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O setor industrial registrou queda de 2,7% na produção, comparando os primeiros quatro meses de 2019 com o mesmo período do ano anterior. As quatro grandes categorias analisadas pelo IBGE apresentaram resultados negativos, sendo que 56% dos produtos ficaram abaixo do apresentado em 2018. Destaque negativo para o segmento de indústrias extrativas, com diminuição de 11,8% e grande impacto de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo. Outra atividade com desempenho fraco foi de equipamentos de informática e produtos eletrônicos, com queda de 11,3% na produção e efeito de televisores e computadores pessoais portáteis.

Em abril, a produção industrial cresceu 0,3% frente ao mês imediatamente anterior, sendo que três das quatro categorias econômicas e vinte dos vinte e seis segmentos registraram desempenho positivo. Nesta base de comparação, destaque para máquinas e equipamentos (+8,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+7,1%) e produtos químicos (+5,2%). Considerando os grandes grupos, a maior variação foi observada em bens de consumo duráveis, eliminando o recuo de março com a evolução em automóveis para passageiros e equipamentos de transporte. Ponto negativo para o recuo em bens intermediários, com grande impacto de insumos industriais básicos.

Apesar do crescimento de abril, quando a indústria de transformação produziu volumes superiores ao mês imediatamente anterior, não existe nenhuma tendência de retomada do setor para o curto prazo. Ainda existem fatores conjunturais que continuam freando esta retomada, mais precisamente a baixa confiança de empresários, o impacto da crise na Argentina sobre as exportações e os efeitos do desemprego sobre o consumo das famílias.

Além de questões econômicas, vale ressaltar que a indústria foi afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro de Brumadinho em janeiro. A tragédia impactou diretamente as atividades da indústria de transformação, muito em função de paralisações por decisão da própria empresa envolvida no acidente e por determinações da justiça.

A febre suína africana comprometeu o rebanho suíno Chinês em abril e abriu novas oportunidades para produtores de proteína brasileiros, muito em função dos efeitos sobre as exportações para o país asiático e os preços praticados. O otimismo está muito concentrado na produção de frango, substituto natural da carne de porco. Em contrapartida, depois de confirmar a ocorrência de carnes contaminadas no Mato Grosso, o Ministério da Agricultura suspendeu as exportações de carne bovina de forma temporária, sendo um duro golpe aos frigoríficos.

Empresas da B3

A Vale (VALE3) apresentou Ebitda de -US$ 652 milhões no primeiro trimestre de 2019, bem abaixo dos R$ 5,116 bilhões do mesmo período do ano anterior. Este resultado é reflexo do impacto financeiro da ruptura da barragem de Brumadinho, incluindo provisões para os acordos de compensação, retirada de rejeitos e revitalização da região. Outro efeito foi a paralisação das atividades, sendo que a empresa assinou um acordo com o Ministério Público do Trabalho se comprometendo a indenizar os empregados e terceirizados que foram afetados pelo término da operação. A Vale também vai continuar pagando os salários das vítimas até a concretização do acordo.

A Petrobras (PETR3/PETR4)apresentou lucro líquido de R$ 4,240 bilhões no primeiro trimestre, representando uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita cresceu com a evolução dos volumes e preços médios, sendo totalmente compensada por custos de importação, aumento de participações governamentais, ajustes salarias, gastos logísticos e piora no resultado financeiro. Destaque positivo para o crescimento no volume de vendas de diesel e querosene para aviação.

A Ambev (ABEV3) registrou Ebitda de R$ 5,121 bilhões no primeiro trimestre, com incremento de 6,9% frente ao mesmo período do ano anterior e margem de 40,5% (-0,6 p.p.). Destaque para o crescimento de volumes em mercados importantes, sendo parcialmente compensado pela queda na América do Sul e Canadá. Acrescentando a piora no resultado financeiro e a menor alíquota efetiva de impostos, o lucro líquido cresceu 6,2%, totalizando R$ 2,762 bilhões.

O Ebitda da Klabin (KLBN11) fechou o primeiro trimestre em R$ 1,105 bilhão, com crescimento de 32% frente ao mesmo período do ano anterior. A margem passou de 35% para 40%, pois a receita se elevou 14% e absorveu a variação dos gastos, com destaque para o maior volume de vendas, efeito do câmbio sobre as exportações e flexibilidade da empresa para direcionar as atenções para mercados mais rentáveis. O Ebitda acumulado em doze meses continua em crescimento constante, passando de R$ 2,959 bilhões para R$ 4,269 bilhões desde março de 2018.

O Ebitda apresentado pela Weg (WEGE3) foi de R$ 461,8 milhões, com incremento de 21,6%. A margem Ebitda ficou 0,8 p.p. acima, chegando a 15,7%. O indicador de geração de caixa bruta foi impulsionado pela maior rentabilidade das operações no mercado externo, ganhos de margem em algumas operações no Brasil e menor participação de pedidos do segmento de geração de energia eólica na receita, uma vez que esta apresenta margens reduzidas. Estes movimentos foram parcialmente compensados pela elevação de despesas, que sofreram impacto da desvalorização do real frente ao dólar, além da queda de pedidos vindos da China e da Argentina.

Segue abaixo alguns dados sobre as empresas industriais comentadas. Devido a diferenças na natureza dos negócios, recomendamos apenas a análise separada de cada indicador, sem realizar comparação entre companhias de segmentos distintos.

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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