Ibovespa cai; amanhã não haverá pregão devido ao feriado
Na véspera do feriado nacional, o Ibovespa caiu –0,73%, aos 155.380 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 subiu +0,38%, aos 6.642 pontos.
O dia foi mais lento, sem indicadores relevantes no Brasil ou no exterior.
O foco ficou na expectativa para o balanço da NVIDIA (NVDC34, NVDA), que será divulgado após o fechamento, um dos eventos mais importantes da semana.
Mesmo com o feriado no Brasil amanhã, as bolsas lá fora devem reagir normalmente ao resultado.
Motiva (MOTV3) vende operação de aeroportos
A Motiva (MOTV3) anunciou a venda de toda a sua operação de aeroportos no Brasil e na América Latina para a mexicana ASUR.
A transação avalia os ativos em R$ 11,5 bilhões, considerando R$ 6,5 bilhões em dívida. Ao todo, 20 aeroportos fazem parte do acordo, sendo 17 no Brasil.
A conclusão está prevista para 2026, após as aprovações regulatórias. Segundo a companhia, os recursos serão usados para reduzir endividamento e reforçar o foco em rodovias e transporte sobre trilhos.
Ações da Braskem disparam
As ações da Braskem (BRKM6)dispararam, fechando o pregão com alta de mais de 9%.
A classe BRKM5 chegou a abrir em alta, mas perdeu força ao longo do dia e acabou fechando praticamente estável, com avanço de +0,63%.
O movimento foi impulsionado pelo avanço nas negociações para que a IG4 Capital, representando os grandes bancos credores, assuma a participação da Novonor, com possibilidade de assinatura do acordo ainda nesta semana e troca completa da gestão após a conclusão.
Além disso, o Senado aprovou o PL 892/2025, que cria o programa PRESIQ, voltado a subsídios para o setor químico. O texto segue agora para sanção presidencial.
Seguem as principais notícias dessa terça-feira (18/11):
Ibovespa cai; POMO4 pagará dividendos de 11%
No pregão de hoje, o Ibovespa caiu –0,30%, atingindo 156.522 pontos.
Já nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou o pregão com queda de –0,83%, aos 6.617 pontos.
Entre os destaques do dia, as ações da Marcopolo (POMO4) subiram 3,6%.
A alta ocorreu após a companhia aprovar o pagamento de JCP de R$ 0,09 por ação, referente ao exercício atual, e a distribuição de dividendos de R$ 0,69 por ação.
Dessa forma, o valor total líquido dos proventos é de R$ 0,76 por ação, com um yield aproximado de 11%.
A “data-com” será no próximo dia 24/11/2025. Já o pagamento ocorrerá em 15/12/2025.
Considerando a nossa primeira recomendação, no início de 2022, o valor recebido representa um yield de 28%.
Nada mal.
Liquidação do Banco Master: O que fazer agora?
Na manhã de hoje (18/11), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
A medida ocorre cerca de um mês após o BC vetar a venda de uma fatia do Master ao BRB e encerra também as negociações anunciadas com o Grupo Fictor.
Além disso, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passará a ressarcir os clientes dentro das regras vigentes: até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, respeitando o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
Importante ressaltar que o valor que será devolvido pelo FGC engloba os rendimentos já auferidos nas aplicações, até a data de hoje.
Pensando em explicar mais detalhes do que aconteceu e como deverá ser o processo para a recuperação dos valores investidos, te convido a assistir ao vídeo abaixo:
Seguem as principais notícias dessa segunda-feira (17/11):
Ibovespa inicia a semana em baixa; CLSC4 dispara
O Ibovespa iniciou a semana em baixa de –0,47%, encerrando o dia aos 156.992 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 também caiu, recuando –0,92%, aos 6.672 pontos.
O principal destaque de alta foi a Celesc (CLSC4), que disparou +5,02% no dia de hoje.
A companhia reportou resultados fortes no terceiro trimestre de 2025, com o lucro líquido consolidado disparando 123,4%, atingindo R$ 170,1 milhões.
No mesmo período do ano anterior, o lucro havia sido de R$ 76,1 milhões.
O EBITDA consolidado também teve um salto expressivo de 66,4%, chegando a R$ 420,5 milhões.
O desempenho foi impulsionado pela Celesc Distribuição (Celesc D), que viu seu EBITDA crescer 77,7%. A receita foi beneficiada pelo reajuste tarifário de 13,53%, aplicado em agosto de 2025.
Resultados muito fortes da Celesc. Não à toa, consideramos a estatal uma das ações mais baratas do setor de energia.
Inclusive, não é nenhum exagero dizer que é a mais barata.
As ações para ficar de olho essa semana: HAPV3, TAEE11, BPAC11, LEVE3, TRIS3, GMAT3, PSSA3, BBAS3
Quer ficar por dentro da agenda econômica do Brasil e do mundo?
Quer saber quais foram os principais destaques de alta e de baixa dos últimos dias?
Quer saber quais ações podem ter uma movimentação diferenciada nesta semana?
Se a sua resposta for sim, clique no link abaixo e confira o nosso programa semanal:
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Nesta semana, comentamos os principais destaques do cenário econômico e fazemos uma leitura dos resultados corporativos que influenciaram o mercado.
A análise reúne inflação, juros, setores e empresas que apresentaram movimentos relevantes.
CENÁRIO MACROECONÔMICO: INFLAÇÃO MAIS FRACA E HUMOR POSITIVO
A divulgação de um IPCA mais comportado reforçou a percepção de que a inflação segue em trajetória de acomodação. Isso ampliou as expectativas de que o Banco Central poderá considerar cortes na Selic ao longo de 2025.
Mesmo com a semana mais curta devido ao feriado, o Ibovespa manteve o movimento positivo e renovou máximas históricas.
O dólar oscilou e o Bitcoin corrigiu, mas o mercado segue reagindo bem ao ambiente interno mais favorável, apesar dos ruídos externos.
HAPVIDA (HAPV3): QUEDA EXAGERADA E RISCO ANTIGO REPRECIFICADO
A forte baixa da Hapvida chamou atenção. Os resultados não foram ruins, mas a empresa enfrenta desafios já conhecidos ligados à qualidade do atendimento — ponto central da tese.
O movimento mais intenso parece ter vindo de fluxo vendedor pontual, possivelmente de grandes players.
Mesmo assim, a queda parece exagerada e típica dos momentos em que o mercado revisita riscos antigos.
GRUPO MATEUS (GMAT3): OPERAÇÃO ROBUSTA, MAS SSS PRESSIONA CURTO PRAZO
O trimestre trouxe crescimento sólido de receita e lucro, mas o mercado reagiu negativamente ao indicador de vendas em mesmas lojas, que ficou estável e abaixo da inflação.
Mesmo assim, o Grupo Mateus segue competitivo no Norte e Nordeste, mantendo diferenciais importantes em sua atuação regional.
PORTO SEGURO (PSSA3): OPERAÇÃO FORTE E IMPACTO DA EXPECTATIVA DE JUROS
A Porto entregou mais um trimestre consistente, com avanços importantes em Porto Saúde e Porto Bank.
Como parte relevante do lucro vem do resultado financeiro, a perspectiva de queda dos juros causa ajustes de curto prazo.
Ainda assim, juros menores tendem a estimular atividade, o que costuma ser positivo para seguros.
A queda recente reflete mais exagero do mercado do que mudanças nos fundamentos.
BANCO DO BRASIL (BBAS3): INADIMPLÊNCIA PRESSIONA RESULTADOS
O Banco do Brasil divulgou números pressionados pela carteira agro e pela pessoa física. A inadimplência elevou custos e reduziu rentabilidade.
Alguns bancos concorrentes têm mostrado maior capacidade de navegar este ciclo.
A normalização dos resultados do BBAS3 deve acontecer, mas exige recuperação macro e melhora gradual da carteira.
MBRF: CONSOLIDAÇÃO E FLUXO DE CAIXA POSITIVO
A holding apresentou receita crescente e fluxo de caixa livre positivo.
Apesar de lucro menor, o mercado reagiu bem ao conjunto das operações, que reforçam eficiência e escala do grupo formado por Marfrig + BRF.
TRISUL (TRIS3): UM DOS MELHORES TRIMESTRES RECENTES
A Trisul teve um trimestre de destaque:
• recorde de lançamentos, • vendas fortes, • margens elevadas.
Mesmo com juros ainda altos, empresas bem geridas do setor imobiliário continuam apresentando excelente execução.
METAL LEVE (LEVE3): PREVISIBILIDADE E BOA GERAÇÃO DE CAIXA
A empresa manteve seu padrão de estabilidade: receita maior, lucro crescente e caixa bem administrado.
É uma companhia que entrega exatamente o que o mercado espera, consistência e previsibilidade.
ALLOS (ALOS3): DIVIDENDOS MENSAIS EM 2026 E EFICIÊNCIA OPERACIONAL
A Allos reportou mais um trimestre muito forte. O anúncio de dividendos mensais de cerca de R$ 0,30 em 2026 chamou atenção, indicando yield acima de 13%.
A empresa reforça seu papel como líder consolidada no setor de shoppings.
TAESA (TAEE11): SETOR PREVISÍVEL E DISCUSSÃO SOBRE ALAVANCAGEM
A Taesa segue como referência em transmissão de energia, setor conhecido pela estabilidade contratual.
A discussão sobre alavancagem é natural, mas precisa ser contextualizada: empresas desse segmento operam com dívidas estruturais compensadas por fluxo de caixa altamente previsível.
BTG (BPAC11): TRIMESTRE IMPECÁVEL EM TODAS AS LINHAS
O BTG apresentou mais um trimestre excepcional.
Receita, lucro e retorno avançaram de forma robusta, reforçando a eficiência do modelo de banco de investimento, muito diferente do estilo dos grandes bancos tradicionais.
LEITURA FINAL: FUNDAMENTOS CONTINUAM PREVALECENDO
Mesmo com volatilidade natural de curto prazo, os resultados mostram empresas sólidas, bem geridas e com capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos.
Seguimos atentos aos setores com melhor relação risco-retorno e às empresas com mais capacidade de gerar valor de forma consistente.
DESEMPENHO DAS NOSSAS CARTEIRAS DE AÇÕES
Abaixo, você confere o desempenho das nossas Carteiras Recomendadas de Ações de Longo Prazo, todas construídas com fundamentos sólidos, diversificação e histórico de retornos acima da média do mercado:
COMO TER ACESSO ÀS NOSSAS CARTEIRAS
Essas carteiras fazem parte da assinatura Capitalizo Invest, que oferece acesso imediato a análises detalhadas, relatórios exclusivos e recomendações práticas para investir com consistência e segurança.
Clique no botão abaixo e comece agora mesmo a investir com estratégia e foco em resultados.
Seguem as principais notícias dessa sexta-feira (14/11):
Ibovespa fecha a semana em alta
No último pregão da semana, o Ibovespa fechou o dia aos 157.738 pontos, subindo 0,37%.
No acumulado semanal, o IBOV avançou 2,4%, essa foi a quinta alta semanal seguida do índice.
Já nos Estados Unidos, o S&P 500 apresentou uma leve baixa de 0,05%, aos 6.734 pontos. Nesta semana, o S&P subiu 0,1%.
3 vezes mais dividendos
Nos últimos anos, uma série de empresas tem tomado medidas bastante interessantes em suas políticas de pagamento de dividendos.
Um exemplo foi a JHSF (JHSF3), que instituiu o pagamento de dividendos mensais.
Outro exemplo é o da Alupar (ALUP11), que colocou um prazo máximo de 90 dias para o crédito dos dividendos na conta do investidor, antes disso, o pagamento demorava meses para ser efetivado.
Seguindo esses conceitos, a Allos (ALOS3), maior empresa de shoppings da América Latina, também começou a pagar dividendos todos os meses, desde o início deste ano, no valor de R$ 0,10.
Na última quarta-feira (12/11), a companhia foi ainda mais longe, anunciando que aumentará para R$ 0,30 o pagamento mensal de dividendos.
Para falar desse belo caso da Allos, preparei um vídeo comentando sobre o tema:
Seguem as principais notícias dessa quinta-feira (13/11):
Ibovespa recua; Hapvida (HAPV3) despenca
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em queda de -0,30%, aos 157.162 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu -1,66%, fechando o dia aos 6.737 pontos.
O pregão desta quinta-feira foi marcado por forte volatilidade, com foco na reta final da temporada de balanços.
Sem indicadores relevantes no Brasil ou no exterior, os investidores reagiram principalmente aos resultados corporativos.
A Hapvida (HAPV3) foi o grande destaque negativo, despencando mais de 42% após divulgar números fracos e sofrer corte de recomendação pelo JP Morgan.
Banco do Brasil (BBAS3) decepciona
O Banco do Brasil (BBAS3) também decepcionou: o lucro líquido ajustado caiu 60,2% no ano, para R$ 3,8 bilhões, pressionado pelo aumento de 77,7% nas provisões para devedores duvidosos, especialmente na carteira agro, levando o banco a revisar para baixo sua projeção de lucro para 2025.
Allos (ALOS3) sobe com anúncio de dividendos
Na ponta positiva, a Allos (ALOS3) figurou entre as maiores altas do Ibovespa após anunciar que pretende triplicar a distribuição mensal de dividendos a partir de 2026, o que elevou o otimismo sobre os papéis e impulsionou o setor de shoppings.
Seguem as principais notícias dessa quarta-feira (12/11):
Temporada de balanços segue movimentando o mercado
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em queda de -0,07%, atingindo 157.632 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou o dia subindo +0,06%, aos 6.850 pontos.
Entre os destaques de alta, a Taesa (TAEE11) subiu +5%, após apresentar números sólidos no 3T25.
O pregão desta quarta-feira (12/11) foi novamente marcado pelo avanço da temporada de resultados corporativos no Brasil, que segue em seu período mais movimentado.
Sem divulgações macroeconômicas relevantes — tanto no cenário doméstico quanto no exterior, o foco do mercado permaneceu voltado para os balanços das companhias listadas na B3.
Taesa (TAEE11) lucra R$ 323 milhões no 3T25
A Taesa registrou lucro líquido de R$ 323,3 milhões no 3T25 (+5,2% a/a), impulsionado pelo crescimento de 9,8% na receita líquida regulatória, que atingiu R$ 650,5 milhões, refletindo reajustes inflacionários e a entrada em operação de novos projetos.
O EBITDA regulatório subiu 12,6%, para R$ 548,8 milhões, e a companhia anunciou a distribuição integral do lucro trimestral em proventos, totalizando R$ 323,3 milhões.
B3 (B3SA3) mantém eficiência e mostra resiliência nos resultados
A B3 reportou receita líquida de R$ 2,49 bilhões (+2,1% a/a) e EBITDA recorrente de R$ 1,73 bilhão (+1,2%), com lucro líquido de R$ 1,25 bilhão (+3,5%).
A diversificação das receitas, com melhor desempenho nos segmentos de renda fixa e tecnologia, ajudou a compensar a fraqueza no mercado de ações.
As despesas operacionais cresceram apenas 1,2%, abaixo da inflação, reforçando a eficiência operacional da companhia.
Seguem as principais notícias dessa terça-feira (11/11):
Ibovespa sobe novamente; Natura despenca após resultados fracos
No pregão desta terça-feira (11/11), o Ibovespa subiu +1,60%, aos 157.748 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou o dia em alta de +0,21%, aos 6.846 pontos.
Entre os destaques do dia, Natura (NATU3) liderou as maiores quedas da bolsa após divulgar resultados bem abaixo do esperado no 3T25.
A companhia registrou receita líquida de R$ 5,2 bilhões (-13,1% a/a), pressionada pela desaceleração do consumo no Brasil, interrupções temporárias na Argentina devido à integração da Avon, e pelos efeitos da hiperinflação no país.
O EBITDA recorrente caiu 33,7%, para R$ 577 milhões, com margem de 11,1%, e a empresa reverteu o lucro do ano anterior, registrando prejuízo líquido de R$ 119 milhões.
As ações despencaram mais de 15% no pregão.
A temporada de balanços segue intensa na B3, com um volume elevado de empresas divulgando resultados entre o fechamento de ontem e hoje, mantendo a agenda corporativa como principal foco do mercado ao longo da semana.
IPCA vem abaixo do esperado
O pregão também foi marcado pela divulgação do IPCA de outubro, único dado macroeconômico relevante do dia, e que veio melhor do que o esperado.
A inflação avançou +0,09%, abaixo da projeção do mercado (+0,16%) e bem abaixo dos +0,48% registrados em setembro, registrando o menor resultado para um mês de outubro desde 1998.
No acumulado de 2025, o índice chegou a +3,73%, enquanto a leitura em 12 meses ficou em +4,68%, ligeiramente abaixo da expectativa de +4,75%.
O alívio veio principalmente da energia elétrica (-2,39%), após a mudança da bandeira vermelha patamar 2 para o patamar 1, além das quedas nos preços de aparelhos telefônicos e seguro voluntário de veículos.
Seguem as principais notícias dessa segunda-feira:
Ibovespa inicia a semana em alta; CBAV3 dispara
O Ibovespa iniciou a semana em alta de +0,77%, encerrando o dia aos 155.257 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 também subiu, avançando +1,54%, aos 6.832 pontos.
O principal destaque de alta foi a CBA (CBAV3), que disparou +5,7% no dia de hoje.
A CBA (CBAV3) registrou lucro líquido de R$ 131 milhões no 3T25, alta de 51% em relação ao 3T24 e reversão do prejuízo do trimestre anterior.
A receita líquida avançou 5%, para R$ 2,3 bilhões. O EBITDA ajustado recuou 43% na base anual, para R$ 234 milhões, com margem de 10%, uma queda de 9 pontos percentuais.
Na comparação trimestral, houve melhora operacional, com crescimento de 24% no EBITDA e normalização da produção de alumínio, que atingiu 93 mil toneladas após paradas de manutenção.
Bons resultados, que mostram a clara tendência de recuperação da empresa, movimento oposto ao da Oi (OIBR3), cuja falência foi decretada nesta segunda-feira (10) pela Justiça do Rio de Janeiro, encerrando definitivamente o processo de recuperação judicial iniciado em 2016.
A decisão prevê a liquidação dos ativos e a continuidade provisória das operações, até que outras empresas assumam os serviços, marcando o fim de um dos maiores processos de recuperação judicial da história do país.
As ações para ficar de olho essa semana: BEEF3, BBSE3, SUZB3, PETR4, AURA33, BMEB4, VAMO3, ALPA4, GUAR3
Esta semana promete ser bastante movimentada.
No Brasil, teremos o anúncio do IPCA de outubro, que deverá registrar alta modesta, em torno de 0,2%, reforçando a trajetória de preços sob controle, o que abre espaço para um possível corte na Selic em 2026.
A temporada de balanços segue intensa, com destaque para a divulgação dos resultados do Banco do Brasil (BBAS3), na quarta-feira (12/11).
Confira esses e outros destaques no nosso vídeo semanal:
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Mais uma semana de forte desempenho para a Bolsa brasileira, reforçando o momento positivo dos ativos locais e a consolidação de um cenário mais construtivo para o investidor de longo prazo.
O Ibovespa subiu cerca de 3%, batendo novo recorde histórico e encerrando a semana aos 154 mil pontos.
Mesmo com o avanço, mantemos a visão de que ainda há espaço para valorização, já que boa parte das empresas segue descontada em relação a seus fundamentos.
CENÁRIO MACROECONÔMICO E JUROS
Como esperado, o Copom manteve a taxa Selic inalterada.
Apesar do tom mais conservador no comunicado, os últimos dados reforçam que há espaço crescente para cortes de juros em 2026, especialmente diante da desaceleração da inflação e da valorização recente do real.
O IPCA de outubro deve registrar alta modesta, próxima de 0,2%, reforçando a trajetória de preços sob controle.
A leitura geral continua favorável: dólar mais fraco, inflação em queda e crescimento moderado — cenário que tende a sustentar a confiança e o fluxo de capital para a renda variável.
RESULTADOS CORPORATIVOS E DESTAQUES DA SEMANA
A temporada de balanços segue intensa, com diversas companhias apresentando resultados sólidos e consistentes. A seguir, os principais destaques da semana:
MINERVA (BEEF3)
Apesar da queda de quase 15% na semana, o resultado foi positivo.
A receita líquida cresceu 82%, o lucro líquido aumentou 28%, atingindo R$ 120 milhões, e o fluxo de caixa livre alcançou R$ 2,5 bilhões, o melhor da história da empresa.
A alavancagem segue em queda, no menor nível desde 2022. Mesmo com a reação negativa do mercado, os números reforçam a recuperação estrutural da companhia.
SUZANO (SUZB3)
Os resultados foram neutros, com receita estável e queda de 40% no lucro líquido.
Contudo, o lucro contábil é afetado por variações cambiais e itens não recorrentes.
Operacionalmente, a empresa segue muito bem — custos de produção em queda e margens preservadas, mesmo com preços mais baixos da celulose.
A Suzano permanece como uma das companhias mais eficientes e resilientes do setor.
GUARARAPES (GUAR3 / Riachuelo)
A empresa surpreendeu positivamente, com alta de 63% no lucro líquido, alcançando R$ 74 milhões.
O Ebitda subiu 15%, chegando a R$ 402 milhões — recorde histórico.
As vendas em mesmas lojas cresceram pelo nono trimestre consecutivo, e a margem bruta atingiu quase 60%, também recorde.
A empresa mantém inadimplência em queda e boas perspectivas com a possível venda de ativos imobiliários.
ALPARGATAS (ALPA4)
Mais um trimestre de forte recuperação.
A receita cresceu 8%, o Ebitda disparou quase 90% e o lucro líquido subiu 132%, atingindo R$ 174 milhões.
A gestão da controladora Itaúsa trouxe eficiência e solidez financeira — hoje a empresa possui caixa líquido de R$ 400 milhões, reflexo da disciplina operacional.
VAMOS (VAMO3)
As prévias já indicavam um bom resultado, e o balanço confirmou a consistência do modelo de negócios.
Os juros ainda altos impactam o lucro líquido, mas o desempenho operacional segue forte.
O Grupo JSL como um todo continua crescendo de forma coordenada e sustentável.
PETROBRAS (PETR4)
A estatal apresentou resultado neutro: receita de R$ 128 bilhões, estável em relação ao ano anterior, e lucro líquido de R$ 32,7 bilhões.
A produção subiu 8%, o endividamento ficou controlado, e o dividendo anunciado foi de R$ 0,94 por ação (3% de yield), levemente acima do esperado.
A tendência, contudo, é de redução gradual dos pagamentos trimestrais.
BANCO MERCANTIL (BMEB4)
Um dos melhores resultados do trimestre.
O lucro líquido atingiu R$ 254 milhões, alta de 30%, com ROE anualizado de 45%.
Esse foi o 12º trimestre consecutivo de recorde histórico, sustentado por crescimento de 31% na carteira de crédito e 35% nas receitas de serviços.
O banco reforça sua posição como excelente pagador de dividendos para os próximos anos.
AURA MINERALS (AURA33)
A companhia divulgou números muito fortes, impulsionados pela alta do ouro e pela recorde de produção.
A receita líquida cresceu 60%, chegando a US$ 450 milhões, com fluxo de caixa livre de US$ 151 milhões (+91%).
A alavancagem praticamente desapareceu, e há expectativa de dividendo extraordinário ainda em 2025 ou início de 2026.
BB SEGURIDADE (BBSE3)
Mais um trimestre sólido: lucro líquido de R$ 2,6 bilhões, alta de 13%.
O desempenho foi forte em todas as subsidiárias, com ROE acima de 50% e guidance superado.
A empresa segue como referência em eficiência, previsibilidade e pagamento recorrente de dividendos.
PERSPECTIVA ESTRATÉGICA
Mesmo com a sequência de altas do Ibovespa, não vemos sinais de euforia exagerada.
O mercado continua seletivo, com forte assimetria de preços entre grandes companhias e small caps.
Muitos ativos ainda estão descontados, e o cenário de juros em queda para 2026 deve reforçar o fluxo positivo para a Bolsa.
A valorização recente deve ser vista como reconstrução de preços, e não como sobrevalorização.
Seguimos priorizando empresas com crescimento sustentável, margens sólidas e forte geração de caixa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A combinação de resultados corporativos robustos, inflação sob controle e estabilidade monetária cria um ambiente extremamente favorável ao investidor disciplinado.
Reforçamos a importância de manter o foco em fundamentos, diversificação e horizonte de longo prazo — princípios que seguem norteando todas as nossas recomendações.
As oportunidades continuam abundantes para quem investe com estratégia e paciência.
O ciclo atual de valorização, ainda em seus estágios iniciais, deve consolidar novas ondas de crescimento e distribuição de dividendos nos próximos trimestres.
DESEMPENHO DAS NOSSAS CARTEIRAS DE AÇÕES
Abaixo, você confere o desempenho das nossas Carteiras Recomendadas de Ações de Longo Prazo, todas construídas com fundamentos sólidos, diversificação e histórico de retornos acima da média do mercado:
COMO TER ACESSO ÀS NOSSAS CARTEIRAS
Essas carteiras fazem parte da assinatura Capitalizo Invest, que oferece acesso imediato a análises detalhadas, relatórios exclusivos e recomendações práticas para investir com consistência e segurança.
Clique no botão abaixo e comece agora mesmo a investir com estratégia e foco em resultados.
Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Saiba mais em nossa Política de Cookies.
This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. These cookies ensure basic functionalities and security features of the website, anonymously.
Cookie
Duração
Descrição
cookielawinfo-checbox-analytics
11 months
This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics".
cookielawinfo-checbox-functional
11 months
The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional".
cookielawinfo-checbox-others
11 months
This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other.
cookielawinfo-checkbox-necessary
11 months
This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary".
cookielawinfo-checkbox-performance
11 months
This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance".
viewed_cookie_policy
11 months
The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data.
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.