O que pesa mais: a decisão do Copom ou a sua preparação?
Como já era esperado, o Copom reduziu a Taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,25% ao ano. Desde março, esse foi o terceiro corte seguido, na taxa de referência dos juros brasileiros.
Nos Estados Unidos, também não tivemos surpresas, com o FED, o Banco Central dos Estados Unidos, mantendo os juros inalterados. Essa foi a primeira decisão com Kevin Warsh, como o novo presidente do BC.
Enquanto influenciadores fazem os tradicionais vídeos “de como investir com a Selic a 14,25%” e o mercado tenta “desvendar” o que pode acontecer nas próximas reuniões, a verdade é que essas decisões não devem (ou pelo menos não deveriam), alterar em nada a forma com que você investe.
Digo isso, pois o cenário de longo prazo é o mesmo – e os juros subirem ou caírem um pouco, não altera esse panorama.
Não esqueça que toda essa movimentação no noticiário econômico ou nas redes sociais tem apenas um objetivo: dar ao investidor a sensação de que ele precisa mudar alguma coisa na sua Carteira de Investimentos.
Essas alterações, quase sempre desnecessárias, visam apenas gerar comissões para bancos e corretoras.
Infelizmente, é assim que “a banda toca”.
“Enquanto o mercado tenta prever a próxima decisão, o investidor preparado olha para o longo prazo”
— TIAGO PRUX
Um pouco de história
Conforme falamos, desde 2020, não só no Brasil, mas em boa parte do mundo, enfrentamos um período de inflação e juros mais elevados, em relação a média histórica.
Nos Estados Unidos, por exemplo, só tivemos níveis tão altos de preços, na época conhecida como a “Grande Inflação”, entre os anos 70 e 80.
Os maiores responsáveis por essa década de inflação bastante elevada, foram os dois “Choques do Petróleo”.
O primeiro deles ocorreu em 1973, quando tivemos o conflito entre Israel e Egito (em conjunto com a Síria).
Já o segundo, aconteceu em 1979, com a crise política no Irã.
E o que acontece, desde 2020?
Antes mesmo da Covid, o mundo já experimentava a “impressão desenfreada” de dinheiro por partes dos Bancos Centrais – especialmente após o atentado do 11 de setembro de 2001 e, mais tarde, após a crise de 2008.
Em função da Covid, esse movimento se acelerou, trazendo à tona um dos efeitos que a maior quantidade de dinheiro na economia pode gerar: inflação.
Além disso, percebemos que, a partir de 2020, os investimentos das grandes petroleiras, para aumento da produção de petróleo, diminuíram absurdamente.
Ou seja, com o passar dos anos, teríamos a retomada do consumo de combustíveis, ao mesmo tempo que a produção não cresceria.
Se a demanda cresce e o potencial da oferta não, os preços do petróleo só teriam uma direção a seguir: para cima!
Entre 2020 até o momento, o petróleo subiu quase 300%. Como efeito dessa elevação, tivemos mais inflação.
Se não bastasse a inflação gerada pela “impressão de dinheiro” e pela elevação dos preços do petróleo, surgiu mais um grande “vilão” nesse processo, a tecnologia.
“O investidor não precisa reagir a cada manchete. Precisa estar preparado para diferentes cenários.”
— TIAGO PRUX
Além de todos os efeitos ligados a questão de saúde pública, a Covid trouxe uma serie de mudanças e antecipações de tendências, especialmente no setor de tecnologia.
O aumento das compras e negócios on-line, o maior uso de redes sociais e o “boom” das ferramentas de inteligência artificial trazem um aumento considerável no consumo de energia. Como a atual infraestrutura global não comporta esse aumento da demanda por energia, os preços subirão.
E energia mais alta significa o que? Inflação mais elevada.
O que realmente importa?
Perceba que, muito além de um “simples” conflito entre Irã e Estados Unidos ou problemas fiscais no Brasil, temos um cenário bastante complexo nos que diz respeito a tendências inflacionárias, que podem perdurar por anos ou décadas.
Ou seja, eventuais cortes nas taxas de juros ou meses de inflação mais controlada, não significam que a tendência mudou.
Nesse sentido, até que tenhamos uma clara inversão desse cenário, seguimos posicionados para nos proteger e aproveitar essa época de juros e inflação elevados.
Você está preparado?
Sua Carteira de Investimentos em Ações, Renda Fixa, FIIs, Fundos, Títulos Públicos, Stocks ou em outras aplicações, está preparada para esse “novo mundo”?
A minha maior preocupação e toda a equipe da Capitalizo é que os nossos clientes invistam de forma segura, tranquila e rentável.
Se você também que estar preparado para investir bem, “navegando em águas turbulentas”, mas cheias de grandes oportunidades, me chame no WhatsApp, que te explico como o nosso serviço de Consultoria funciona.
Um abraço e ótimos investimentos.
Tiago Prux
