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Ações para ficar de olho em 2018 #2

No primeiro artigo da serie, falamos sobre a Magazine Luiza (MGLU3), um ativo com forte potencial de alta tanto para o curto prazo, quanto para o longo prazo. Hoje traremos a nossa avaliação e perspectivas para Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3). Confira o segundo artigo da serie '' Ações para ficar de olho em 2018 ''.

O artigo foi publicado, originalmente, em 26/01/18. Confira:

A dupla de ouro da celulose: Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

Hoje vamos falar de dois ativos que podem se beneficiar dos momentos turbulentos que poderemos ter em 2018. Sei que o momento é de Ibovespa batendo recorde atrás de recorde, mas é importante sempre sabermos para onde ir e como se beneficiar caso o mercado "vire"- mesmo que seja por um curto período de tempo.

Turbulência em 2018

Na última grande crise, em 2008, o setor de papel e celulose viveu ‘’a crise dentro da crise’’. Naquele ano tivemos o ‘’derretimento’’ do mercado financeiro global e uma onda de ‘’quebradeiras’’ de empresas ao redor do planeta. Isso levou quase todos os países do mundo a uma violenta recessão.

Se não bastasse esse cenário, algumas empresas (especialmente as exportadoras) haviam montado diversas operações estruturadas com contratos e opções de dólar no mercado financeiro. Não vou entrar nos detalhes dessas operações, mas o intuito era especular e ganhar dinheiro no mercado financeiro.

Companhias tradicionais e reconhecidas pela sua qualidade, como Sadia, Aracruz e VCP (Votorantim Papel e Celulose), foram algumas que entraram nessa verdadeira ‘’barca furada’’.

Essas empresas queriam ganhar dinheiro em ‘’dobro’’ (suas atividades + especulação), mas acabaram perdendo duas vezes.

A situação era tão ruim que a Sadia acabou comprada pela Perdigão (na época menor do que a Sadia). Já Aracruz teve seu controle comprado pela VCP, formando a atual Fibria. Em função desses negócios, elas conseguiram manter suas ''portas abertas''.

A realidade era cruel: além da crise mundial e queda nas receitas, essas empresas estavam extremamente endividadas. Companhias que eram ''portos seguros'' quando o dólar subia (já que tinham suas receitas na moeda americana), agora eram verdadeiros ‘’patinhos feios’’ do mercado.

Nova realidade

Passados alguns anos, o que cenário é totalmente diferente. Após profundas reestruturações e a melhora do mercado internacional de celulose, ambas as empresas conseguiram ‘’voltar para o eixo’’. Abaixo, temos 2 gráficos que mostram a evolução das receitas das duas empresas:

Suzano

Fibria

O ano de 2017 serviu para consolidar essa recuperação. A Fibria, por exemplo, registou fortes resultados até o terceiro trimestre de 2017 (a empresa deve divulgar seus números do 4T17 dia 29/01/18), com produção 11% acima em relação ao mesmo período de 2016 e um EBTIDA 66% superior há um ano antes.

Já a Suzano, que vai divulgar os números de 2017 no dia 08/02, além de alongar e diminuir seu endividamento, ingressou no Novo Mercado, o nível mais alto de Governança Corporativa da B3.

Ações em alta em 2017

Mesmo com o dólar em queda, as ações de ambas empresas foram impulsionadas tanto pela melhora interna, quanto do mercado internacional de celulose. SUZB3 fechou 2017 com alta de 36,42%. Já FIBR3, subiu 53,76%.

Por que gostamos dessa dupla?

Além dos indicadores fundamentalistas em recuperação, ambos os ativos voltaram a ser muito resilientes em momentos de turbulência do mercado, em especial quando é algo aqui no Brasil e temos alta do dólar.

Dessa forma, quando temos algum ‘’solavanco’’, acompanhado com alta da moeda americana, os dois ativos podem até subir ou cair bem menos do que o mercado (Ibovespa). Tanto é verdade que, em 2017, tivemos algumas recomendações envolvendo esses dois ativos, que geraram resultados bem interessantes. Destaque para a compra de FIBR3 recomendada no início de setembro/17, que durou até o final de novembro/17 e rendeu 32%.

Além disso, essas são duas ações, que ‘’casam’’ muito bem em nossas recomendações Long&Short, normalmente com esses ativos na ponta comprada (Long) e algum ativo com forte correlação com o Ibovespa na ponta vendida (Short). Abaixo, seguem os resultados dessas operações Long&Short realizadas no ano passado:

Operações utilizando FIBR3 na ponta comprada:

- Operação 1 (9/11 a 06/11/17): +8,22%

- Operação 2 (3/10 a 25/10/17): +16,32%

- Operação 3 (16/08 a 27/09/17): +3,09%

Operações utilizando SUZB3 na ponta comprada:

- Operação 1 (19/09 a 25/10/17): +12,35%

Próximo artigo

No próximo artigo, vamos falar sobre Itaú S.A (ITSA4), a holding de negócios que pode ser a sua porta de entrada para a aposentadoria, através do investimento em ações.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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