Small Caps são ações de empresas com baixa capitalização de mercado e, justamente por isso, costumam apresentar maior potencial de valorização no médio e longo prazo.
Em geral, tratam-se de companhias mais sensíveis aos ciclos econômicos, o que faz com que o preço das ações responda de forma mais intensa a mudanças no cenário macroeconômico.
Além disso, empresas de menor capitalização normalmente possuem menor participação de mercado, o que amplia as oportunidades de crescimento quando comparadas a companhias já consolidadas.
Por esse motivo, para o investidor de longo prazo, faz sentido diversificar a carteira com boas Small Caps, capazes de acelerar a construção de patrimônio ao longo do tempo.
No artigo de hoje, trazemos três Small Caps que merecem atenção.
O RANKING DAS MELHORES SMALL CAPS
Realizamos um estudo considerando o retorno acumulado nos últimos doze meses das principais Small Caps que acompanhamos ou recomendamos, todas pertencentes ao índice Small (SMLL). Os dados consideram o fechamento de 02/01/2026.
Fonte: InfoMoney.
| EMPRESA |
CÓDIGO
|
12 MESES (%)
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Mills
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MILS3
|
+62,79%
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CVC
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CVCB3
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+41,03%
|
BR Partners
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BRBI11
|
+52,09%
|
Mills (MILS3)
A Mills atua na locação de equipamentos e prestação de serviços técnicos, com foco em plataformas elevatórias, formas e escoramentos, atendendo setores como construção civil, infraestrutura, indústria, mineração, óleo e gás e eventos.
O modelo de negócios é baseado em contratos recorrentes, o que proporciona previsibilidade de receitas e boa geração de caixa, além de criar barreiras de entrada relevantes em um setor intensivo em capital.
Ao longo do terceiro trimestre de 2025, a companhia apresentou evolução operacional, com crescimento de receita e melhora na utilização dos ativos.
Um ponto relevante da tese é a mudança estrutural do perfil da empresa.
No passado, a Mills era altamente dependente da construção civil, o que tornava seus resultados mais voláteis. Hoje, a base de receitas é bem mais diversificada, resultado de aquisições realizadas em 2024 e 2025, o que torna o negócio mais resiliente e previsível para os próximos anos.
CVC (CVCB3)
A CVC é a maior operadora de turismo do Brasil, com atuação tanto no canal físico, por meio de franquias, quanto no digital.
A empresa enfrentou um período bastante desafiador durante a pandemia, com impactos relevantes na operação, estrutura financeira e resultados.
Nos últimos trimestres, no entanto, os números vêm mostrando uma recuperação mais consistente.
No terceiro trimestre de 2025, a companhia apresentou avanço na receita operacional e melhora do resultado operacional, refletindo maior demanda por viagens, ajustes na estrutura de custos e ganhos de eficiência.
Esse movimento reforça a tese de turnaround da empresa, que ainda não retornou aos níveis pré-pandemia, mas já apresenta sinais claros de normalização.
A melhora gradual da operação na Argentina também contribui para essa leitura, indicando uma recuperação mais sustentável.
BR Partners (BRBI11)
O BR Partners é um banco de investimentos independente, com foco em assessoria financeira, mercado de capitais e gestão de recursos, atendendo principalmente empresas de médio e grande porte.
O modelo de negócios é pouco intensivo em capital e altamente dependente do nível de atividade do mercado financeiro.
Mesmo em um ambiente mais fraco ao longo de 2025, a companhia seguiu entregando resultados sólidos, mantendo ROE acima de 20%, o que reforça a qualidade do negócio.
A piora em relação a 2024 está ligada ao menor volume de operações no mercado de capitais, e não a problemas estruturais.
Olhando para o médio e longo prazo, o BR Partners segue bem posicionado para capturar uma retomada do ciclo, especialmente em um cenário de queda de juros, que tende a destravar emissões, operações de M&A e maior atividade no mercado.
CONCLUSÃO
Acreditamos que essas três Small Caps são boas empresas para o investidor conhecer e acompanhar.
Apesar da forte valorização nos últimos doze meses, ainda existe espaço para crescimento adicional, sustentado por fundamentos sólidos e boas perspectivas de médio e longo prazo.
Vale reforçar que rentabilidade passada não garante resultados futuros.
Ainda assim, são companhias que apresentam características atrativas para quem busca crescimento consistente ao longo do tempo.
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Um dos diferenciais dessa carteira é a aplicação da estratégia que chamamos de Fake Small Caps.
São empresas que mantêm o potencial de crescimento típico das Small Caps, mas já apresentam histórico sólido de execução, liderança em seus mercados e gestão de qualidade.
Na prática, são negócios que parecem pequenos, mas operam como empresas muito mais robustas, frequentemente negociadas a preços atrativos.
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