper escala e corporativo.

EPR Properties (EPR), a empresa apresenta fluxo de caixa operacional (FCO) de US$ 1,23/ação superando a expectativa de US$0,13 e receita líquida de US$ 160,45 milhões, maior em 28% a.a., confirmando a orientação de gastos e investimentos para 2022, com maio FCO por ação ordinária diluída para este ano, de uma faixa de US$ 4,39 para US$4,55/ação.

LTC Properties (LTC), ação sobe durante o 2T22 e superou as expectativas de mercado, uma vez que sua receita de aluguel cresceu relativamente com relação ao 2T21. O aumento da receita de aluguel foi de US$ 1,2 milhão, com 74 unidades recebido de propriedades que fizeram a transição do portfólio antigo do Senior Lifestyle e Senior Care.

O fluxo de caixa operacional (FCO) no 2T22 foi de US$ 0,64/ação, excedendo o consenso de US$ 0,62, a receita de aluguel do segundo trimestre foi de US$ 31,6 milhões, contra US$ 30,3 milhões no primeiro trimestre, e US$ 29,8 milhões no 2T21.

Durante o segundo trimestre, a LTC forneceu uma redução temporária do aluguel totalizando US$ 600 mil para a Anthem e uma redução de US$ 900 mil do aluguel do terceiro trimestre para US$ 1,8 milhão.

Por que investir em Fundos Imobiliários?

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível investir nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil e do mundo, através do REITs americanos.

Desempenho da Carteira Capitalizo de FIIs e REITs

Abaixo, segue o desempenho Carteira Capitalizo de FIIs e REITs desde Outubro de 2017 até hoje. Perceba que, nesse período, o nosso retorno é muito superior ao apresentado pelo IFIX:

Meu Fundo Imobiliário vai desaparecer. E agora?

Fundos Imobiliários em destaque

O mercado de Fundos Imobiliários vem passando por um movimento de consolidação já há algum tempo. Entretanto, após o período mais agudo da pandemia, esse movimento tem se intensificado cada vez mais.

Estamos falando sobre os vários anúncios de incorporação de um FII por outro, ou de compra e venda de imóveis entre fundos – algo que já esperávamos que, em algum momento, fosse ocorrer. Porém, os efeitos da pandemia acabaram acelerando o processo.

Neste artigo, você irá entender melhor as razões e como vem ocorrendo esse movimento de consolidação no mercado. Além disso, você também saberá o que fazer caso algum de seus FIIs seja “engolido” por outro maior. Então, confira!

Crescimento da Indústria de FIIs

O mercado de FIIs vem apresentando um ritmo fantástico de crescimento nos últimos anos. Com o passar da crise de 2015, e com os juros caindo drasticamente no Brasil nos anos seguintes, os fundos entraram em uma tendência de expansão que só foi interrompida com a pandemia.

E essa expansão ocorreu não somente na quantidade de novas emissões realizadas pelos FIIs já existentes, mas também no surgimento de novos fundos, como a imagem abaixo detalha:

 

E, aí, veio a pandemia…

Por mais que ainda haja um movimento de continuidade de crescimento do mercado de FIIs, a pandemia deu uma boa arrefecida em todo esse processo.

Com ela, vieram impactos diretos em diversos setores (shoppings, hotéis e lajes corporativas, …) em um primeiro momento, e, agora, respingam fortes efeitos de segunda ordem, com um cenário econômico adverso, recheado em inflação e juros novamente nas alturas.

E, falando em juros, esses têm sido os grandes vilões nos preços das cotas. Com exceção dos FIIs de recebíveis imobiliários, quase todo o restante vem acumulando grandes quedas em seus papéis.

Se excluirmos os fundos de papel da jogada, por exemplo, o ano de 2021 foi de queda no restante dos FIIs. O ETF IFIE11, que reúne os principais fundos de tijolo, fechou o ano passado com queda de 24,3%, como mostrado no gráfico abaixo:

Em meio ao caos, muitos aproveitam…

Com vários imóveis e fundos descontados, alguns FIIs com maiores patrimônios e caixa vêm buscando se aproveitar da situação. Têm sido bastante comuns as notícias de propostas de aquisições.

E, geralmente, o foco tem se voltado para aqueles fundos monoativos (que detém somente uma propriedade) ou FIIs mais antigos e que ainda contam com gestão passiva (muito comuns antigamente, mas que vêm caindo em desuso).

As propostas para incorporações, algumas vezes, partem de cotistas do próprio fundo a ser incorporado, justamente, buscando por melhores ganhos de capital, já que o FII pode se encontrar muito descontado no mercado.

Vamos a alguns exemplos:

O primeiro deles – e um dos mais emblemáticos – ocorreu ainda em 2020. Em meio a diversas propostas, discussões e desentendimentos, o JS Real Estate Multigestão (JSRE11) acabou adquirindo o único imóvel pertencente ao TB Office FII (TBOF11). Com isso, o TB Office FII deixou de existir.

Recentemente, o Europa 105 FII (ERPA11) vem recebendo diversas ofertas para a venda da única participação de 50% que o fundo mantém em um imóvel localizado na avenida Europa, em São Paulo/SP.

O CSHG Prime Offices (HGPO11), que mantém uma gestão passiva de seus dois imóveis localizados em São Paulo/SP, também afirmou ter recebido diversas propostas para aquisição de toda a sua carteira.

Para não nos alongarmos muito (poderíamos ficar muito tempo aqui citando inúmeros outros exemplos), vamos ao último caso.

Recentemente, o BTG Pactual Logística FII (BTLG11) tomou conhecimento que alguns cotistas dos fundos V2 Properties (VVPR11) e Bluecap Renda Logística (BLCP11) solicitaram assembleias para discutir a incorporação dos fundos citados ao BTG Logística. Ou seja, os próprios cotistas do VVPR11 e BLCP11 estão propondo uma incorporação pelo BTLG11.

Esse movimento já era esperado?

Justamente. Como dissemos anteriormente, esse movimento de consolidação no mercado de fundos imobiliários já era por nós esperado há algum tempo.

Em algum momento, os FIIs de maiores capacidades e com mais, digamos, “bala na agulha” iriam acabar incorporando os demais, geralmente menores e antigos.

A pandemia e suas complicações, no entanto, acabaram antecipando todo um processo que talvez demoraria mais algum tempo para ser observado, já que o mercado muito provavelmente continuaria em franca evolução.

E o que acontece com FIIs incorporados? Como ficam os cotistas?

Um fundo que é incorporado a outro, ou seja, tem todos os seus ativos vendidos a outro FII, muito provavelmente, deixará de existir. O dinheiro arrecadado da venda dos ativos é, então, distribuído proporcionalmente aos cotistas do fundo, sob forma de rendimentos e amortização.

Agora, se isso é benéfico ou não aos cotistas, depende das circunstâncias em que isso ocorre. Deve-se analisar, portanto, caso a caso.

Vamos a um exemplo hipotético. Suponha que um fundo monoativo, cujo único imóvel está avaliado em R$ 100 milhões, recebe uma proposta para aquisição dessa propriedade pelo valor de R$ 150 milhões. Ainda: esse mesmo FII, atualmente, está sendo negociado bem abaixo de seu valor patrimonial.

Nesse caso, a operação geraria um lucro sobre o atual patrimônio do fundo. Um cotista que tenha comprado cotas em um valor igual ou inferior ao valor patrimonial (VP), sairá no lucro. Já, outro que tenha adquirido as cotas a um preço bem maior que o VP, poderá sair até mesmo no prejuízo. Portanto, tudo depende.

Além disso, ao invés da venda ocorrer com o pagamento em dinheiro, pode ser que ocorra com uma relação de troca entre as cotas do FII incorporado, por cotas do fundo incorporador. Novamente, tudo depende.

Fique atento!

Em meio a todo esse processo, o que podemos aconselhar a você, investidor de fundos imobiliários, é seguir atento a essas modificações.

Somente fazendo esse acompanhamento é que você estará a par de todos os detalhes para poder julgar e tomar a sua melhor decisão.

Por que investir em Fundos Imobiliários?

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível investir nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil e do mundo, através do REITs americanos.

Desempenho da Carteira Capitalizo de FIIs e REITs.

Abaixo, segue o desempenho Carteira Capitalizo de FIIs e REITs desde Outubro de 2017 até hoje. Perceba que, nesse período, o nosso retorno é muito superior ao apresentado pelo IFIX:

A nossa Carteira tem como objetivo, além da valorização das cotas, proporcionar Renda Passiva aos investidores com o recebimento mensal de alugueis. Na tabela abaixo, você pode conferir o desempenho ano a ano, desde 2019. Além disso, você verá o retorno médio ao ano desde 2017:

Confira também o Dividend Yield recebido ao ano (em %), desde 2018 e a média anual:

Importante:  com apenas 10 minutos por mês, você consegue acompanhar e seguir as recomendações da nossa Carteira de FIIs e REITs.

E, você, quer receber as melhores recomendações de Fundos Imobiliários e REITs do mercado?

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Como escolher os melhores fundos para investir?

Os fundos de investimentos podem ser alternativas interessantes para muitas carteiras. Entre suas vantagens estão a diversificação de ativos e a possibilidade de contar com gestão profissional especializada na administração do portfólio.

Contudo, é muito comum que os investidores fiquem em dúvida na hora de escolher os melhores fundos para investir. Faz todo o sentido. Afinal, existem muitos tipos e opções diferentes para conhecer e avaliar, certo?

A leitura deste artigo ajudará você a tomar decisões mais acertadas. Continue conosco e saiba quais são os critérios essenciais para avaliar ao investir em fundos e escolher as melhores oportunidades para a sua carteira!

Saber o que é e como funciona um fundo de investimento

O primeiro passo para escolher os melhores fundos de investimento do mercado não poderia ser diferente. É preciso saber o que é e como funciona este veículo de investimento.

Vale a pena, portanto, contextualizar brevemente o que são os fundos de investimentos, para que você possa entender o funcionamento deles e estar mais preparado para analisá-los.

De forma simples, o fundo é uma modalidade coletiva de investimento. É comum que ele seja comparado a um condomínio: formado por diversos investidores (chamados de cotistas), que contam com um gestor para investir e gerir o capital do grupo.

Os fundos diferem de acordo com seu tipo — os quais você conhecerá ainda neste conteúdo — e, ainda, com os métodos e estratégias da gestão. Por causa disso, eles podem apresentar particularidades em relação aos portfólios, à liquidez, aos prazos, aportes mínimos etc.

O funcionamento de cada fundo é explicado em um documento essencial — o regulamento. Ele traz as regras de gestão e as possíveis taxas cobradas, assim como a estratégia de investimentos adotada e os direitos e deveres dos cotistas.

Identificar seu perfil de investidor

Ficou claro para você o que é um fundo de investimentos? Ótimo! O segundo passo para ser capaz de escolher os melhores é identificar o seu perfil de investidor. Isso porque os fundos são muito variados entre si.

Dependendo da forma de gestão e da estratégia adotada, eles podem ser mais conservadores, moderados ou arrojados. Portanto, o investidor precisa avaliar seu próprio perfil antes de fazer suas escolhas.

Afinal, não é indicado que alguém conservador invista em fundos arrojados. Em uma situação assim, o capital aportado no fundo estaria exposto a maiores riscos e as oscilações poderiam causar insatisfação no investidor.

De outro lado, pessoas que tenham como foco a busca por melhores rentabilidades dificilmente terão interesse em aportar em fundos de caráter mais conservador – exceto, talvez, para alocar a reserva emergencial. Logo, comparar o seu perfil com o perfil do investimento é fundamental para fazer boas escolhas.

Guiar-se por objetivos

Além da abertura a correr riscos, outros elementos que estão relacionados ao perfil de investidor são os objetivos. É preciso considerá-los também na hora de avaliar os fundos de investimentos – especialmente em relação a prazos para resgates de cotas.

Alguns fundos apresentam liquidez maior, com possibilidade até mesmo de negociar as cotas diretamente na bolsa de valores (como é o caso dos fundos imobiliários). Em outros, o capital deve ficar investido até uma data de vencimento.

Há, ainda, aqueles que apresentam a possibilidade de resgates, mas que têm um período definido até que o dinheiro seja creditado na sua conta — podendo variar de alguns dias a alguns meses, por exemplo.

Considerando tais especificidades, é importante que o investidor tenha em mente que escolher os melhores fundos de investimentos significa optar por aqueles que se adéquam bem aos objetivos que se tem para o dinheiro investido.

Avaliar cada tipo de fundo

Os fundos de investimentos são organizados em diferentes tipos, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Então, a tarefa de escolher os melhores para o seu portfólio passa por compreender as especificidades de cada um.

Como você viu até aqui, as características dos fundos variam de acordo com o tipo de fundo. De modo geral, esta classificação ajuda o investidor a identificar em quais ativos o portfólio do fundo mantem um foco maior.

Veja mais informações sobre os principais tipos de fundo de investimentos do mercado:

Fundos de Renda Fixa

Como o nome sugere, os fundos desse tipo têm a maior parte do portfólio alocado em produtos de renda fixa — como títulos do Tesouro, Certificados de Depósito Bancário, Letras de Crédito, Debêntures etc.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Os FIIs procuram obter lucro no mercado de imóveis — seja com negociação de terrenos, construção, compra e venda de imóveis, aluguel de prédios comerciais etc. Além do investimento em imóveis físicos, os fundos também podem investir em títulos de renda fixa ligados ao setor e cotas de outros FIIs.

Fundos de Ações

Investir diretamente em ações única opção para quem deseja buscar por melhores resultados financeiros na bolsa de valores. Os fundos de ações compõem o seu portfólio, principalmente, com papéis de empresas de capital aberto no mercado financeiro.

Algo importante a se falar sobre eles é que podem ter estratégias variadas, já que a bolsa é dinâmica. Então, existem fundos com gestão passiva, que buscam manter as ações por mais tempo no portfólio, e aqueles com gestão ativa — que podem utilizar operações diversas para rentabilizar, como o long e short.

Fundos Cambiais

Quem deseja ter investimentos em moedas pode conseguir por meio de fundos cambiais.

Normalmente, o câmbio é uma das alternativas utilizadas com objetivo de proteção. Assim, estes fundos podem ser interessantes para quem busca proteger a carteira das oscilações cambiais – e da desvalorização do real frente a moedas estrangeiras.

Fundos Multimercados

Por fim, outro dos principais tipos de fundos de investimentos não apresenta uma estratégia fixa em relação ao seu portfólio. Os multimercados podem assumir decisões mistas em relação aos outros fundos.

Logo, como o nome indica, não há regras específicas para os multimercados em relação ao percentual mantido em determinados ativos. Ou seja, há maior flexibilidade neste tipo de fundo de investimento para composição da carteira.

Desta forma, é preciso avaliar o regulamento de cada fundo multimercado para entender melhor a estratégia utilizada pela gestão.

Conhecer os fundos disponíveis no mercado

O último passo para escolher os melhores fundos para sua carteira de investimentos é saber quais as opções disponíveis no mercado. Alguns fundos, por exemplo, são de capital aberto e estão constantemente recebendo novos aportes.

Outros são de capital fechado e abrem apenas em momentos específicos para novos aportes. Então, saber quais são os mais indicados para os seus objetivos depende também da etapa de identificar os fundos que estão disponíveis.

Uma maneira de identificar os fundos de investimentos abertos para aportes e avaliar quais as melhores opções para você é contar com suporte e análise profissional.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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