A PRIO (PRIO3) produziu 88,2 mil barris de petróleo equivalentes por dia no 3T25, queda de 11,9% frente ao trimestre anterior, quando havia alcançado 100,1 mil boepd.
As vendas, no entanto, somaram 8,8 milhões de barris no período, alta de 8,2% na mesma base de comparação.
No cluster de Polvo e Tubarão Martelo, a companhia concluiu em 15 de setembro o workover do poço TBMT-6H, que retornou à produção. Já em Peregrino, a produção foi impactada pela interdição temporária do FPSO após auditoria da ANP.
No pregão de hoje, o Ibovespa caiu -0,41%, aos 143.608 pontos.
Já nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou +0,36%, fechando aos 6.740 pontos.
Focus traz revisões nas projeções, EUA seguem sem dados por shutdown,
Nesta segunda-feira, 6 de outubro de 2025, o dia foi de agenda mais tranquila, mas com alguns pontos importantes no radar.
O Relatório Focus trouxe pequenas revisões nas projeções do mercado: o IPCA de 2025 caiu de 4,81% para 4,80%, o câmbio recuou de R$ 5,48 para R$ 5,45, enquanto o PIB e a Selic foram mantidos em 2,16% e 15%, respectivamente.
Lá fora, o shutdown do governo americano continua, o que segue suspendendo a divulgação de indicadores relevantes e deixando o cenário internacional mais parado em termos de dados.
AMD (A1MD34, AMD) fecha parceria com OpenAI
Entre as notícias corporativas, destaque para a AMD (A1MD34, AMD), que anunciou um contrato de longo prazo com a OpenAI para o fornecimento de chips de inteligência artificial.
O acordo pode movimentar dezenas de bilhões de dólares por ano e promete acirrar ainda mais a disputa da empresa com a Nvidia (NVDC34, NVDA). Além disso, há a possibilidade de a OpenAI adquirir uma fatia relevante da AMD no futuro.
Sabesp (SBSP3) compra controle da EMAE (EMAE4)
Aqui no Brasil, o foco ficou na Sabesp (SBSP3), que confirmou a compra de 70,1% da EMAE (EMAE4) por R$ 1,13 bilhão.
A operação garante à companhia o controle de ativos estratégicos, como os sistemas Billings e Guarapiranga, e reforça o processo de privatização da estatal paulista.
Ambipar (AMBP3) volta a despencar
E, mais uma vez, a Ambipar (AMBP3) foi destaque negativo. As ações caíram mais de 30% no pregão e, só nos últimos cinco dias, já acumulam perda superior a 90%.
O mercado segue bastante cauteloso com a situação financeira da empresa e com o risco crescente de uma recuperação judicial.
E para quem quiser um panorama mais completo, com os principais destaques dos últimos dias e também o que pode movimentar o mercado nos próximos, fica o convite: assista ao nosso vídeo semanal As Ações Para Ficar de Olho Essa Semana.
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
A semana foi marcada por dois eventos relevantes no cenário macroeconômico. No Brasil, a Câmara aprovou a tributação de dividendos para rendimentos acima de R$ 50 mil — medida que ainda depende da análise do Senado.
Caso confirmada, será importante observar os detalhes da implementação antes de avaliar impactos diretos sobre as carteiras.
Nos Estados Unidos, o governo entrou em shutdown pela primeira vez em quase sete anos.
Embora o impasse orçamentário gere ruído no curto prazo, historicamente as negociações avançam e os serviços federais são retomados rapidamente.
O foco segue nas discussões sobre o orçamento e nas próximas decisões do Federal Reserve.
Nesta semana, o destaque doméstico será a divulgação do IPCA de setembro, com expectativa de alta entre 0,40% e 0,50%.
A inflação em 12 meses deve se manter acima da meta, mas dentro de uma faixa considerada controlada — entre 5,2% e 5,4%.
MERCADO: BOLSAS, DÓLAR E BITCOIN
O Ibovespa encerrou a semana em leve queda de -0,3%, mas acumula alta de +19% em 2025. Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu +1,1% em dólares, enquanto o Bitcoin atingiu nova máxima histórica, ultrapassando R$ 670 mil.
Apesar do recuo pontual, a tendência primária da Bolsa brasileira segue positiva, com o índice podendo testar novamente a faixa entre 140 e 141 mil pontos.
O IVVB11, que replica o S&P 500 em reais, mantém viés de alta, mesmo com a valorização do real ao longo do ano.
O dólar continua oscilando entre R$ 5,30 e R$ 5,40, região considerada de suporte importante. Embora a tendência principal ainda seja de queda, o patamar atual pode gerar alguma acomodação de preços no curto prazo.
O ETF QBTC11, que acompanha o Bitcoin na B3, rompeu resistências e abriu espaço para novas valorizações — movimento que tende a beneficiar também outras criptomoedas.
DESTAQUES NEGATIVOS
Ambipar (AMBP3) despencou cerca de -84% e segue no centro das atenções após a demissão do diretor financeiro e o início de um processo de reestruturação de dívida. A empresa não tem conseguido esclarecer sua real situação de caixa, levantando dúvidas sobre a solidez financeira. O caso segue sendo tratado com cautela — é hora de ficar de fora.
Bradesco (BBDC4) também foi citado em meio à crise da Ambipar, por possível exposição em créditos problemáticos, reforçando a importância da gestão de risco no setor financeiro.
Magalu (MGLU3) caiu -18% na semana, pressionada pelo avanço da Amazon, que anunciou isenção de taxas de armazenamento e logística para novos vendedores — o que intensifica a competição no e-commerce.
Vamos (VAMO3) recuou -12% após rumores sobre um possível aporte do BTG, nos moldes do que ocorreu com a Simpar. O grupo segue com alto endividamento, e qualquer capitalização dependerá de novas negociações.
Braskem (BRKM5) vive momento delicado. A empresa cogitou recuperação extrajudicial, mas o CADE aprovou a venda da fatia da Novonor para o fundo ligado a Nelson Tanure, encerrando um impasse de anos. Ainda assim, o cenário segue incerto.
Melnick (MELK3) caiu -13,5% após divulgar prévia operacional com crescimento moderado de vendas (+6%) e lançamentos (+22%) ante 2024. O setor imobiliário, em desaceleração, deve limitar o ritmo de expansão no curto prazo.
DESTAQUES POSITIVOS
Raia Drogasil (RADL3) subiu +5,8% após sequência de quedas. A companhia segue como referência no varejo farmacêutico, com execução sólida e benchmark global em eficiência operacional.
Gerdau (GGBR4) teve bom desempenho após reduzir investimentos previstos para 2026, de R$ 6 bilhões para R$ 4,7 bilhões. O foco será o mercado norte-americano, onde as margens são mais elevadas e a concorrência menor.
IRB (IRBR3) avançou mais uma semana, com expectativa de retomar dividendos em 2026. A queda expressiva na sinistralidade reforça a recuperação operacional.
Eletrobras (ELET3) ganhou +3,4% após revisões de preço-alvo por grandes bancos, que voltaram a recomendar compra.
Aura Minerals (AURA33) anunciou programa para conversão de BDRs em ações negociadas nos Estados Unidos, com cobertura total das taxas pela empresa — medida que aumenta a visibilidade global e reforça o valor de mercado.
WEG (WEGE3) comunicou novos investimentos de R$ 900 milhões na expansão de Jaraguá do Sul. Mesmo após correções recentes, os fundamentos seguem sólidos e o crescimento consistente.
VISÃO GERAL
O mercado iniciou outubro com volatilidade pontual, mas fundamentos ainda positivos. O cenário segue favorecido por inflação controlada, perspectiva de corte de juros e empresas entregando bons resultados.
Entre as ações, SLC Agrícola, Gerdau e WEG continuam se destacando como cases de longo prazo, enquanto Ambipar e Magalu exigem cautela.
A recomendação permanece a mesma: evitar decisões baseadas em ruído de curto prazo e manter o foco em empresas sólidas, com geração de caixa e boa execução operacional.
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A AMD (A1MD34, AMD) anunciou um contrato de vários anos para fornecer chips de inteligência artificial à OpenAI, em um negócio que pode gerar dezenas de bilhões de dólares em receita anual e até US$ 100 bilhões adicionais em quatro anos, considerando o efeito em outros clientes.
O acordo prevê a entrega de centenas de milhares de chips equivalentes a 6 gigawatts a partir do segundo semestre de 2026, com destaque para a instalação de 1 gigawatt baseada na nova série MI450.
Como parte da transação, a AMD concedeu à OpenAI uma garantia que permite a compra de até 160 milhões de ações da fabricante de chips por US$ 0,01 cada, atrelada ao cumprimento de marcos operacionais e de preço, que podem chegar a US$ 600 por ação.
A OpenAI, avaliada em US$ 500 bilhões, terá a opção de adquirir até 10% da AMD, atualmente avaliada em US$ 267 bilhões.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a parceria ajudará a companhia a expandir sua infraestrutura de IA, enquanto executivos da AMD classificaram o acordo como transformador para a disputa com a Nvidia, líder do setor.
A Sabesp (SBSP3) anunciou a aquisição de 70,1% do capital total da EMAE (EMAE4) por R$ 1,13 bilhão, sendo 74,9% das ações ON do FIP Phoenix, de Nelson Tanure e Tércio Borlenghi Jr., e 66,8% das PNs da Eletrobras.
O negócio ocorre após pressões financeiras envolvendo o Phoenix, que havia comprado a EMAE em 2024 e usou as ações como garantia em debêntures lideradas por XP e Vórtx, declaradas vencidas no fim de setembro.
A Sabesp pagou R$ 59,33 por ação ON e R$ 32,07 por PN. Segundo a companhia, a incorporação permitirá ganhos operacionais e maior eficiência na gestão hídrica, já que a EMAE controla sistemas estratégicos como Billings e Guarapiranga.
O governo de São Paulo afirmou que a operação reforçará a segurança hídrica da população e protege o andamento da privatização da própria Sabesp. O fechamento do negócio ainda depende de aval regulatório e concorrencial.
O mercado segue oferecendo boas oportunidades — mas também casos que exigem atenção redobrada.
Em 2025, algumas empresas ainda enfrentam problemas estruturais e de transparência, enquanto outras seguem negociando com desconto, mesmo apresentando fundamentos sólidos.
Entre os destaques do momento, estão Ambipar (AMBP3), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e SLC Agrícola (SLCE3) — companhias que ilustram bem a diferença entre o que evitar e o que vale a pena acompanhar de perto.
AMBIPAR (AMBP3): CENÁRIO DE INCERTEZA
A Ambipar foi o destaque das últimas semanas, mas o momento inspira cautela.
A empresa enfrenta forte endividamento, resultado de um processo de expansão acelerado por meio de aquisições.
O principal problema hoje é a falta de transparência: não há clareza sobre a situação de caixa, o diretor financeiro foi demitido pouco antes da forte queda das ações e parte dos investimentos da empresa estaria valendo apenas 20% do valor de face.
Diante desse cenário nebuloso, a recomendação é não se expor ao ativo até que as informações fiquem mais claras.
Caso o investidor queira se arriscar, que seja apenas com uma quantia simbólica — o famoso “dinheiro da cachaça”, como costuma dizer o Tiago —, pois há riscos relevantes de desdobramentos negativos.
SLC AGRÍCOLA (SLCE3): FUNDAMENTOS SÓLIDOS, MESMO COM PRESSÃO NOS LUCROS
A SLC anunciou uma expansão de 13% na área plantada para a safra 2025/26, com destaque para o aumento de 14% na soja e 29% no milho segunda safra.
Apesar do custo de produção ainda elevado pressionar a rentabilidade no curto prazo, a companhia mantém fundamentos muito fortes.
É uma das empresas mais eficientes do agronegócio brasileiro, com produtividade acima da média nacional e global em soja e algodão, além de atuar em larga escala, com mais de 25 fazendas espalhadas por oito estados.
A dívida aumentou, mas segue sob controle. Assim, SLCE3 é considerada uma ação barata e de qualidade, com boa posição financeira e potencial de valorização no médio e longo prazo.
GERDAU (GGBR4): BOA EMPRESA, MAS SETOR CÍCLICO
A Gerdau segue como um dos principais nomes do setor de aço, com forte presença nos Estados Unidos e liderança em aços longos — utilizados na construção civil, no setor automotivo e industrial.
Recentemente, a companhia anunciou redução nos investimentos para 2026, de R$ 6 bilhões para R$ 4,7 bilhões, concentrando esforços no exterior, onde os resultados são mais consistentes.
Apesar da boa gestão e de um modelo de negócios sólido, a Gerdau enfrenta desafios, como a concorrência do aço chinês e a natureza cíclica do setor.
É uma empresa barata e bem administrada, mas o investidor deve ter em mente que o desempenho do papel está sujeito à volatilidade das commodities.
VALE (VALE3): CRESCIMENTO LIMITADO NO MINÉRIO DE FERRO
A Vale, embora sólida e lucrativa, enfrenta um cenário estruturalmente desfavorável para o minério de ferro.
A expectativa é de demanda praticamente estagnada nos próximos 10 anos, enquanto a oferta global deve crescer.
Mesmo com o avanço da Índia, o consumo não deve compensar a desaceleração chinesa. Por isso, a companhia tem buscado diversificar suas operações, focando em materiais de maior potencial, como cobre e níquel.
O recente aumento de 60% na capacidade de produção de níquel em seu complexo no Pará confirma essa estratégia.
O foco da Vale tende a migrar para metais ligados à transição energética, cuja demanda pode crescer até 60% nos próximos anos.
Assim, VALE3 não é uma boa oportunidade no momento, pois o minério tende a oferecer retornos menores que outras commodities.
Caso a empresa abra o capital da divisão de materiais básicos (cobre e níquel), pode voltar a ser uma aposta interessante.
ONDE ESTÃO AS MELHORES OPORTUNIDADES
Em 2025, SLC Agrícola e Gerdau se destacam como ações baratas e operando com bons fundamentos, apesar dos desafios setoriais.
Já Ambipar e Vale inspiram cautela: a primeira por problemas de transparência e endividamento, e a segunda por limitações estruturais no minério de ferro.
O investidor deve priorizar empresas com fundamentos sólidos, margens consistentes e setores com potencial de crescimento, evitando exposição excessiva em ativos com riscos operacionais ou perspectivas limitadas.
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No último pregão da semana, o Ibovespa fechou em alta de +0,17%, aos 144.200 pontos. No acumulado semanal, o índice recuou -0,86%.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou o dia estável, aos 6.715 pontos. Já na semana, o índice subiu +0,81%.
Payroll adiado nos EUA pelo shutdown
Nesta sexta-feira, 3 de outubro de 2025, o calendário macro veio praticamente esvaziado.
Nos Estados Unidos, estava prevista a divulgação do payroll, mas o dado acabou sendo adiado por causa do shutdown do governo.
Aqui no Brasil, também não tivemos indicadores relevantes no dia.
Com isso, as atenções ficaram mesmo no noticiário corporativo.
Azevedo & Travassos (AZEV4) fecha contrato bilionário com Petrobras (PETR4)
O grande destaque foi a Azevedo & Travassos (AZEV4), que assinou um contrato de R$ 1,76 bilhão com a Petrobras (PETR4) para implantar uma unidade de produção de hidrogênio em Itaboraí (RJ).
O projeto será feito em consórcio e representa um avanço importante na carteira de contratos da companhia.
Embraer (EMBR3) divulga entregas do 3T25 e Ambipar (AMBP3) entre maiores quedas
Outro ponto de atenção foi a prévia operacional da Embraer (EMBR3).
A empresa entregou 62 aeronaves no 3º trimestre, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2024 — sendo 20 jatos comerciais, 41 executivos e uma aeronave de defesa.
No acumulado até setembro, as entregas seguem em linha com a meta do ano.
Já na ponta negativa, mais uma vez a Ambipar (AMBP3) roubou a cena. As ações da nova emissão despencaram mais de -49% no dia, refletindo toda a preocupação do mercado com a situação financeira da empresa e o risco cada vez maior de uma recuperação judicial.
A Azevedo & Travassos (AZEV4) anunciou a assinatura de contrato de R$ 1,76 bilhão com a Petrobras (PETR4) para implantação de uma unidade de produção de hidrogênio em Itaboraí (RJ).
O acordo foi firmado por consórcio formado pela Azevedo, por meio da Heftos, e pela Colares Linhares, com participação de 80% e 20%, respectivamente.
O prazo de execução é de 40 meses e inclui projeto executivo, suprimentos, construção, montagem, comissionamento e testes da Unidade de Geração de Hidrogênio (U-4710 e U-4730).
A WEG (WEGE3) anunciou que começará a vender na Europa, no início de 2026, recarregadores de bateria de veículos elétricos fabricados localmente, expandindo sua atuação no mercado europeu, já consolidado em regiões maduras.
Segundo Carlos Grillo, diretor superintendente de digital e sistemas, os produtos seguirão o padrão da linha Wemob, adaptados às legislações locais.
Nos Estados Unidos, a WEG foca em veículos vocacionais, como os usados em aeroportos, enquanto no Brasil atua com recarregadores para redes de recarga e montadoras de ônibus elétricos.
A empresa terá recarregadores de até 1 megawatt a partir do próximo ano, acima do limite atual de 640 kW.
Grillo destacou que a frota brasileira de ônibus elétricos, atualmente com 1.168 veículos, já está se expandindo além de São Paulo, onde a WEG detém 60% de participação.
A companhia também iniciou uma operação em São Bernardo do Campo (SP) voltada para manutenção e reaproveitamento de baterias, incluindo aplicação em sistemas estacionários (BESS) e reciclagem.
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