Seguem as principais notícias dessa terça-feira (10/02):
Ibovespa recua, BBSE3 anuncia dividendos
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em queda de -0,17%, aos 185.929pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu -0,33%, fechando o dia nos 6.941pontos.
Entre os destaques do dia, as ações da BB Seguridade (BBSE3) avançaram cerca de +2,30%, após o anúncio de dividendos.
A companhia informou a distribuição de R$ 4,95 bilhões em dividendos, referentes ao lucro líquido do 2º semestre de 2025, acrescido de saldo de dividendos prescritos.
O valor por ação será de R$ 2,58, o que representa um dividend yield aproximado de 6,92%.
Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 12 de fevereiro de 2026, com as ações passando a ser negociadas ex-dividendos a partir de 13 de fevereiro.
O pagamento está previsto para 02 de março de 2026.
3 erros comuns ao investir em ações
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O IPCA avançou +0,33% em janeiro na comparação com dezembro, repetindo a variação do mês anterior, informou o IBGE nesta terça-feira (10/02). No acumulado em 12 meses, a inflação ficou em +4,44%, acima dos +4,26% registrados até dezembro.
O resultado ficou praticamente em linha com as projeções da Reuters, que apontavam alta de +0,32% no mês e +4,43% em 12 meses.
Entre os nove grupos pesquisados, Transportes subiu +0,60% e exerceu o maior impacto no índice (+0,12 p.p.), puxado pela alta de +2,14% nos combustíveis, com destaque para a gasolina (+2,06%), principal impacto individual do mês (+0,10 p.p.).
A Motiva (MOTV3) registrou lucro líquido societário de R$ 606 milhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 68% na comparação anual.
O Ebitda ajustado avançou 25% no período, para quase R$ 2,52 bilhões, refletindo melhora operacional e iniciativas estratégicas.
A Receita Líquida Ajustada subiu 6,8% no 4T25, impulsionada principalmente pelos reajustes tarifários nas rodovias estaduais de São Paulo e na Motiva Pantanal, além do desempenho operacional positivo. No consolidado de 2025, o Ebitda ajustado cresceu 15%.
A companhia destacou ainda que a relação Opex (caixa)/Receita Líquida Ajustada atingiu 37,5% em 2025, antecipando em um ano a meta inferior a 38% prevista para 2026.
Já a alavancagem encerrou o trimestre em 3,6x dívida líquida/Ebitda ajustado, alta de 0,3x no trimestre, refletindo o maior endividamento após a aquisição de novos ativos, como Rota Sorocabana e PRVias.
A BB Seguridade (BBSE3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024.
No acumulado do ano, o lucro foi de R$ 9,1 bilhões, crescimento de 11,4% na comparação anual.
Segundo a companhia, o resultado operacional combinado das empresas do grupo atingiu R$ 7,0 bilhões em 2025, alta de 2,1%, com a sinistralidade de seguros no menor nível da história da empresa.
A holding destacou ainda resultado financeiro robusto e a destinação de valores relevantes para dividendos.
Para 2026, o guidance indica variação do resultado operacional não decorrente de juros (ex-holdings) entre -7% e -3%, após alta de 2,8% em 2025.
A empresa também projeta variação dos prêmios emitidos da Brasilseg entre -3% e +2%, enquanto as reservas de previdência PGBL e VGBL da Brasilprev devem crescer entre 8% e 11%.
Provavelmente, a frase mais importante do mercado financeiro foi dita por um físico: o alemão Albert Einstein.
Ela destaca um conceito essencial para quem deseja investir de forma inteligente e alcançar grandes resultados no futuro.
Segundo Einstein:
“Os juros compostos são a força mais poderosa do universo e a maior invenção da humanidade, porque permitem uma confiável e sistemática acumulação de riqueza.”
Einstein não poderia estar mais certo, já que os juros compostos fazem parte da equação que pode transformar qualquer pessoa em milionária no longo prazo:
Essa equação, sem dúvida, pode funcionar para praticamente todos os tipos de investimentos. Isso inclui aplicações no Tesouro Direto, fundos de investimento, fundos multimercado e, especialmente, no mercado de ações.
Além disso, os aportes recorrentes desempenham um papel crucial na acumulação de patrimônio, pois ajudam investidores que não têm altas somas para começar.
Da mesma forma, a paciência é fundamental, uma vez que os juros compostos podem levar algum tempo para gerar um impacto significativo nas suas finanças.
O SIMULADOR
Vamos fazer um exercício utilizando as cotas mensais da nossa Carteira Tiago Prux de Longo Prazo.
Essa carteira é global, pois mais de 90% das ações são de empresas internacionais ou brasileiras com atuação no exterior.
Isso aumenta a diversificação e reduz o risco de estar exposto apenas à economia brasileira, além de permitir capturar oportunidades em mercados desenvolvidos.
É exatamente essa estratégia que utilizo para minha filha, que tem apenas 4 anos e já é investidora. Tenho certeza de que, no futuro, ela vai agradecer por isso.
Na simulação, consideramos aportes mensais de R$ 500 desde 2017, utilizando o valor da cota no fim de cada mês.
Não existe valor mínimo ou máximo: R$ 500 foi apenas uma referência.
Para efeito de comparação, utilizamos o CDI, referência comum da renda fixa.
Entre julho de 2017 e janeiro de 2026, seriam 103 aportes de R$ 500, totalizando R$ 51.500 investidos.
Abaixo, o valor acumulado da Carteira Tiago Prux em comparação ao CDI:
Na linha laranja, o CDI teria pouco mais de R$ 68.252, com ganho em torno de +56,5%.
Na linha verde, a Carteira Tiago Prux ultrapassaria R$ 128.692, uma alta aproximada de +221%.
ATENÇÃO!
Vale lembrar que esse tipo de simulação é meramente informativo. É impossível prever quanto ações ou o CDI irão render no longo prazo.
Porém, se o exemplo acima servir para você começar a se planejar e investir mensalmente, nosso trabalho já terá valido a pena.
Agora, imagine o resultado que essa mesma disciplina e constância nos aportes podem gerar, no longo prazo, em uma carteira bem montada como a Tiago Prux de Longo Prazo.
Como costumamos dizer: “não basta investir, é preciso investir bem”.
COMO UTILIZAR O SIMULADOR
Se você quer visualizar como aportes recorrentes podem transformar sua trajetória financeira, recomendamos que utilize nosso simulador exclusivo.
Ele permite testar valores, períodos e comparações, mostrando, na prática, o poder dos juros compostos.
Clique no botão abaixo e faça sua simulação agora mesmo.
Seguem as principais notícias dessa segunda-feira (09/02):
Ibovespa avança; AURA33 dispara
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em alta de +1,80%, aos 186.241 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou +0,47% no dia, fechando aos 6.964 pontos.
Entre os destaques de alta do pregão, a Aura Minerals (AURA33) subiu +9%.
O movimento não esteve ligado a nenhum fato relevante específico da empresa, mas sim à valorização do ouro, que avançou cerca de +2% no mercado internacional, voltando a operar acima do patamar de US$ 5.000 por onça-troy.
A alta do metal ocorreu em um ambiente de dólar mais fraco no exterior e maior busca por ativos considerados proteção, em meio às incertezas no cenário internacional.
Como produtora de ouro, a Aura tende a reagir diretamente às oscilações da commodity, o que explica o desempenho positivo das ações no pregão.
As ações para ficar de olho essa semana: BBAS3, TOTS3, CSNA3, BBDC4, ROMI3, PSSA3, ITSA4, ITUB4
Quer ficar por dentro da agenda econômica do Brasil e do mundo?
Quer saber quais foram os principais destaques de alta e de baixa dos últimos dias?
Quer saber quais ações podem ter uma movimentação diferenciada nesta semana?
Se a sua resposta for sim, clique no link abaixo e confira o nosso programa semanal:
O BTG Pactual (BPAC11) reportou lucro líquido ajustado de quase R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de +40,3% na comparação anual e levemente acima da expectativa de R$ 4,56 bilhões, segundo consenso da LSEG.
A receita do banco somou R$ 9,09 bilhões no período, crescimento de +35,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e acima da projeção de R$ 8,9 bilhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido ajustado (ROAE) alcançou 27,6% no trimestre, ante 23,0% no mesmo período do ano passado.
O Banco Pine (PINE4) reportou lucro líquido recorrente recorde de R$ 119,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 78% na comparação anual. No acumulado do ano, o lucro somou R$ 379,6 milhões, avanço de 47% frente a 2024.
As receitas totais cresceram 241% no trimestre, alcançando R$ 496,4 milhões, enquanto o resultado operacional aumentou 355,3%, para R$ 244,7 milhões. O ROAE recorrente foi de 36,6% no período, 14,4 pontos porcentuais acima do registrado um ano antes.
A carteira de crédito expandida atingiu R$ 17,7 bilhões, crescimento de 24% em 12 meses. O consignado privado somou R$ 3,5 bilhões, alta de 16,6% frente ao trimestre anterior, e a carteira de varejo colateralizado encerrou o ano em R$ 10,6 bilhões, avanço de 27,2% na comparação anual.
O Boletim Focus desta segunda-feira (09/02) trouxe nova redução na projeção do IPCA para 2026, que passou de 3,99% para 3,97%, acumulando a quinta semana consecutiva de queda. Para 2027, a estimativa de inflação permaneceu estável em 3,80%.
No IGP-M, a projeção para 2026 recuou de 3,92% para 3,90%, enquanto para 2027 houve leve queda de 4,00% para 3,99%. Já nos preços administrados dentro do IPCA, a expectativa para 2026 caiu de 3,75% para 3,69%, e para 2027 permaneceu em 3,71%.
A estimativa de crescimento do PIB ficou estável em 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027. No câmbio, a projeção do dólar seguiu em R$ 5,50 para os dois anos.
Em relação à Selic, a expectativa para 2026 permaneceu em 12,25% ao ano, enquanto para 2027 a projeção continuou em 10,50%.
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Ao longo da semana, reforçamos a importância de o investidor não cair em narrativas que prometem previsões exatas de preços.
Ninguém sabe, de forma consistente, para onde os ativos irão no curto prazo, e tentativas de adivinhação normalmente levam a decisões ruins e perda de dinheiro.
O foco do investidor deve estar na construção de boas estratégias e carteiras bem estruturadas, e não em supostas certezas sobre movimentos futuros.
Mesmo ferramentas como a análise técnica servem para identificar zonas de interesse e tendências, não para prever eventos.
Ter método, disciplina e visão de longo prazo continua sendo muito mais relevante do que tentar “acertar o topo ou o fundo”.
CENÁRIO MACROECONÔMICO E AGENDA DA SEMANA
A semana anterior foi relativamente mais tranquila do ponto de vista macroeconômico, após o corte de juros nos Estados Unidos e a manutenção da taxa no Brasil, já com perspectiva de cortes a partir de março.
Para os próximos dias, chamamos atenção para a divulgação do payroll e do índice de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, dados importantes para definir o ritmo das próximas decisões do Federal Reserve.
No Brasil, acompanhamos a divulgação do IPCA de janeiro, com expectativa de inflação mais comportada, especialmente quando comparada aos primeiros meses dos últimos anos.
Também seguimos atentos à temporada de resultados do quarto trimestre, tanto no mercado local quanto no internacional.
DESEMPENHO DOS MERCADOS NA SEMANA
Na última semana, o Ibovespa avançou 0,8%, enquanto o S&P 500 apresentou leve queda em dólares.
O Bitcoin acumulou queda relevante, apesar de uma recuperação parcial no fim do período.
Reforçamos que a exposição a criptoativos deve ser limitada e bem dimensionada, evitando decisões emocionais em momentos de forte volatilidade.
O dólar voltou a recuar, enquanto o ouro apresentou valorização, contribuindo para um início de ano positivo para a renda variável, especialmente em mercados emergentes.
DESTAQUES NEGATIVOS ENTRE AS AÇÕES
Entre as maiores quedas da semana, destacamos a TOTVS (TOTS3), que recuou cerca de 15%, em meio a um ambiente de maior incerteza para empresas de software e tecnologia.
Apesar de bons resultados divulgados por grandes companhias globais, o mercado reagiu de forma exagerada aos anúncios de elevados investimentos em inteligência artificial.
A CSN (CSNA3) voltou a apresentar pressão negativa após rebaixamento de rating.
Reforçamos que a empresa segue com elevada alavancagem e que a venda de ativos continua sendo uma alternativa praticamente inevitável para reduzir o endividamento.
O segmento de mineração segue como principal gerador de caixa.
A Riachuelo (RCHLO3) apresentou queda na semana, influenciada também pela mudança de código, o que gerou ruído pontual no mercado.
Já a BR Partners (BRBI11) teve desempenho negativo, apesar de resultados operacionais sólidos, refletindo um ambiente ainda fraco para o mercado de capitais no Brasil.
O Bradesco (BBDC4) recuou moderadamente, mesmo após divulgar números melhores, ainda refletindo desafios relevantes, especialmente ligados à inadimplência.
A Romi (ROMI3) voltou a divulgar resultados fracos, com queda de receita, lucro e entrada de pedidos, refletindo a forte dependência do ciclo industrial doméstico.
DESTAQUES POSITIVOS ENTRE AS AÇÕES
Entre as altas da semana, Direcional (DIRR3), Cury (CURY3) e MRV (MRVE3) se beneficiaram das expectativas de corte de juros e da continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida.
Apesar de possíveis pressões de margem, destacamos a qualidade da gestão, especialmente no caso da Cury.
A Porto Seguro (PSSA3) apresentou mais um trimestre de resultados robustos, com crescimento consistente do lucro líquido e destaque para Porto Saúde, Porto Bank e seguros patrimoniais, além de sinistralidade controlada.
A Itaúsa (ITSA4) voltou a se destacar, impulsionada pelos excelentes resultados do Itaú Unibanco (ITUB4).
Reforçamos que o Itaú segue sendo o banco mais bem gerido entre os grandes, com crescimento equilibrado, inadimplência controlada e geração de resultados superior aos pares, o que sustenta expectativas positivas de dividendos para 2026.
A Multiplan (MULT3) apresentou números operacionais sólidos, com crescimento de vendas, margens em expansão e elevada taxa de ocupação.
Apesar da queda no lucro líquido em função da recompra de ações, avaliamos o trimestre como positivo.
LEITURA TÉCNICA E ATIVOS NO RADAR
Do ponto de vista técnico, o Ibovespa segue em tendência clara de alta, sem sinais consistentes de reversão.
O dólar atingiu níveis próximos aos fundos de 2019, mantendo viés de queda, com suporte relevante na região dos R$ 5,00 e próximo alvo em R$ 4,70.
Entre os ativos acompanhados, Itaúsa (ITSA4) e Banco do Brasil (BBAS3) seguem em canais de alta, embora nossa visão fundamentalista sobre o BBAS3 seja mais cautelosa.
A Ferbasa (FESA4) permanece em tendência positiva de curto prazo, apesar da volatilidade recente.
Também acompanhamos a WEG (WEGE3), que, após forte recuperação, pode buscar rompimento de máximas históricas, impulsionada por investimentos e perspectivas positivas para 2026.
DESEMPENHO DAS NOSSAS CARTEIRAS DE AÇÕES
Abaixo, você confere o desempenho das nossas Carteiras Recomendadas de Ações de Longo Prazo, todas construídas com fundamentos sólidos, diversificação e histórico de retornos acima da média do mercado:
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