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O setor de varejo é um dos segmentos da bolsa que detém como forte característica a ciclicidade. O chamado consumo cíclico está relacionado a produtos classificados como não essenciais, ou seja, que na sua grande maioria as pessoas conseguem viver sem. E, pelo menos, que este ocorra de forma pontual, sem exageros.

Por conta disso, esse consumo tende a aumentar em momentos mais prósperos da economia, onde há maior fomento à demanda destes produtos. Neste caso, o contrário também torna-se verdadeiro. Em cenários de crise, o consumo desaquece e atinge diretamente os resultados do setor de varejo.

Outro ponto que merece ser considerado está relacionado com o grau relativamente alto de concorrência existente. Algo que, de certa forma, atinge a capacidade de geração de margens mais robustas, em meio à maior competição de preços e menor seletividade do consumidor na hora da compra. As menores margens, combinadas a momentos de crise ou desaquecimento econômicos, podem culminar também em maior pressão nos resultados do setor.

Dentre as empresas ligadas ao setor de varejo, e com ações negociadas em nossa bolsa, destacamos seis: Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3), Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3) e Hering (HGTX3).

Abaixo separamos um breve resumo de cada uma destas empresas e de seus resultados apresentados no primeiro trimestre de 2020.

MAGAZINE LUIZA (MGLU3)

O Magazine Luiza é uma das maiores rede de varejo de eletrônicos e móveis, com mais de 60 anos de experiência no mercado. Atualmente, a Magazine Luiza opera com mais de 1.100 lojas físicas, além de sua crescente plataforma de e-commerce.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$5,2 bilhões, com acréscimo de 20,9% em relação ao 1T19. Destaque para o forte crescimento do segmento de e-commerce da companhia, acompanhado pelas performances das novas lojas abertas no período. Esses dois pontos positivos compensaram parcialmente o fechamento das lojas em março.

A empresa reportou Ebitda de R$332,6 milhões no 1T20, representando decréscimo de 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 6,4%, com perda de 2,7 p.p. em comparação ao 1T19. Destaque negativo para o aumento de receitas com vendas, impulsionada pela consolidação da Netshoes, aquisição de novos clientes, investimentos e do fechamento das lojas físicas.

A companhia reportou lucro líquido de R$30,8 milhões no 1T20, sendo 76,7% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 0,6%, representando perda de 2,5 p.p. na comparação anual.

VIA VAREJO (VVAR3)

A Via Varejo foi fundada em 2010, com o nome Globex Utilidades, após a associação das Casas Bahia, pertencente à família Klein, e do Pontofrio, de propriedade até então do Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, a Via Varejo opera mais de 1060 lojas distribuídas em quase todas as regiões do Brasil (exceção na região Norte), sendo aproximadamente 216 lojas da Pontofrio e 845 das Casas Bahia.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$6,3 bilhões, com acréscimo de 0,1% em relação ao 1T19. Destaque para o forte crescimento das vendas por meio do e-commerce, atingindo a marca de R$1,7 bilhão de receitas no período. O segmento de lojas físicas apresentou queda de 7,1% nas receitas, na comparação anual, este resultado foi impactado pelo fechamento das lojas em março.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$621,0 milhões no 1T20, representando um acréscimo de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de 9,8%, com ganho de 1,7 p.p. em comparação ao 1T19. Destaque para redução dos custos com mercadorias.

A companhia reportou lucro líquido de R$13 milhões no 1T20, revertendo o prejuízo apresentado no 1T19. A margem líquida registrada foi de 0,2% no período.

LOJAS RENNER (LREN3)

A Lojas Renner S.A. é a maior varejista de moda do Brasil, presente em todas as regiões do país por meio das lojas físicas da Renner, e também pela presença das outras marcas controladas pela empresa, a Camicado, do segmento de casa e decoração, e a Youcom, especializada em moda jovem. A companhia opera ainda com a Realize CFI, que apoia o negócio de varejo, através da oferta e gestão de produtos financeiros.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$1,55 bilhão, com decréscimo de 6,1% em relação ao 1T19. As receitas foram fortemente impactadas pelo fechamento das lojas, a partir da segunda quinzena de março. Já as vendas via canais digitais apresentaram crescimento de 32,9% na comparação anual.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$110,9 milhões no 1T20, representando queda de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 7,2%, com perda de 12,0 p.p. em comparação ao 1T19. Além da redução das vendas, a companhia reportou acréscimo de despesas, principalmente de caráter administrativo.

A companhia reportou lucro líquido de R$10,4 milhões no 1T20, sendo 93,6% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 0,7%, representando perda de 9,1 p.p. na comparação anual. Destaque também para as perdas no resultado financeiro líquido, dado o maior provisionamento para crédito de liquidação duvidosa.

LOJAS MARISA (AMAR3)

A Marisa é a maior rede de moda feminina e lingerie do Brasil. A Companhia desenvolve e comercializa sob sua marca corporativa "Marisa" uma ampla variedade de produtos de qualidade a preços atrativos.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$571,8 milhões, com decréscimo de 5,4% em relação ao 1T19. Destaque negativo para a expressiva queda de receitas do segmento de varejo, mediante o fechamento das lojas físicas.

A empresa reportou Ebitda de R$15,4 milhões no 1T20, representando decréscimo de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 2,7% com perda de 3,8 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$107,1 milhões no 1T20, sendo 162,1% maior que o prejuízo reportado no 1T19. O resultado reflete principalmente as perdas do segmento de varejo, com o fechamento das lojas físicas.

AREZZO (ARZZ3)

A Arezzo é líder no setor de calçados, bolsas e acessórios femininos no Brasil. Com 47 anos de história, comercializa atualmente mais de 13,5 milhões de pares de calçados por ano, além de bolsas e acessórios. Possui sete marcas: Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$375,5 milhões, com decréscimo de 0,4% em relação ao 1T19. O resultado é reflexo do fechamento das lojas físicas e repasse de lojas próprias para franqueados, sendo parcialmente compensado pelo crescimento de 53,9% nas vendas online e adição da marca Vans no portfólio.

A empresa reportou Ebitda de R$64,3 milhões no 1T20, representando acréscimo de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 17,1%, com ganho de 2,6 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$25,9 milhões no 1T20, sendo 11,9% maior que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 6,9%, representando ganho de 0,8 p.p. na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pela recuperação de créditos fiscais, na ordem de R$ 20 milhões.

HERING (HGTX3)

A Companhia Hering é a maior rede de franquias de varejo do Brasil e uma das maiores no design de vestuário no país, contando com uma experiência de mais de 135 anos no ramo.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$272,1 milhões, com decréscimo de 27,2% em relação ao 1T19. O resultado foi influenciado negativamente pela paralisação das operações e fechamento de lojas físicas em função da pandemia.

A empresa reportou Ebitda de R$11,4 milhões no 1T20, representando decréscimo de 80,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 4,2% com perda de 11,1 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$5,0 milhões no 1T20, sendo 89,2% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 1,9%, representando perda de 10,6 p.p. na comparação anual.

COMPARATIVO DE INDICADORES

Realizamos um estudo comparativo de alguns indicadores dos ativos, o qual é mostrado na tabela abaixo.

Em relação ao pagamento de proventos, a ação em destaque é Hering (HGTX3), que além do Dividend Yield mais elevado, tem um bom histórico de pagamento de dividendos. Via Varejo (VVAR3) e Marisa (AMAR3), em função dos prejuízos acumulados, não pagaram dividendos nos últimos 12 meses.

Em relação ao P/L e P/VPA, e mesmo considerando a queda recente das ações, Lojas Renner (LREN3), tem múltiplos mais elevados, especialmente quando comparamos com Marisa e Hering (que atuam em segmentos semelhantes). Isso mostra como o mercado precifica Renner como a melhor empresa do setor de vestuário. A mesma precificação diferenciada é possível ser percebida em relação a Magazine Luiza (MGLU3), que é uma das grandes referências em varejo no país.

Finalmente, em termos de Retorno sobre o Patrimônio (ROE) e ainda não considerando os efeitos completos da atual crise, também fica evidenciada a qualidade de Renner e da Arezzo em relação a qualidade da gestão e execução dos seus negócios.

RETORNO DAS AÇÕES EM 12 MESES 

Os gráficos abaixo apresentam a valorização das ações das companhias citadas, em comparação com a rentabilidade do índice Bovespa, para os últimos 12 meses.

Vale a pena investir no setor?

As ações do setor de varejo fazem parte das nossas recomendações de curto e de longo prazos. Por se tratar de um setor muito sensível às mudanças na economia, o acompanhamento das empresas de varejo deve ser muito mais próximo e o monitoramento deve ser feito de maneira constante. Porém, existem excelentes oportunidades no setor e entendemos que a presença de empresas varejistas em uma carteira de ações faça todo o sentido.

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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