O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em setembro na comparação com agosto, em dado dessazonalizado divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17/11).
O resultado veio pior que o esperado pelo mercado, que projetava queda de 0,10%.
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Nesta semana, comentamos os principais destaques do cenário econômico e fazemos uma leitura dos resultados corporativos que influenciaram o mercado.
A análise reúne inflação, juros, setores e empresas que apresentaram movimentos relevantes.
CENÁRIO MACROECONÔMICO: INFLAÇÃO MAIS FRACA E HUMOR POSITIVO
A divulgação de um IPCA mais comportado reforçou a percepção de que a inflação segue em trajetória de acomodação. Isso ampliou as expectativas de que o Banco Central poderá considerar cortes na Selic ao longo de 2025.
Mesmo com a semana mais curta devido ao feriado, o Ibovespa manteve o movimento positivo e renovou máximas históricas.
O dólar oscilou e o Bitcoin corrigiu, mas o mercado segue reagindo bem ao ambiente interno mais favorável, apesar dos ruídos externos.
HAPVIDA (HAPV3): QUEDA EXAGERADA E RISCO ANTIGO REPRECIFICADO
A forte baixa da Hapvida chamou atenção. Os resultados não foram ruins, mas a empresa enfrenta desafios já conhecidos ligados à qualidade do atendimento — ponto central da tese.
O movimento mais intenso parece ter vindo de fluxo vendedor pontual, possivelmente de grandes players.
Mesmo assim, a queda parece exagerada e típica dos momentos em que o mercado revisita riscos antigos.
GRUPO MATEUS (GMAT3): OPERAÇÃO ROBUSTA, MAS SSS PRESSIONA CURTO PRAZO
O trimestre trouxe crescimento sólido de receita e lucro, mas o mercado reagiu negativamente ao indicador de vendas em mesmas lojas, que ficou estável e abaixo da inflação.
Mesmo assim, o Grupo Mateus segue competitivo no Norte e Nordeste, mantendo diferenciais importantes em sua atuação regional.
PORTO SEGURO (PSSA3): OPERAÇÃO FORTE E IMPACTO DA EXPECTATIVA DE JUROS
A Porto entregou mais um trimestre consistente, com avanços importantes em Porto Saúde e Porto Bank.
Como parte relevante do lucro vem do resultado financeiro, a perspectiva de queda dos juros causa ajustes de curto prazo.
Ainda assim, juros menores tendem a estimular atividade, o que costuma ser positivo para seguros.
A queda recente reflete mais exagero do mercado do que mudanças nos fundamentos.
BANCO DO BRASIL (BBAS3): INADIMPLÊNCIA PRESSIONA RESULTADOS
O Banco do Brasil divulgou números pressionados pela carteira agro e pela pessoa física. A inadimplência elevou custos e reduziu rentabilidade.
Alguns bancos concorrentes têm mostrado maior capacidade de navegar este ciclo.
A normalização dos resultados do BBAS3 deve acontecer, mas exige recuperação macro e melhora gradual da carteira.
MBRF: CONSOLIDAÇÃO E FLUXO DE CAIXA POSITIVO
A holding apresentou receita crescente e fluxo de caixa livre positivo.
Apesar de lucro menor, o mercado reagiu bem ao conjunto das operações, que reforçam eficiência e escala do grupo formado por Marfrig + BRF.
TRISUL (TRIS3): UM DOS MELHORES TRIMESTRES RECENTES
A Trisul teve um trimestre de destaque:
• recorde de lançamentos, • vendas fortes, • margens elevadas.
Mesmo com juros ainda altos, empresas bem geridas do setor imobiliário continuam apresentando excelente execução.
METAL LEVE (LEVE3): PREVISIBILIDADE E BOA GERAÇÃO DE CAIXA
A empresa manteve seu padrão de estabilidade: receita maior, lucro crescente e caixa bem administrado.
É uma companhia que entrega exatamente o que o mercado espera, consistência e previsibilidade.
ALLOS (ALOS3): DIVIDENDOS MENSAIS EM 2026 E EFICIÊNCIA OPERACIONAL
A Allos reportou mais um trimestre muito forte. O anúncio de dividendos mensais de cerca de R$ 0,30 em 2026 chamou atenção, indicando yield acima de 13%.
A empresa reforça seu papel como líder consolidada no setor de shoppings.
TAESA (TAEE11): SETOR PREVISÍVEL E DISCUSSÃO SOBRE ALAVANCAGEM
A Taesa segue como referência em transmissão de energia, setor conhecido pela estabilidade contratual.
A discussão sobre alavancagem é natural, mas precisa ser contextualizada: empresas desse segmento operam com dívidas estruturais compensadas por fluxo de caixa altamente previsível.
BTG (BPAC11): TRIMESTRE IMPECÁVEL EM TODAS AS LINHAS
O BTG apresentou mais um trimestre excepcional.
Receita, lucro e retorno avançaram de forma robusta, reforçando a eficiência do modelo de banco de investimento, muito diferente do estilo dos grandes bancos tradicionais.
LEITURA FINAL: FUNDAMENTOS CONTINUAM PREVALECENDO
Mesmo com volatilidade natural de curto prazo, os resultados mostram empresas sólidas, bem geridas e com capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos.
Seguimos atentos aos setores com melhor relação risco-retorno e às empresas com mais capacidade de gerar valor de forma consistente.
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Todos os dias, me perguntam qual é o segredo para ganhar dinheiro no mercado.
Você também gostaria de saber?
Infelizmente, ou felizmente, segredo não existe.
Mas focar no que importa e ter um método claro para chegar lá costuma ser a “receita” de sucesso de quem vence no mundo dos investimentos.
Eu sempre digo que é preciso muito cuidado com narrativas e distrações. Separar fatos relevantes dos ruídos do dia a dia é indispensável.
Política, guerras, “fofocas” de Brasília, eleições…
As pessoas dão mais atenção a isso do que deveriam e acabam esquecendo do principal: como se proteger e como ganhar dinheiro, apesar desses eventos.
O resultado?
Investidores desorientados, consumindo informações irrelevantes e se afastando cada vez mais do objetivo final: lucrar de forma consistente.
Porque, no fim das contas, ganhar dinheiro é o que realmente importa — e esse deve ser o foco de quem entra no mercado.
E não existe outro caminho: para investir bem, é preciso ter e seguir uma Estratégia.
O CAPITÃO NASCIMENTO JÁ SABIA…
Quem não se lembra da célebre frase do Capitão Nascimento em Tropa de Elite?
“O conceito de estratégia: em grego strateegia, em latim strategi, em francês stratégie, em inglês strategy, em alemão strategie…”
O Capitão Nascimento sabia que, sem estratégia, ele jamais venceria. Eu acredito exatamente na mesma coisa.
Estratégia é saber o que fazer, e o que não fazer.
É ela que determina quando comprar, quanto comprar, quando vender e o que não vender.
Mas estratégia só funciona quando é seguida.
Em 2024, a Capitalizo completou 7 anos. São 7 anos seguindo à risca todas as nossas Estratégias, faça chuva ou sol, sempre com transparência, independência e sem “mágica”.
Perdemos algumas batalhas, claro.
Mas estamos vencendo a guerra. Estamos ganhando dinheiro porque seguimos a Estratégia, e isso é o que realmente importa.
E você? Está focado no que realmente importa?
Um abraço e ótimos investimentos, Tiago Prux
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Seguem as principais notícias dessa sexta-feira (14/11):
Ibovespa fecha a semana em alta
No último pregão da semana, o Ibovespa fechou o dia aos 157.738 pontos, subindo 0,37%.
No acumulado semanal, o IBOV avançou 2,4%, essa foi a quinta alta semanal seguida do índice.
Já nos Estados Unidos, o S&P 500 apresentou uma leve baixa de 0,05%, aos 6.734 pontos. Nesta semana, o S&P subiu 0,1%.
3 vezes mais dividendos
Nos últimos anos, uma série de empresas tem tomado medidas bastante interessantes em suas políticas de pagamento de dividendos.
Um exemplo foi a JHSF (JHSF3), que instituiu o pagamento de dividendos mensais.
Outro exemplo é o da Alupar (ALUP11), que colocou um prazo máximo de 90 dias para o crédito dos dividendos na conta do investidor, antes disso, o pagamento demorava meses para ser efetivado.
Seguindo esses conceitos, a Allos (ALOS3), maior empresa de shoppings da América Latina, também começou a pagar dividendos todos os meses, desde o início deste ano, no valor de R$ 0,10.
Na última quarta-feira (12/11), a companhia foi ainda mais longe, anunciando que aumentará para R$ 0,30 o pagamento mensal de dividendos.
Para falar desse belo caso da Allos, preparei um vídeo comentando sobre o tema:
O IRB (IRBR3) reportou resultados mais fracos no 3T25, com lucro líquido de R$ 98,7 milhões, queda de 14,8% ante o 3T24.
A retração foi influenciada pelo processo de clean-up, que reduziu o prêmio emitido em 11,0%, para R$ 1,93 bilhão, além do aumento de 26,2% nas despesas administrativas.
O ponto positivo do trimestre foi a melhora do índice de sinistralidade, que recuou 6,7 p.p., para 61,2%.
A Cemig (CMIG4) divulgou resultados pressionados no 3T25, mesmo com a Receita Líquida crescendo 4,6% A/A, para R$ 10,62 bilhões.
O trimestre foi afetado pela Selic média elevada, de 15%, que deteriorou o resultado financeiro, além do GSF desfavorável de 0,65, que aumentou o custo de compra de energia.
Com isso, o EBITDA Ajustado recuou 16,3%, para R$ 1,475 bilhão, enquanto o Lucro Líquido Ajustado somou R$ 780 milhões, queda de 30,2% em relação ao 3T24.
Seguem as principais notícias dessa quinta-feira (13/11):
Ibovespa recua; Hapvida (HAPV3) despenca
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em queda de -0,30%, aos 157.162 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu -1,66%, fechando o dia aos 6.737 pontos.
O pregão desta quinta-feira foi marcado por forte volatilidade, com foco na reta final da temporada de balanços.
Sem indicadores relevantes no Brasil ou no exterior, os investidores reagiram principalmente aos resultados corporativos.
A Hapvida (HAPV3) foi o grande destaque negativo, despencando mais de 42% após divulgar números fracos e sofrer corte de recomendação pelo JP Morgan.
Banco do Brasil (BBAS3) decepciona
O Banco do Brasil (BBAS3) também decepcionou: o lucro líquido ajustado caiu 60,2% no ano, para R$ 3,8 bilhões, pressionado pelo aumento de 77,7% nas provisões para devedores duvidosos, especialmente na carteira agro, levando o banco a revisar para baixo sua projeção de lucro para 2025.
Allos (ALOS3) sobe com anúncio de dividendos
Na ponta positiva, a Allos (ALOS3) figurou entre as maiores altas do Ibovespa após anunciar que pretende triplicar a distribuição mensal de dividendos a partir de 2026, o que elevou o otimismo sobre os papéis e impulsionou o setor de shoppings.
A Hapvida (HAPV3) apresentou resultados pressionados no 3T25, com destaque para o aumento dos custos assistenciais.
A Receita Líquida subiu 6,0% em relação ao 3T24, alcançando R$ 7,8 bilhões, impulsionada pelos reajustes nos planos e leve expansão na base de clientes.
A Sinistralidade Caixa avançou 1,4 p.p., atingindo 75,2%, refletindo maior frequência de utilização, efeitos sazonais de um inverno mais longo e custos de maturação da rede própria.
O EBITDA Ajustado caiu 2,1%, para R$ 746,4 milhões, mas inclui R$ 133,1 milhões em efeitos pontuais; sem eles, o EBITDA recorrente seria de R$ 613,3 milhões.
A companhia encerrou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 57 milhões, e as ações recuam no pregão.
A Allos (ALOS3) reportou resultados sólidos no 3T25, destacando a consolidação da integração pós-fusão e o foco em eficiência e geração de valor ao acionista.
O FFO atingiu R$ 304,9 milhões, alta de 3,5% em relação ao 3T24, enquanto o FFO por ação avançou 9,0%, para R$ 0,61, impulsionado pelo bom desempenho operacional e pelos programas de recompra de ações.
A Receita Líquida cresceu 6,6%, somando R$ 679,9 milhões, e o Lucro Líquido teve alta de 25,6%, alcançando R$ 125,9 milhões.
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