Seguem as principais notícias dessa segunda-feira:
Ibovespa inicia a semana em alta; CBAV3 dispara
O Ibovespa iniciou a semana em alta de +0,77%, encerrando o dia aos 155.257 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 também subiu, avançando +1,54%, aos 6.832 pontos.
O principal destaque de alta foi a CBA (CBAV3), que disparou +5,7% no dia de hoje.
A CBA (CBAV3) registrou lucro líquido de R$ 131 milhões no 3T25, alta de 51% em relação ao 3T24 e reversão do prejuízo do trimestre anterior.
A receita líquida avançou 5%, para R$ 2,3 bilhões. O EBITDA ajustado recuou 43% na base anual, para R$ 234 milhões, com margem de 10%, uma queda de 9 pontos percentuais.
Na comparação trimestral, houve melhora operacional, com crescimento de 24% no EBITDA e normalização da produção de alumínio, que atingiu 93 mil toneladas após paradas de manutenção.
Bons resultados, que mostram a clara tendência de recuperação da empresa, movimento oposto ao da Oi (OIBR3), cuja falência foi decretada nesta segunda-feira (10) pela Justiça do Rio de Janeiro, encerrando definitivamente o processo de recuperação judicial iniciado em 2016.
A decisão prevê a liquidação dos ativos e a continuidade provisória das operações, até que outras empresas assumam os serviços, marcando o fim de um dos maiores processos de recuperação judicial da história do país.
As ações para ficar de olho essa semana: BEEF3, BBSE3, SUZB3, PETR4, AURA33, BMEB4, VAMO3, ALPA4, GUAR3
Esta semana promete ser bastante movimentada.
No Brasil, teremos o anúncio do IPCA de outubro, que deverá registrar alta modesta, em torno de 0,2%, reforçando a trajetória de preços sob controle, o que abre espaço para um possível corte na Selic em 2026.
A temporada de balanços segue intensa, com destaque para a divulgação dos resultados do Banco do Brasil (BBAS3), na quarta-feira (12/11).
Confira esses e outros destaques no nosso vídeo semanal:
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Mais uma semana de forte desempenho para a Bolsa brasileira, reforçando o momento positivo dos ativos locais e a consolidação de um cenário mais construtivo para o investidor de longo prazo.
O Ibovespa subiu cerca de 3%, batendo novo recorde histórico e encerrando a semana aos 154 mil pontos.
Mesmo com o avanço, mantemos a visão de que ainda há espaço para valorização, já que boa parte das empresas segue descontada em relação a seus fundamentos.
CENÁRIO MACROECONÔMICO E JUROS
Como esperado, o Copom manteve a taxa Selic inalterada.
Apesar do tom mais conservador no comunicado, os últimos dados reforçam que há espaço crescente para cortes de juros em 2026, especialmente diante da desaceleração da inflação e da valorização recente do real.
O IPCA de outubro deve registrar alta modesta, próxima de 0,2%, reforçando a trajetória de preços sob controle.
A leitura geral continua favorável: dólar mais fraco, inflação em queda e crescimento moderado — cenário que tende a sustentar a confiança e o fluxo de capital para a renda variável.
RESULTADOS CORPORATIVOS E DESTAQUES DA SEMANA
A temporada de balanços segue intensa, com diversas companhias apresentando resultados sólidos e consistentes. A seguir, os principais destaques da semana:
MINERVA (BEEF3)
Apesar da queda de quase 15% na semana, o resultado foi positivo.
A receita líquida cresceu 82%, o lucro líquido aumentou 28%, atingindo R$ 120 milhões, e o fluxo de caixa livre alcançou R$ 2,5 bilhões, o melhor da história da empresa.
A alavancagem segue em queda, no menor nível desde 2022. Mesmo com a reação negativa do mercado, os números reforçam a recuperação estrutural da companhia.
SUZANO (SUZB3)
Os resultados foram neutros, com receita estável e queda de 40% no lucro líquido.
Contudo, o lucro contábil é afetado por variações cambiais e itens não recorrentes.
Operacionalmente, a empresa segue muito bem — custos de produção em queda e margens preservadas, mesmo com preços mais baixos da celulose.
A Suzano permanece como uma das companhias mais eficientes e resilientes do setor.
GUARARAPES (GUAR3 / Riachuelo)
A empresa surpreendeu positivamente, com alta de 63% no lucro líquido, alcançando R$ 74 milhões.
O Ebitda subiu 15%, chegando a R$ 402 milhões — recorde histórico.
As vendas em mesmas lojas cresceram pelo nono trimestre consecutivo, e a margem bruta atingiu quase 60%, também recorde.
A empresa mantém inadimplência em queda e boas perspectivas com a possível venda de ativos imobiliários.
ALPARGATAS (ALPA4)
Mais um trimestre de forte recuperação.
A receita cresceu 8%, o Ebitda disparou quase 90% e o lucro líquido subiu 132%, atingindo R$ 174 milhões.
A gestão da controladora Itaúsa trouxe eficiência e solidez financeira — hoje a empresa possui caixa líquido de R$ 400 milhões, reflexo da disciplina operacional.
VAMOS (VAMO3)
As prévias já indicavam um bom resultado, e o balanço confirmou a consistência do modelo de negócios.
Os juros ainda altos impactam o lucro líquido, mas o desempenho operacional segue forte.
O Grupo JSL como um todo continua crescendo de forma coordenada e sustentável.
PETROBRAS (PETR4)
A estatal apresentou resultado neutro: receita de R$ 128 bilhões, estável em relação ao ano anterior, e lucro líquido de R$ 32,7 bilhões.
A produção subiu 8%, o endividamento ficou controlado, e o dividendo anunciado foi de R$ 0,94 por ação (3% de yield), levemente acima do esperado.
A tendência, contudo, é de redução gradual dos pagamentos trimestrais.
BANCO MERCANTIL (BMEB4)
Um dos melhores resultados do trimestre.
O lucro líquido atingiu R$ 254 milhões, alta de 30%, com ROE anualizado de 45%.
Esse foi o 12º trimestre consecutivo de recorde histórico, sustentado por crescimento de 31% na carteira de crédito e 35% nas receitas de serviços.
O banco reforça sua posição como excelente pagador de dividendos para os próximos anos.
AURA MINERALS (AURA33)
A companhia divulgou números muito fortes, impulsionados pela alta do ouro e pela recorde de produção.
A receita líquida cresceu 60%, chegando a US$ 450 milhões, com fluxo de caixa livre de US$ 151 milhões (+91%).
A alavancagem praticamente desapareceu, e há expectativa de dividendo extraordinário ainda em 2025 ou início de 2026.
BB SEGURIDADE (BBSE3)
Mais um trimestre sólido: lucro líquido de R$ 2,6 bilhões, alta de 13%.
O desempenho foi forte em todas as subsidiárias, com ROE acima de 50% e guidance superado.
A empresa segue como referência em eficiência, previsibilidade e pagamento recorrente de dividendos.
PERSPECTIVA ESTRATÉGICA
Mesmo com a sequência de altas do Ibovespa, não vemos sinais de euforia exagerada.
O mercado continua seletivo, com forte assimetria de preços entre grandes companhias e small caps.
Muitos ativos ainda estão descontados, e o cenário de juros em queda para 2026 deve reforçar o fluxo positivo para a Bolsa.
A valorização recente deve ser vista como reconstrução de preços, e não como sobrevalorização.
Seguimos priorizando empresas com crescimento sustentável, margens sólidas e forte geração de caixa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A combinação de resultados corporativos robustos, inflação sob controle e estabilidade monetária cria um ambiente extremamente favorável ao investidor disciplinado.
Reforçamos a importância de manter o foco em fundamentos, diversificação e horizonte de longo prazo — princípios que seguem norteando todas as nossas recomendações.
As oportunidades continuam abundantes para quem investe com estratégia e paciência.
O ciclo atual de valorização, ainda em seus estágios iniciais, deve consolidar novas ondas de crescimento e distribuição de dividendos nos próximos trimestres.
DESEMPENHO DAS NOSSAS CARTEIRAS DE AÇÕES
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No último pregão da semana, o Ibovespa fechou o dia aos 154.063 pontos, subindo +0,47%. No acumulado semanal, o IBOV avançou +3,02%.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 apresentou alta de +0,13%, aos 6.728 pontos. Na semana, o índice caiu -2,23%.
Temporada de balanços domina o pregão
O pregão desta sexta-feira (07/11) foi novamente marcado pela intensa temporada de balanços, sem divulgações macroeconômicas relevantes no Brasil ou no exterior.
O foco do mercado permaneceu voltado aos resultados corporativos, com mais de 25 empresas apresentando números entre ontem e hoje.
Petrobras (PETR4), Suzano (SUZB3) e Alpargatas (ALPA4) divulgam resultados
A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 3T25, alta de 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentada por recordes de produção e exportação, mesmo com o Brent 13,9% mais baixo.
O EBITDA ajustado ficou estável em R$ 63,9 bilhões, enquanto a alavancagem subiu para 1,53x, refletindo leve aumento no endividamento líquido.
A Suzano (SUZB3) reportou lucro líquido de R$ 1,96 bilhão (-39% a/a), pressionada pelos menores preços da celulose, que caíram 22% no período.
A receita caiu 1%, para R$ 12,15 bilhões, e o EBITDA ajustado recuou 20%, para R$ 5,2 bilhões. A redução de custos foi o principal ponto positivo do trimestre.
Já a Alpargatas (ALPA4) surpreendeu positivamente, com lucro líquido ajustado de R$ 173,8 milhões (+131,4%) e EBITDA recorde de R$ 255,7 milhões (+86,8%), impulsionados pelo bom desempenho da marca Havaianas e pela forte alavancagem operacional.
As ações estiveram entre as maiores altas do dia na B3.
Seguem as principais notícias dessa quarta-feira (05/11):
Ibovespa sobe novamente; AURA33 dispara
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em alta de +1,72%, atingindo 153.294 pontos. Além de mais um recorde histórico, esse foi o décimo primeiro pregão consecutivo de alta do índice.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou o dia subindo +0,37%, aos 6.796 pontos.
Entre os destaques de alta, a Aura (AURA33, AUGO) voltou a subir forte, disparando +5%.
A companhia reportou, mais uma vez, resultados recordes no 3T25, impulsionados pela entrada em operação da mina de Borborema e pelos altos preços do ouro.
A receita líquida também foi recorde, somando US$ 247,8 milhões, uma alta de 59% a/a. Além disso, a Aura apresentou queda nos custos, despesas e na alavancagem.
Sensacional o momento da mineradora.
A bolsa está cara?
Após o Ibovespa bater seguidos recordes de alta, é natural começarmos a receber questionamentos sobre se a “Bolsa está cara”.
Pensando nisso, gravei um vídeo explicando o momento atual e mostrando, na prática e com dados, que apesar das altas recentes, ainda temos muitas oportunidades interessantes.
Seguem as principais notícias dessa terça-feira (04/11):
Ibovespa renova máxima histórica; Klabin (KLBN11) sobe com resultados
No pregão de hoje, o Ibovespa subiu +0,17%, aos 150.701 pontos, renovando sua máxima histórica de fechamento.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou o dia em queda de -1,17%, aos 6.771 pontos.
Entre os destaques do dia, as ações da Klabin (KLBN11) subiram +3%, fechando cotadas a R$ 18,51.
A companhia reportou resultados sólidos no 3T25, com receita líquida de R$ 5,4 bilhões, alta de 9% em relação ao 3T24.
O desempenho foi impulsionado pelo forte crescimento nas receitas de Embalagens (+20%) e Papéis (+11%).
O avanço reflete o aumento de 6,6% no volume de papelão ondulado e reajustes de preços no segmento. O resultado também foi beneficiado pela ausência de paradas gerais de manutenção, que haviam impactado os custos no 3T24.
O lucro líquido foi de R$ 478 milhões, uma queda de 34% a/a, impactado pela variação nos preços da celulose e efeitos cambiais.
Mais um forte trimestre da “papeleira”.
Compre FESA4 e venda VALE3
Há alguns dias, me pediram para gravar um vídeo sobre as perspectivas do minério de ferro (e da VALE3), diante do menor crescimento esperado da China nas próximas décadas.
Como pedido de quem nos acompanha é “uma ordem”, o vídeo já está disponível em nosso canal no YouTube.
Além de falar sobre as perspectivas para o minério de ferro e o mercado de aço na China, também comento sobre uma das ações “queridinhas” da Capitalizo, a Ferbasa (FESA4).
Seguem as principais notícias dessa segunda-feira:
Ibovespa inicia a semana em alta
No pregão desta segunda-feira (03/11), o Ibovespa avançou +0,61%, encerrando o dia aos 150.454 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 também fechou em alta, subindo +0,17%, aos 6.851 pontos.
A B3 anunciou que, a partir de hoje, ampliará o horário de funcionamento para acompanhar o término do horário de verão em Nova York.
O mercado à vista e fracionário passará a operar das 10h às 17h55, enquanto o mercado a termo funcionará das 10h às 18h25. Já o mercado de opções terá pregão das 10h05 às 17h55, e o mercado futuro de câmbio, das 9h às 18h30.
Unifique (FIQE3) sobe mais de 7% após anunciar aquisição
O destaque do pregão ficou com a Unifique (FIQE3), que avançou mais de 8% após anunciar a aquisição de 100% da CCS Telecom por R$ 70,6 milhões.
A operação reforça a presença da companhia em Santa Catarina e amplia sua base de clientes na região, fortalecendo sua estratégia de expansão regional e consolidação no mercado de telecomunicações.
Na ponta oposta, Marcopolo (POMO4) voltou a recuar após as fortes perdas da última sexta-feira, ainda refletindo a percepção de enfraquecimento do mercado doméstico no 3T25, apesar do bom desempenho internacional.
Amazon (AMZO34) fecha contrato bilionário com a OpenAI
No exterior, as ações da Amazon (AMZO34, AMZN) operaram em alta após o anúncio de um contrato de US$ 38 bilhões com a OpenAI para fornecimento de poder computacional por sete anos, utilizando GPUs da Nvidia (NVDC34, NVDA).
O acordo consolida a posição da Amazon Web Services (AWS) como um dos principais pilares de infraestrutura para a nova geração de modelos de inteligência artificial, reforçando a competição direta com Microsoft e Google no segmento.
Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
A semana começa com um ambiente global mais estável, após o novo corte de juros pelo Federal Reserve e a sinalização de que mais uma redução pode ocorrer ainda em 2025.
Nos Estados Unidos, a inflação segue em trajetória de queda e o mercado de trabalho mostra perda gradual de fôlego, o que abre espaço para um ciclo monetário mais brando.
Na China, a reaproximação comercial com os EUA — incluindo o possível fim de parte das tarifas e a retomada das compras de soja — ajuda a reduzir o risco de novas tensões e tende a sustentar o comércio internacional nas próximas semanas.
No Brasil, a expectativa é de manutenção da Selic em 15%, mas o tom do comunicado do Copom será determinante para calibrar apostas de cortes a partir de 2025.
O IPCA-15 mais fraco e o IGP-M em deflação reforçam a percepção de que há espaço para flexibilização monetária, mesmo que de forma gradual.
A agenda corporativa segue intensa, com resultados de companhias relevantes como Copasa, Klabin, Prio, Aura, TIM e Itaú.
MARCOPOLO (POMO4)
A Marcopolo apresentou resultados sólidos, com crescimento de 8,2% na receita em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 2,5 bilhões.
As exportações subiram 43% e as operações internacionais avançaram 51%, compensando a retração do mercado interno.
Apesar disso, a ação sofreu forte realização após a divulgação, movimento que consideramos exagerado frente à boa execução operacional.
TRONOX (CRPG5)
As ações da Tronox dispararam 87% na semana após a aprovação da tarifa antidumping sobre o dióxido de titânio chinês por cinco anos.
O movimento reflete alívio competitivo e otimismo com a recuperação da rentabilidade.
Ainda assim, trata-se de um papel que vinha de forte estresse e segue sujeito a oscilações.
A valorização foi acima do razoável para o curto prazo, e o caso deve ser acompanhado com cautela.
KEPLER (KEPL3)
A Kepler reportou números fracos, mas dentro das expectativas para um ciclo adverso no agronegócio, marcado por restrição de crédito e menor volume de investimentos.
A receita recuou 4% e o lucro líquido caiu 14%, mas o balanço mostrou solidez financeira e controle de custos.
Mesmo em um cenário setorial difícil, a empresa segue bem posicionada para capturar a retomada futura.
CATERPILLAR (CAT / CATP34)
A Caterpillar reforçou seu histórico de excelência operacional, registrando receita recorde e o maior fluxo de caixa livre da história da companhia.
A empresa mostrou força nos segmentos de Construção, Energia e Recursos Naturais, mantendo margens elevadas mesmo com custos pressionados.
O destaque continua sendo a capacidade de repasse de preços, que sustenta rentabilidade e dividendos consistentes há mais de 25 anos.
FERBASA (FESA4)
A Ferbasa aprovou novo pagamento de proventos, com yield próximo de 6%, e o mercado reagiu positivamente.
A companhia segue com posição de caixa robusta e exposição a produtos ligados ao aço inoxidável, um nicho com perspectivas mais favoráveis que o minério de ferro.
Para nós, trata-se de uma ação barata frente ao potencial de normalização dos preços e à manutenção de bons dividendos.
VALE (VALE3)
A Vale apresentou forte desempenho operacional, com destaque para cobre e níquel, cujos volumes cresceram 20% e 6%, respectivamente.
A empresa também reportou redução expressiva de custos e lucro líquido de US$ 2,7 bilhões, alta de 78% em relação ao ano anterior.
Apesar do bom momento, mantemos a visão de que o minério de ferro tende a perder protagonismo em relação a outras commodities mais alinhadas a ciclos de crescimento estrutural, como aço inoxidável e celulose.
BRADESCO (BBDC4 / BBDC3)
O Bradesco entregou um trimestre superior ao anterior, com receitas totais crescendo 13% e o segmento de seguros avançando 13%.
Ainda assim, os retornos seguem abaixo dos principais concorrentes, e os desafios com custos e provisões continuam.
O ROE segue distante do patamar de 20%, considerado o mínimo para um grande banco eficiente, o que reforça nossa preferência por alternativas mais rentáveis dentro do setor financeiro.
PERSPECTIVA DA SEMANA
Em um ambiente global mais calmo e com a temporada de balanços em curso, o foco do investidor deve permanecer na qualidade e previsibilidade dos lucros.
Seguimos atentos às empresas que vêm entregando resultados consistentes mesmo em cenários desafiadores — como Ferbasa, Kepler e Caterpillar — e alertas para movimentos especulativos de curto prazo, como o observado em CRPG5.
O momento é de equilíbrio entre cautela e seletividade, privilegiando companhias com fundamentos sólidos, geração de caixa estável e exposição a setores menos dependentes de estímulos monetários.
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Seguem as principais notícias dessa sexta-feira (31/10):
Ibovespa fecha a semana em alta
No último pregão da semana, o Ibovespa fechou o dia aos 149.540 pontos, subindo +0,51%. No acumulado semanal, o IBOV avançou +2,30%.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 apresentou alta de +0,26%, aos 6.840 pontos. Na semana, o índice caiu -0,08%.
Marcopolo (POMO4) e Vale (VALE3) divulgam balanços
O pregão desta sexta-feira (31/10) foi dominado pela temporada de resultados, sem destaques relevantes na agenda macroeconômica.
Entre as companhias brasileiras, a Marcopolo (POMO4) figurou entre as maiores quedas do Ibovespa após divulgar um 3T25 misto.
A empresa registrou receita de R$ 2,5 bilhões (+8,2% a/a), impulsionada pelas exportações e pelas operações internacionais.
O lucro líquido somou R$ 329,6 milhões (-1,8%), enquanto o EBITDA ajustado cresceu 14,3%, para R$ 491,1 milhões, com margem de 19,6%.
Já a Vale (VALE3) apresentou números sólidos.
A mineradora reportou receita de US$ 10,4 bilhões (+9% a/a) e EBITDA proforma de US$ 4,4 bilhões (+28%), impulsionada pelo aumento nos volumes de vendas e pela redução de custos nas divisões de cobre e níquel.
O lucro líquido proforma ficou em US$ 2,7 bilhões (+78%), refletindo eficiência operacional e controle de despesas.
Amazon (AMZO34) surpreende e encerra trimestre com forte lucro
No exterior, o destaque foi a Amazon (AMZO34, AMZN), que reportou receita de US$ 180,2 bilhões (+13% a/a), com avanço expressivo da divisão AWS, que cresceu 20% no trimestre.
O lucro operacional ajustado atingiu US$ 21,7 bilhões, e o lucro líquido subiu para US$ 21,2 bilhões, impulsionado por um ganho contábil de US$ 9,5 bilhões com a participação na Anthropic.
Os resultados acima das expectativas reforçam o bom momento da companhia no segmento de computação em nuvem e sustentam o tom positivo das bolsas internacionais no fechamento da semana.
Neste artigo, vamos responder essas e outras dúvidas sobre a situação de uma das empresas favoritas dos investidores brasileiros.
O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A WEG?
As ações da WEG (WEGE3), que estiveram entre as maiores altas do Ibovespa em 2024, vêm sofrendo uma correção em 2025, acumulando queda de mais de 23%.
Parte desse recuo foi intensificada após o anúncio de possíveis tarifas de 50% sobre o cobre por Donald Trump — o que afeta diretamente os custos da companhia.
A pressão sobre os papéis também se explica pela frustração com os resultados recentes: no 4T24, o lucro decepcionou mesmo com crescimento de receita; e no 1T25, apesar dos números sólidos, a leve pressão nas margens reforçou a percepção de desaceleração na rentabilidade.
O mercado, mais exigente após anos de forte desempenho, reagiu com cautela.
Mas o que fazer agora? Será que a WEG perdeu a sua eficiência? Vamos descobrir:
O QUE VOCÊ DEVE TER EM MENTE SOBRE ESSA QUEDA DA WEGE3
Antes de falarmos da situação da WEG, é importante mencionarmos alguns pontos aos quais o investidor deve atentar.
1 – NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE AS AÇÕES DA WEG CAEM
Esse está longe de ser o período de maior queda da WEG. Já vimos as ações WEGE3 caírem em várias outras ocasiões:
Entre dezembro de 2024 e abril de 2025: queda de 20%
Entre dezembro de 2020 e julho de 2020: queda de 5%
Entre fevereiro e março de 2020 (pandemia): queda de 52%
Entre julho de 2015 e julho de 2018: queda de 10%
Entre julho de 2015 e fevereiro de 2016: queda de 36%
Entre novembro de 2011 e agosto de 2011: queda de 35%
Entre novembro de 2007 e outubro de 2012: queda de 15%
Entre novembro de 2007 e novembro de 2008 (crise do subprime): queda de 66%
Esses movimentos fazem parte da natureza do mercado.
Não existe nenhuma ação na Bolsa brasileira ou americana com mais de 10 ou 15 anos de história que não tenha passado por quedas expressivas em determinados momentos.
Ainda assim, muitas delas — como a própria WEG — conseguiram entregar resultados excepcionais no longo prazo.
Por isso, mais importante do que olhar apenas para o curto prazo é entender os fundamentos da empresa.
Apesar da pressão recente nas ações e do impacto das possíveis tarifas sobre o cobre, a WEG segue sendo uma empresa eficiente, com fundamentos sólidos, crescimento consistente e forte capacidade de adaptação.
A queda atual parece muito mais uma correção diante de expectativas elevadas do que uma mudança estrutural nos negócios.
Para quem investe com foco no longo prazo, esse pode ser justamente um momento de oportunidade: entrar em uma das líderes globais mais bem posicionadas, que segue com excelentes perspectivas para os próximos anos.
2 – MESMO COM QUEDAS, A WEG ACUMULA +2.583% DESDE 2007
Isso mesmo: se olharmos a WEG desde novembro de 2007 até hoje, ela teve uma alta de 2.583%.
Mesmo quem comprou no pico de 2007, antes da crise do subprime — quando as ações caíram 66% —, teve uma valorização gigantesca.
Praticamente nenhum outro investimento entregou esse retorno.
3 – NO LONGO PRAZO, O PREÇO SEGUE O LUCRO
E por que ela teve essa alta? Porque os resultados da empresa cresceram.
No longo prazo, o preço segue o lucro: se a empresa cresce, o lucro cresce, os dividendos aumentam e mais pessoas querem comprar as ações.
Foi exatamente assim com a WEG.
Ou seja, se a empresa continuar entregando lucros consistentes no longo prazo, podemos seguir esperando bons resultados.
4 – OSCILAÇÕES FAZEM PARTE, ESPECIALMENTE QUANDO SE É SÓCIO DE UMA EMPRESA EXCEPCIONAL
Eu sempre digo aos nossos clientes que é essencial ter uma boa relação com os investimentos.
Ficar preocupado diariamente com altas e baixas, resultados trimestrais ou notícias políticas e econômicas não traz uma relação saudável com a carteira.
Muita gente, por isso, acaba enxergando os investimentos como um problema — e não como uma solução.
Mas investir na Bolsa é uma solução.
Se você vê como um problema ser sócio de uma empresa fantástica como a WEG, você está deixando fatores externos e emocionais afetarem suas decisões.
E a questão psicológica é muito mais forte do que a técnica.
Aqui na Capitalizo, nossos clientes recebem todas as informações sobre o que fazer e o que não fazer, mas o investidor precisa também estar preparado emocionalmente para suportar as oscilações naturais do mercado.
O QUE FAZER COM SUAS AÇÕES WEGE3?
Depois de tudo isso, o que você deve fazer com suas ações da WEG?
Vamos aos pontos que realmente importam para nossa análise aqui na Capitalizo:
A WEG tem um bom histórico? Sim.
Tem bons fundamentos? Sim.
O fundamento de longo prazo mudou porque caiu 10% este ano? Não.
O fundamento mudou porque o resultado veio abaixo do esperado? Não.
Lembre-se: o que acontece no curto prazo é apenas ruído de mercado. O investidor não pode se deixar levar por isso.
Muitas pessoas têm boas carteiras, mas acabam perdendo dinheiro por vender ativos ou comprar por motivos errados, baseados apenas em movimentos de curto prazo.
Então, muito cuidado para não fazer movimentos sem sentido.
É importante olhar além da cotação e entender a empresa por trás dela. Se for uma boa empresa, é uma grande oportunidade para o longo prazo.
Aqui na Capitalizo, temos um time de especialistas trabalhando todos os dias para trazer as melhores oportunidades de investimento, sempre embasadas em fundamentos e análises profundas.
Isso cria resultados incríveis, como os da Carteira Tiago Prux, pensada e estruturada para quem segue a filosofia Buy and Hold e quer se tornar um investidor global.
Com essa estratégia, bastam 10 minutos por mês para manter sua carteira 100% atualizada e “à prova de crises”.
Entenda a estratégia da carteira no vídeo abaixo.
COMO TER ACESSO À NOSSA CARTEIRA
Essa carteira faz parte da assinatura Capitalizo Invest, que oferece acesso imediato a análises, relatórios exclusivos e recomendações práticas para investir com consistência e segurança.
Seguem as principais notícias dessa quinta-feira (30/10):
Ibovespa sobe; Ferbasa (FESA4) dispara após anúncio
No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em leve alta de +0,10%, aos 148.780 pontos.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu -0,99%, fechando o dia nos 6.822 pontos.
Um dos principais destaques de alta foi a Ferbasa (FESA4), que disparou +7,51%.
A companhia aprovou a distribuição de R$ 213 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), equivalente a um valor líquido total de R$ 0,55 por ação preferencial, de forma parcelada.
A primeira parcela, de R$ 73 milhões, será paga em 5 de dezembro de 2025, com valor de R$ 0,18 por ação preferencial, resultando em um yield aproximado de 2,5%.
A segunda parcela, de R$ 140 milhões, será paga em 12 de junho de 2026, com valor líquido de R$ 0,36 por ação preferencial, representando um yield aproximado de 4,8%.
Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 5 de novembro, e os papéis serão negociados ex-juros a partir de 6 de novembro.
Um belo pagamento de “dividendos”.
Carteira Dividendos+ bate recorde
Apesar de focarmos em entregar ganhos consistentes ao longo do tempo, entendemos a importância de comemorar as conquistas de curto prazo.
Nesse sentido, informamos que a Carteira Dividendos+ bateu recorde de rentabilidade, ultrapassando os +470% de retorno.
Agradecemos aos nossos clientes que confiam seu dinheiro em nossas recomendações.
Segue o gráfico comparativo entre a Carteira, o Ibovespa e o IDIV, desde 2017:
Vale ressaltar que, atualmente, a Carteira Dividendos+ tem um yield anual médio de 8,5% — ou seja, conseguimos entregar crescimento do patrimônio e dos dividendos.
Além disso, no formato em que a Carteira está estruturada, recebemos dividendos todos os meses.
⚠️ Importante: retorno passado não é garantia de retorno futuro, mas mostra que estamos no caminho certo.
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