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Realizamos um estudo com ações listadas na B3 para identificar as mais baratas em relação ao seu lucro. Dessa forma, formamos um Ranking de Preço Lucro (P/L).

O P/L é o tempo que a ação leva para "devolver" ao investidor o valor pago por ela. Abaixo temos o cálculo:

P/L = Cotação da Ação / Lucro Por Ação

Exemplo: Ação cotada R$ 20,00 e o lucro líquido anual por ação R$ 4,00.

Calculando o P/L, temos: 20/4= 5.

Portanto, serão necessários cinco anos para o retorno do investimento.

Como funciona o indicador

O P/L é um indicador amplamente utilizado, em função da facilidade do cálculo e pela possibilidade de comparação com outras empresas.

Quanto mais elevado for o P/L da companhia, maior será a disposição do mercado em pagar pelos lucros da mesma. Um P/L elevado também pode indicar que o mercado tem expectativas altas para o papel.

Um P/L baixo pode mostrar que o mercado não está tão confiante em relação as ações da empresa. Porém, também pode indicar que aquela ação pode ser uma boa oportunidade que ainda não foi percebida pelo mercado. Dessa forma, um múltiplo baixo pode indicar que a ação da empresa está atrativa.

É importante ressaltar que alguns analistas e investidores trabalham com o conceito do P/L esperado, na qual incluem a previsão de lucro dos 12 meses seguintes.

Cuidados ao usar o indicador

É importante frisar que o indicador P/L não deve ser analisado de forma isolada. O ideal é sempre utilizá-lo em conjunto de outros indicadores. Além disso, não recomendamos utilizar o indicador fazendo comparações com ações de diferentes setores.

Por fim, vale a pena comentar que o indicador P/L pode ser um bom termômetro sobre a confiança dos investidores. Porém,  não necessariamente é um indicador preciso na avaliação da saúde financeira das companhias.

O Ranking

Abaixo separamos 5 ativos que atualmente estão com P/L abaixo de 6, dentre os principais ativos que acompanhamos:

EMPRESA CÓDIGO P/L
Light LIGT3 3,71
Smiles SMLS3 4,74
Banrisul BRSR6 5,12
Copel CPLE6 5,38
Banco do Brasil BBAS3 5,82

LIGHT (LIGT3)

A Light é uma empresa integrada do setor de energia elétrica no Brasil, atuante nos segmentos de geração, distribuição e comercialização de energia. A companhia atua no estado do Rio de Janeiro, com área de concessão que atinge cerca de 26% do estado, englobando mais de 30 municípios.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 2,36 bilhões no segundo trimestre de 2020, com decréscimo de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi pressionado pela controlada SESA, principalmente devido à piora do mercado faturado no trimestre, parcialmente compensada pelo reajuste tarifário.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 145,0 milhões no 2T20, representando decréscimo de 62,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de 6,1%, com perda de 8,5 p.p. em comparação ao 2T19. Destaque negativo para as pressões geradas pelo aumento da inadimplência, sentido no segmento de distribuição.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 45,0 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo o lucro de R$ 11,0 milhões apresentado no mesmo período do ano anterior.

SMILES (SMLS3)

A Smiles é um dos maiores programas de fidelidade do Brasil, com uma base formada por mais de 17 milhões participantes. Além do acúmulo de milhas com a Gol e seus parceiros, a companhia conta atualmente com parcerias formadas com os maiores bancos do Brasil e América do Sul, administradora de cartões de crédito, hotéis, postos de gasolina e etc.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 56,5 milhões, representando um decréscimo de 79,6% em relação ao 2T19. A forte piora é consequência dos reflexos da pandemia, devido às restrições impostas no setor de viagens e turismo.

A empresa reportou Ebitda de R$ 6,2 milhões negativos no 2T20, representando queda de 103,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de -11%, com perda de 75,9 p.p. em comparação ao 2T19. Por mais que os custos e despesas tenham apresentado redução, a forte queda das receitas acabou por pressionar o Ebitda, levando-o para patamares negativos.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 400 mil no 2T20, com margem líquida de -0,6%, revertendo o lucro reportado no 2T19. O resultado é reflexo da piora operacional.

BANRISUL (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul atua sob a forma de banco múltiplo e opera nas carteiras comercial, de crédito, de financiamento e de investimento, de crédito imobiliário, de desenvolvimento, de arrendamento mercantil e de investimentos, inclusive nas de operações de câmbio, corretagem de títulos e valores mobiliários e administração de cartões de crédito e consórcios.

A margem financeira do banco apresentou queda de 3,9% entre o 2T19 e 2T20, passando para R$ 1,3 bilhão. No comparativo trimestral entre 2T20 e 1T20, porém, houve acréscimo, de 3,0%. As perdas no comparativo anual reflete principalmente o ambiente de cortes da taxa Selic e da diminuição na taxa do cheque especial.

A carteira de crédito total apresentou crescimento de 5,0% entre os meses de junho de 2019 e de 2020, atingindo a marca de quase R$ 36,0 bilhões. Ao compararmos com o 1T20, no entanto, houve ligeira queda 0,6%, influenciada pela redução na carteira comercial, minimizada pelo aumento no crédito rural.

O lucro finalizou em pouco mais de R$ 119,8 milhões, sofrendo queda de 64,3% na comparação anual. O retorno sob patrimônio líquido foi de 5,9% (contra 16,4% no mesmo trimestre do ano anterior). O lucro foi afetado principalmente pela redução da margem financeira e pelo maior provisionamento para enfrentamento de possíveis aumentos de inadimplência.

COPEL (CPLE6)

A Copel é uma empresa estatal de energia elétrica, controlada pelo Governo do estado do Paraná. Seus principais negócios são distribuição de energia (atendendo 4,6 milhões de consumidores no Paraná) e geração e transmissão (com capacidade total de 6,3GW e 6,6 mil km de linhas de transmissão). Além disso, a empresa também atua no segmento de telecomunicações e tem participação na Compagas, de distribuição de gás natural.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 4,7 bilhões, representando um acréscimo de 26,8% em relação ao 2T19. Destaque para o efeito positivo de R$ 809,2 milhões referentes a créditos fiscais na parte de distribuição, sendo este um item não recorrente.

A empresa reportou Ebitda de R$ 1,8 bilhão no 2T20, representando acréscimo de 89,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 38,4%, com ganho 12,7 p.p. em relação ao obtido no 2T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2020, representando alta de 359,7% do lucro registrado no 2T19. Desconsiderando os efeitos dos créditos fiscais, o lucro líquido ajustado saltou 20,0%, ainda com contribuição da forte redução em encargos de transporte de Itaipu e insumos para operação de gás.

BANCO DO BRASIL (BBAS3)

O Banco do Brasil é um banco controlado pela União Federal, fundado em 1808 e com valor de mercado de cerca de R$ 150 bilhões. Além disso, possui uma carteira de crédito de quase R$ 700 bilhões. Também conta com forte presença no setor de agronegócio, na administração pública e em serviços diversos.

A margem financeira bruta do banco apresentou um acréscimo de 8,2% entre o 2T19 e 2T20, passando para R$ 13,5 bilhões. Já a margem financeira líquida sofreu queda de 7,0% na comparação anual, reflexo principalmente do aumento de praticamente R$ 1,7 bilhão das despesas com PDD, devido ao provisionamento contra risco de crédito.

A carteira de crédito ampliada avançou 5,1% anualmente, passando para R$ 721,6 bilhões. Destaque positivo para os crescimentos de 6,3% da carteira de pessoas jurídicas, em especial de grandes empresas e de também 6,3% da carteira de pessoas físicas, ambas nos últimos doze meses.

O lucro finalizou em pouco mais de R$ 3,2 bilhões, com decréscimo de 23,7% na comparação anual. O retorno sob patrimônio líquido foi de 11,9% (contra 17,6% no mesmo trimestre do ano anterior).

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