O Mercado Livre (BDR: MELI34) registrou lucro líquido de US$ 559 milhões no quarto trimestre, queda de 12,5% em relação ao ano anterior e abaixo da projeção de US$ 587 milhões.
Segundo a companhia, a retração foi causada pela compressão de margens diante do aumento de investimentos em crédito, logística, emissão de cartões, frete grátis e expansão do modelo de vendas diretas (1P).
A receita avançou 45% na comparação anual, para US$ 8,8 bilhões, acima dos US$ 8,5 bilhões esperados pelo mercado, impulsionada pelo crescimento de 35% do GMV no Brasil e no México (em moeda constante).
O EBIT subiu 8%, para US$ 889 milhões, em linha com as estimativas. A margem EBIT caiu para 10,1%, ante 13,5% um ano antes.
A carteira de crédito cresceu cerca de 90%, para US$ 12,5 bilhões. A inadimplência entre 15 e 90 dias foi de 7,6% (ante 7,4% um ano antes). Já o volume total de pagamentos processados aumentou aproximadamente 40%.
A empresa afirmou que segue priorizando investimentos de longo prazo e avalia que o comércio eletrônico na região ainda está em estágio inicial de desenvolvimento.
O GPA (PCAR3), controlador da rede Pão de Açúcar, reportou prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre, redução de 48,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas acima das estimativas do mercado.
Analistas projetavam, em média, prejuízo de R$ 134 milhões no período.
O Ebitda ajustado somou R$ 510 milhões, alta de 2,5% na comparação anual e acima da expectativa média de R$ 466 milhões.
A receita líquida atingiu R$ 5,11 bilhões, queda de 2% na base anual. As vendas totais do grupo, incluindo a bandeira Extra, somaram R$ 5,6 bilhões, recuo de 0,4%, impactadas principalmente pela descontinuação do formato Aliados.
No conceito mesmas lojas, as vendas cresceram 2,7% no quarto trimestre de 2025.
No relatório, a companhia destacou que a dinâmica do mercado alimentar permaneceu mais arrefecida, com menor impacto da inflação de alimentos na comparação com trimestres anteriores.
Seguem as principais notícias dessa terça-feira (24/02):
Ibovespa atinge novo recorde, INBR32 dispara
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em alta de +1,40%, aos 191.490pontos, e atinge novo recorde.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu +0,77%, fechando o dia nos 6.890pontos.
Entre os destaques de alta do pregão, as ações do Inter (INBR32) avançaram +4,5%, recuperando parte da queda registrada no dia anterior.
O movimento ocorre em meio à volatilidade natural do mercado, sem um fato relevante específico que justificasse tanto a baixa de ontem quanto a recuperação de hoje.
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Os Estados Unidos começaram a aplicar às 2h desta terça-feira (24/02), no horário de Brasília, uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estejam cobertos por isenções, conforme aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras do país.
A cobrança substitui as tarifas derrubadas na sexta-feira (20/02) pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegal o uso de uma lei de emergência econômica para impor taxas amplas sobre parceiros comerciais.
A nova alíquota foi implementada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e pode permanecer em vigor por até 150 dias, salvo eventual extensão pelo Congresso.
A taxa incide de forma adicional à tarifa regular de cada produto, com exceções para itens já sujeitos a tarifas por razões de segurança nacional.
O presidente Donald Trump havia mencionado a possibilidade de elevar a tarifa para 15%, mas, até o momento, o aviso oficial confirma a aplicação de 10%.
A Riachuelo (RIAA3) informou que está avaliando a realização de uma oferta pública primária subsequente de ações no valor inicial de R$ 400 milhões.
A companhia contratou Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e UBS BB para assessorá-la financeiramente na potencial operação.
Segundo a empresa, os recursos captados poderão ser destinados a iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão da Midway Financeira e reforço do capital de giro.
A companhia destacou que, até o momento, a operação está em fase de avaliação e poderá ou não ser concluída.
Seguem as principais notícias dessa segunda-feira (23/02):
Ibovespa recuou; AURA33 dispara
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em queda de -0,88%, aos 188.853 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou -1,04% no dia, fechando aos 6.837 pontos.
Entre os destaques de alta do pregão, as ações da Aura Minerals (AURA33) subiram mais de +6%.
O movimento foi impulsionado pela forte valorização do ouro no mercado internacional, que avançou cerca de +2,8% no dia e voltou a superar a faixa de US$ 5.200 por onça-troy.
O metal foi beneficiado pelo aumento das tensões comerciais nos Estados Unidos, após o anúncio de novas tarifas de 15%, além de incertezas geopolíticas que reforçaram a busca por ativos considerados mais seguros.
Como produtora de ouro, a Aura tende a se beneficiar de um cenário de preços mais elevados da commodity, o que ajuda a explicar a reação positiva das ações no pregão.
As ações para ficar de olho essa semana: UGPA3, KEPL3, AXIA6, AURA33, CSNA3, PCAR3, WEGE3, PRIO3
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Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Ao longo da semana, reforçamos um ponto essencial: o investidor precisa se afastar do ruído diário de cotações e notícias.
Quanto maior a obsessão por movimentos de curto prazo, maior a probabilidade de decisões equivocadas.
O desempenho recente das bolsas emergentes, com destaque para o índice latino-americano vivendo um dos melhores momentos em mais de 30 anos, mostra que muitos investidores ficaram de fora por medo de eventos políticos ou econômicos pontuais.
A verdade é simples: ninguém sabe exatamente quando o mercado vai subir ou cair.
O que gera consistência é estratégia, disciplina e foco nos fundamentos.
CENÁRIO MACRO E MERCADOS
A semana foi marcada por mais um avanço dos mercados emergentes.
O Ibovespa subiu 1,1% no período e acumula alta próxima de 18% no ano, enquanto o S&P 500 avançou em dólares.
Já o Bitcoin ficou praticamente estável na semana, o dólar voltou a cair e o ouro manteve desempenho positivo.
No cenário externo, acompanhamos a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas, seguida por novo anúncio tarifário.
Caso o cenário final resulte em tarifas médias menores do que as anteriores, países como Brasil e China podem se beneficiar relativamente.
Seguimos atentos à temporada de resultados, tanto no Brasil quanto no exterior.
DESTAQUES NEGATIVOS DA SEMANA
CSN (CSNA3)
A CSN voltou a ser pressionada após novo rebaixamento de rating pela Moody’s, para B2 com perspectiva negativa.
A elevada alavancagem segue sendo o principal desafio. Sem movimentos estruturais relevantes, a companhia pode enfrentar restrições maiores, inclusive na distribuição de dividendos.
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR (PCAR3)
A ação apresentou queda relevante, mesmo sem fato novo específico.
O varejo alimentar segue pressionado por margens apertadas e ambiente competitivo desafiador, além da expectativa de resultados fracos no curto prazo.
DESTAQUES POSITIVOS DA SEMANA
KEPLER WEBER (KEPL3)
A Kepler Weber avançou após prorrogar o prazo de exclusividade para negociação com a GPT.
A empresa permanece sólida operacionalmente e negociando a múltiplos atrativos. Caso a operação avance, pode inclusive resultar em fechamento de capital.
AXIA ENERGIA (AXIA6)
A Axia Energia, antiga Eletrobras, foi destaque após anunciar proposta de migração para o Novo Mercado.
A medida eleva o nível de governança, o que tende a reduzir o desconto estrutural e aumentar o interesse institucional.
AURA MINERALS (AURA33)
A Aura acompanhou a recuperação do ouro. A tese estrutural permanece positiva, com disciplina operacional e aumento de produção.
A expectativa é de resultados sólidos, além da possibilidade de dividendos extraordinários.
ULTRAPAR (UGPA3)
A Ultrapar ganhou destaque após notícia de que o BTG teria sido contratado para avaliar a venda da Ipiranga. Caso confirmado, trata-se de movimento transformacional, que pode alterar significativamente o perfil da companhia.
PRIO (PRIO3)
A PRIO avançou acompanhando a recuperação do petróleo. Mantemos visão construtiva para empresas com capacidade de ampliar produção mantendo controle de custos.
WEG (WEGE3)
A WEG segue em consolidação de longo prazo, com resultados consistentes e investimentos estruturais relevantes. Um eventual rompimento de máximas pode abrir novo ciclo de valorização.
SETOR INDUSTRIAL E EMPRESAS GLOBAIS
A John Deere apresentou resultados pressionados pelo ciclo agrícola global, mas manteve lucratividade relevante.
Empresas globais com escala e poder de precificação tendem a atravessar ciclos negativos com maior resiliência.
A Taurus foi impactada pelas discussões tarifárias, mas a revisão das tarifas reduz parte do risco estrutural. Ainda assim, o cenário exige cautela.
FOCO EM ESTRATÉGIA, NÃO EM RUÍDO
O momento exige disciplina.
O investidor que evita decisões baseadas em ruído político ou volatilidade pontual tende a capturar melhor os ciclos positivos.
A combinação de fundamentos sólidos, controle de risco e visão de longo prazo continua sendo o caminho mais consistente para geração de patrimônio.
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A Cosan (CSAN3) informou que está avaliando a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) de sua controlada Compass Gás e Energia.
A companhia destacou que não há decisão tomada sobre a efetiva realização da potencial oferta, que dependerá, entre outros fatores, das condições de mercado e da obtenção das aprovações societárias competentes.
A Irani Papel e Embalagem (RANI3) informou que o lucro líquido caiu para R$ 39,0 milhões no quarto trimestre, recuo de 79% em relação aos R$ 189,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, a queda reflete principalmente a ausência de efeito não recorrente contabilizado no quarto trimestre de 2024, referente a um crédito tributário líquido de R$ 168,2 milhões.
A receita líquida de vendas cresceu 2%, totalizando R$ 416,0 milhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 8,7%, para R$ 129,0 milhões.
O volume de vendas de papelão ondulado caiu 6%, para 42,0 mil toneladas. Já o preço médio subiu 7%, para R$ 6.129 por tonelada, em linha com a estratégia de priorizar rentabilidade sobre volume.
A alavancagem financeira encerrou o período em 1,99 vez, ante 2,26 vezes no ano anterior.
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