Ibovespa recua 0,18% na semana; trégua entre EUA e China e dados de inflação movimentam o mercado

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Principais Bolsas 

No último pregão da semana, as principais bolsas fecharam em direções opostas.

No Brasil, o Ibovespa caiu -0,18%, aos 136.865 pontos. No acumulado da semana, o Ibov recuou -0,18%.

Já nos Estados Unidos, o S&P500 apresentou uma alta de +0,52%, fechando o dia em 6.173 pontos. Considerando a variação semanal, o S&P avançou +3,41%.

EUA e China avançam em trégua comercial; dados de inflação movimentam o cenário macro

A sexta-feira (27/06) foi de notícias importantes no cenário macro.

EUA e China formalizaram um acordo comercial que confirma a trégua negociada no começo do mês. O pacto suspende tarifas por 90 dias, prevê revisão nos controles de exportação e reduz algumas restrições aplicadas pelos americanos contra os chineses.

Do lado de Pequim, a promessa é liberar exportações de itens sensíveis — dentro da legislação local. Já Washington se compromete a retirar algumas barreiras, mas sem detalhar quais.

O acordo foi assinado dois dias antes e chega num momento crítico: até 9 de julho, tarifas de até 50% podem voltar a valer.

Além disso, o dia trouxe dados econômicos nos dois lados do globo.

Nos EUA, o núcleo do PCE — que exclui alimentos e energia — subiu +0,2% em maio, um pouco acima da projeção de +0,1%. No acumulado de 12 meses, a alta foi de +2,7%, também acima do esperado.

O índice cheio veio dentro do previsto: +0,1% no mês e +2,3% no ano. Os números reforçam o cenário de inflação ainda resistente por lá, o que sustenta a postura mais cautelosa do Fed em relação aos cortes de juros.

Aqui no Brasil, o IGP-M recuou -1,67% em junho — bem mais do que o mercado esperava (-1,02%). No acumulado de 12 meses, o índice sobe +4,39%.

A maior contribuição pra queda veio do IPA (-2,53%), puxado pelo recuo das matérias-primas brutas. O IPC caiu -0,22% e o INCC subiu +0,96%.

Esses números se somam ao IPCA-15, divulgado ontem, e reforçam o cenário de inflação um pouco mais favorável por aqui.

Um grande abraço e ótimos investimentos

Tiago

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📰 Notícia do Dia:

Nike (NIKE34): prevê impacto de US$ 1 bi com tarifas e acelera saída da China; ações sobem após lucro superar expectativas. Saiba mais.

Serena Energia (SRNA3): acionistas aprovam dispensa de OPA em processo de saída do Novo Mercado e mudança para categoria “B”. Saiba mais.

📹 Vídeo do Dia: O BANCO SANTANDER VAI SAIR DA B3? SANB11, SANB4, SANB3

📑 Artigo do Dia: O pior cego (investidor) é aquele que não quer ver

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Núcleo do PCE dos EUA sobe acima do esperado em maio e reforça cautela com juros

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O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) nos Estados Unidos, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em maio na comparação mensal, segundo o Departamento de Comércio.

O dado veio levemente acima da projeção dos analistas consultados pela Reuters, que esperavam alta de 0,1%. Na base anual, o núcleo do PCE teve avanço de 2,7%, também acima da expectativa de 2,6%.

Já o PCE cheio subiu 0,1% no mês e acumulou alta de 2,3% em 12 meses, em linha com as estimativas.

Os dados reforçam o cenário de inflação ainda resistente nos EUA, o que pode manter o Federal Reserve em postura mais cautelosa quanto a eventuais cortes de juros no curto prazo.

Nike (NIKE34) estima impacto de US$ 1 bi com tarifas e acelera saída da China

Nike comunica que CEO da empresa vai deixar o cargo

A Nike (NIKE34)  prevê que as tarifas dos EUA elevarão seus custos em cerca de US$ 1 bilhão e pretende reduzir a produção na China, que hoje representa 16% dos calçados importados pela marca. A meta é levar esse percentual a um dígito alto até maio de 2026, transferindo a fabricação para outros países.

Para mitigar os custos, a empresa tem reajustado preços e renegociado com fornecedores. As ações subiram 11% no pós-mercado após a Nike projetar queda menor na receita do 1º tri fiscal e reportar lucro acima do esperado.

A receita caiu 12%, para US$ 11,1 bi, superando as estimativas. Na China, o desempenho segue fraco e a recuperação deve ser lenta.

Serena Energia (SRNA3) tem dispensa de OPA aprovada por acionistas

serena energia

A Serena Energia (SRNA3) informou que seus acionistas aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária, a dispensa da obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) por participação relevante, no contexto da proposta de conversão de seu registro de companhia aberta da categoria “A” para “B” e da saída do Novo Mercado da B3.

A decisão está relacionada à OPA anunciada em maio pelos fundos das gestoras Actis e GIC, que pretendem fechar o capital da companhia. A oferta prevê o pagamento de R\$ 11,74 por ação.

O pior cego (investidor) é aquele que não quer ver

Exterior

Antes da crise de 2008, o que o investidor Tiago mais gostava era de ir nos encontros da Apimec.

Geralmente, havia um café depois das apresentações, onde os investidores podiam conversar com pessoas de outras empresas.

De vez em quando, os gestores das companhias deixavam “escapar” alguma novidade que não estava nos relatórios.

Lembro de uma reunião em que eu conversava com um amigo e com o vice-presidente de uma companhia, que comentou sobre a perspectiva negativa para sua empresa nos anos seguintes.

Basicamente, ele disse que não entendia o porquê das ações terem valorizado tanto, e que ele não as venderia, pois não podia.

Afinal, elas eram da família que controlava essa empresa.

No caminho de volta, comentei com o meu amigo que, se eu tivesse ações daquela empresa, estaria inclinado a vender.

Pois, se uma das pessoas mais entendidas da empresa disse que gostaria de vender tais ações, então por qual motivo eu iria mantê-las?

O meu amigo, com cara de poucos amigos, então me olhou e disse: “eu tenho, mas não vendo no prejuízo“.

  • Moral da história 1: tem investidor tão obcecado em não mudar de opinião e admitir que está errado, ou em focar nas ”baboseiras” do tipo “só perco se eu vender”, que mesmo se o dono da empresa falar que a companhia é ruim, esse investidor não venderia as ações;
  • Moral da história 2: no mercado tem gente que gosta de estar certa, e tem gente que prefere ganhar dinheiro;
  • Moral da história 3: faz tempo que não falo com esse amigo, mas após 15 anos do ocorrido, essa ação foi recuperar o mesmo patamar de preços somente em 2021;
  • Moral da história 4: o pior cego (investidor) é aquele que não quer ver.

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Ibovespa sobe +0,99% com IPCA-15 abaixo do esperado; revogação do IOF animam o mercado

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IPCA abaixo do esperado e revogação do IOF animam o mercado

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (26/06), embalado por dois fatores: a prévia da inflação de junho abaixo do esperado e o alívio com a revogação do aumento do IOF, aprovada na noite anterior, depois do fechamento do pregão.

Logo cedo, saiu o IPCA-15: alta de +0,26% no mês, abaixo dos +0,30% projetados. Em 12 meses, o índice desacelerou pra +5,27% — também abaixo da expectativa, que era de +5,31%.

O grupo Habitação puxou a alta, enquanto Alimentação e bebidas caiu, depois de nove meses seguidos subindo.

E o segundo ponto veio do Congresso: Câmara e Senado aprovaram o projeto que cancela o decreto que aumentava o IOF.

A medida, que já começa a valer, derruba as mudanças nas alíquotas de crédito, câmbio, cartões internacionais e previdência.

Apesar de ser visto como um revés fiscal pro governo, o mercado recebeu bem, principalmente porque ajuda a reduzir o custo financeiro pra empresas e pessoas físicas.

São Carlos vende R$ 308 milhões em imóveis e reforça foco em reciclagem

A São Carlos (SCAR3) anunciou a venda de 19 imóveis da sua vertical Best Center — sendo 15 centros de conveniência e 4 lojas de rua — pro FII TG Renda Urbana Master. Valor da operação: R$ 308,5 milhões.

Pra ter ideia da relevância, isso representa mais de 30% do valor de mercado da empresa.

O pagamento será feito assim: R$ 228,6 milhões em dinheiro e R$ 79,9 milhões em cotas subordinadas do fundo.

Os imóveis somam 45 mil m² de ABL, e a própria São Carlos vai seguir como administradora, mantendo 90% do lucro em caso de futuras vendas.

Essa movimentação faz parte da estratégia da companhia de reciclar o portfólio. A empresa também estuda montar novos FIIs com os imóveis restantes da Best Center e com ativos de escritórios.

Com a venda, o portfólio da São Carlos fica com 50 imóveis, 304,3 mil m² de ABL e valor de mercado estimado em R$ 3,1 bilhões.

Um grande abraço e ótimos investimentos

Tiago

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📊 Nossos Resultados (atualizados diariamente): Relatório de Performance

📰 Notícia do Dia:

PIB dos EUA: economia encolhe 0,5% no 1º tri, acima da queda prevista, com impacto de tarifas e consumo fraco. Saiba mais.

Locadoras caem: ações de Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) recuam com expectativa de novo programa do governo para baratear carros populares. Saiba mais.

IPCA-15: prévia da inflação desacelera para 0,26% em junho e fica abaixo das expectativas do mercado. Saiba mais.

São Carlos (SCAR3): vende 19 imóveis da Best Center por R$ 308,5 mi, parte em caixa e parte em cotas de FII; ativos somam 45 mil m² de ABL. Saiba mais.

IOF: Congresso derruba aumento do imposto e restabelece alíquotas anteriores para câmbio, cartões e crédito. Saiba mais.

📹 Vídeo do Dia: AS AÇÕES PARA FICAR DE OLHO ESSA SEMANA | BHIA3, MDNE3, ARML3, EMBR3, PNVL3, DIRR3, MULT3, ODPV3

📑 Artigo do Dia: Quando devo vender minhas ações? 

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PIB dos EUA encolhe mais que o previsto no 1º tri com impacto das tarifas e consumo fraco

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A economia dos Estados Unidos contraiu 0,5% no primeiro trimestre de 2025, segundo revisão divulgada nesta quinta-feira (26/06) pelo Departamento de Comércio, intensificando a estimativa anterior de queda de 0,2%.

A principal razão foi a revisão para baixo dos gastos dos consumidores, que avançaram apenas 0,5%, ante 1,2% na leitura anterior.

A retração foi amplificada pelo aumento das importações no início do ano, quando empresas anteciparam compras para evitar tarifas do governo Trump. Esse movimento distorceu o desempenho do trimestre e reduziu a demanda doméstica, que subiu 1,9%, abaixo dos 2,5% informados antes.

Apesar da perspectiva de recuperação no segundo trimestre — com projeção do Fed de Atlanta apontando crescimento de 3,4% —, analistas alertam que o impulso é pontual. Dados de consumo, mercado de trabalho e setor imobiliário indicam que a atividade segue perdendo força.

IPCA-15 desacelera para 0,26% em junho e vem abaixo do esperado

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A prévia da inflação oficial medida pelo IPCA-15 subiu 0,26% em junho, desacelerando frente aos 0,36% registrados em maio, segundo o IBGE.

Em 12 meses, o índice acumula alta de 5,27%, também inferior aos 5,40% do período anterior. O resultado mensal ficou abaixo da projeção do mercado, que esperava avanço de 0,30%, com a taxa anual estimada em 5,31%.

O principal impacto veio do grupo Habitação, com alta de 1,08%, seguido por Vestuário (0,51%). Já Alimentação e bebidas recuou 0,02%, registrando sua primeira queda após nove meses de alta.

São Carlos (SCAR3) vende 19 imóveis da Best Center por R$ 308,5 milhões

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A São Carlos (SCAR3) anunciou a venda de 19 imóveis da vertical Best Center, sendo 15 centros de conveniência e 4 lojas de rua, para o FII TG Renda Urbana Master, por R$ 308,5 milhões.

Do total, R$ 228,6 milhões serão recebidos em caixa e R$ 79,9 milhões em cotas subordinadas do fundo.

Os ativos somam cerca de 45 mil m² de área bruta locável (ABL), e a Best Center seguirá como administradora dos imóveis, mantendo direito a 90% do lucro futuro com eventuais vendas.

A empresa também avalia estruturar novos FIIs com os demais ativos da Best Center e do segmento de escritórios. Com a operação, o portfólio da São Carlos passa a contar com 50 imóveis, somando 304,3 mil m² de ABL e valor de mercado de R$ 3,1 bilhões.

Congresso derruba aumento do IOF e restabelece alíquotas anteriores

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O Senado e a Câmara aprovaram nesta quarta-feira (25/06) o projeto que revoga o aumento do IOF, imposto que havia sido elevado por decreto presidencial. Com isso, voltam a valer as alíquotas anteriores para operações como câmbio, cartões internacionais e crédito a empresas.

A decisão entra em vigor imediatamente, sem necessidade de sanção presidencial. O aumento derrubado incluía, por exemplo, a alíquota de 3,5% em cartões internacionais, agora retornando a 3,38%. Já na compra de moeda estrangeira em espécie e remessas para o exterior, o imposto volta a 1,1%.

A medida representa um revés fiscal para o governo, que estimava arrecadar R$ 10 bilhões com o aumento. A derrubada, aprovada de forma simbólica, acentuou a tensão entre o Congresso e o Executivo, especialmente após críticas recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

A Medida Provisória que trata da tributação de investimentos como LCI, LCA e debêntures incentivadas segue em tramitação e não foi afetada pela revogação do aumento do IOF.