IRBR3 e a queda de 92%. Foi possível prever?

Recomendações do Rastreador de Tendências

Na série de artigos “Deu Gain”, trazemos algumas das nossas recomendações vencedoras da Assinatura Full Trader, especialmente as de Swing Trade, Rastreador de Tendências, Opções e Long & Short. O intuito é mostrar, na prática, como funcionam as nossas recomendações.

Hoje falaremos sobre uma recomendação de venda que foi dada em Fevereiro de 2020 e que mostra a importância de se evitar as grandes perdas.

Nesse caso, utilizamos o Rastreador de Tendências, nossa Estratégia exclusiva de Médio Prazo (3 a 6 meses), que une Análise Fundamentalista (para escolher as melhores ações para o momento) e a Análise Técnica (para apontar o momento de compra de venda das ações).

Consideramos essa recomendação de venda um dos maiores casos de proteção do dinheiro dos nossos clientes da história da Capitalizo. Além de comprovar, mais uma vez, a eficiência do Rastreador.

IRB Brasil (IRBR3)

Entre 2017 e 2020, IRBR3 era uma das ações mais comentadas e vencedoras da B3. Somente entre o seu IPO (julho de 2017) até o início de 2020, as ações acumulavam uma alta de mais de 350%.

Tudo começou a mudar quando a Gestora Squadra lançou aquela famosa carta questionando diversos pontos dos resultados de IRB. O que aconteceu após esse fato, todos lembram: a companhia, literalmente, perdeu seus fundamentos, e as ações passaram a cair muito forte.

Em função dessas informações negativas e a queda as ações, a longa tendência de alta das ações havia se perdido.

Como é possível ver no gráfico abaixo, a importante linha de tendência de alta de longo prazo foi rompida pelos preços.  Quando ocorreu essa confirmação (área circulada), a nossa Estratégia do Rastreador sinalizou que era o momento de vender IRBR3:

Uma das grandes vantagens da Análise Técnica é que mesmo uma pessoa que nunca teve contato com um gráfico consegue perceber, olhando a imagem acima, que a tendência de longo de prazo de alta havia se encerrado.

O preço de venda foi na casa dos 31,8.

Qual foi o ganho da operação?

Um dos principais erros dos investidores é levar em conta se está ganhando ou perdendo para encerrar determinadas posições. Na operação acima, tivemos ganho, mas isso nesse momento é irrelevante.

Mesmo que a operação tivesse no negativo, a atitude a tomar era só uma: vender IRBR3, pois era isso que a Estratégia estava apontando.

E seguir a Estratégia é a única coisa que importa. Somente quem tem um plano e sabe o que fazer em cada situação consegue se proteger e ter a chance de ganhar dinheiro no mercado de ações. Perder ou ganhar faz parte do processo.

Além do mais, quem não sabe perder, nunca vai ganhar dinheiro na Bolsa. Como diria Max Gunther, o autor do fantástico Axiomas de Zurique:

“Quando o barco começar afundar não reze. Abandone-o. Aceite as pequenas perdas com um sorriso, como fatos da vida. Conte incorrer em várias, enquanto espera um grande ganho”. 

O que aconteceu com as ações? Foi possível prever a queda?

Como sabemos, após a nossa recomendação de venda, as ações de IRBR3 entraram em uma tendência de longo prazo de baixa, que permanece até hoje:

Como pudemos ver nos gráficos, era impossível saber o que aconteceria após a recomendação. Os gráficos não servem para ”adivinhar” nada.

Eles nos ajudam a simplificar o processo e somente apontar os momentos de compra e de venda. Se, após uma recomendação, os preços irão subir ou cair, não temos como saber e não é importante. Como já dito, o que importa é uma coisa: seguir a Estratégia.

A grande vantagem da utilização dos gráficos é a agilidade em relação a outras ferramentas, o que nos dá a possibilidade de ganho e de proteção. Como diria o nosso sócio diretor, Tiago Prux:

”Enquanto os investidores acharem que alguém sabe para onde vão os preços ou que é possível ”adivinhar” algo, eles vão perder dinheiro.  Enquanto os investidores acharem que alguém precisa saber para onde vão os preços para ganhar na bolsa, eles vão perder dinheiro. O que os investidores precisam é de uma boa estratégia e saber o que estão fazendo. O primeiro passo é se manter vivo, a consequência é ganhar dinheiro.”

E é, justamente, dessa forma que, entre ganhos e perdas, fazemos aqui na Capitalizo.

Por que esse tipo de Estratégia funciona?

Como costumamos falar, não existe “mágica no mercado”, muito menos “almoço grátis”. A Estratégia do Rastreador, por exemplo, funciona pois os movimentos dos preços se repetem em tendências: altas e baixas. Isso sempre foi e sempre será assim.

Parece um pouco simplório demais (eu sei!), mas funciona, justamente, porque é simples. E, infelizmente, grande parte dos investidores esquece que fazer o simples, normalmente, é o que funciona mais e melhor.

Proteção

Conforme comentado, esse foi um dos casos em que mais ajudamos os nossos clientes a proteger seu capital. Todo cliente da Capitalizo que seguiu a nossa recomendação se protegeu contra uma queda de mais de 92%.

Sabemos que a maioria dos investidores da B3 não vendeu IRBR3 e amarga prejuízos praticamente irrecuperáveis até hoje. Alguns não venderam por falta de uma Estratégia como a nossa, outros simplesmente por teimosia.

Nós, como confiamos na Estratégia e entendemos que ela é uma excelente ferramenta de proteção, seguimos sempre o que é recomendado. Para nós, é muito mais importante ganhar dinheiro do que ficar provando que estamos certos.

Ou seja, entre o grande dilema de “estarmos certos ou sermos felizes”, preferimos a segunda opção – pois ela tem garantido anos de resultados bastante positivos.

E, você, o que está esperando para conferir os resultados do Rastreador e ter acesso à melhor Estratégia de Médio Prazo do mercado?

Quando vender suas ações? Entenda como recomendamos as vendas de CIEL3, COGN3, IRBR3 e CVCB3 (antes das quedas)

Como saber o momento de vender ações?

Uma das grandes dificuldades dos investidores é saber quando comprar e, especialmente, o momento de vender suas ações. Apenas nos últimos meses, vimos diversas ações se desvalorizar 50%, 60% ou até mais, deixando muitos investidores preocupados e se perguntando o que poderiam ter feito para evitar tamanhos prejuízos.

Aqui, você vai entender como é possível, de forma ativa, participar das boas altas do mercado, mas não deixar o seu capital “evaporar” quando as grandes baixas forem acontecer.

O momento de vender ações, segundo a Análise Fundamentalista

Utilizando a Análise Fundamentalista, um investidor pode vender as suas ações por considerá-las ‘’caras’’ ou, então, caso a empresa ‘’perca seus fundamentos’’. Sabemos que existem diferentes modelos que podem apontar uma ação como ‘’cara’’, assim como é possível, através de um estudo detalhado da empresa, entender quando ela perdeu ou está prestes a perder os seus fundamentos.

A grande questão é que os modelos fundamentalistas são um tanto quanto complexos. Além disso, o tempo de resposta que conseguimos com esses modelos é mais lento. Ou seja, é bem possível que no momento que tenhamos entendido que alguma empresa que temos em carteira tenha perdido fundamentos, a ação da companhia já pode ter caído bastante. Isso não invalida a Análise Fundamentalista, mas mostra um dos pontos fracos desse tipo de estratégia.

O momento de vender ações, segundo a Análise Técnica

Por outro lado, quando utilizamos os gráficos para monitorar os preços, o tempo de resposta é bem mais rápido e pode nos ajudar a encontrar o momento de vender ações em momentos mais adequados. Obviamente, isso não garante que tenhamos alguns prejuízos acima da médias, mas nos dá a chance de nos proteger, evitando que “tragédias aconteçam”. E, nesse sentido, a Análise Técnica (como é chamada a análise dos gráficos) é imbatível: ela aponta de maneira clara e objetiva quando comprar e principalmente, quando vender uma ação.

Como identificamos o momento de venda das ações

Abaixo, segue um exemplo clássico que mostra como a Análise Técnica, além de ser uma ferramenta simples e objetiva, pode tanto nos ajudar a ganhar dinheiro, quanto nos proteger, em momentos de fortes baixas: a nossa recomendação de venda em IRB (IRBR3).

Mesmo quem nunca viu um gráfico consegue, facilmente, observar que entre agosto de 2017 e o final de 2019, a IRBR3 respeitou uma linha de tendência de alta. Essa linha mostrava simplesmente a tendência primária das ações, que era de alta. Ou seja, enquanto ela fosse respeitada, não haveria motivo para vender as ações. Esse movimento durou até meados de fevereiro de 2020, quando os preços romperam para baixo essa importante referência (área circulada do gráfico):

Nesse momento, a Estratégia era clara: não havia mais sentido manter as ações de IRBR3 e recomendamos a venda das ações.

Não tentamos adivinhar nada. Apenas seguimos tendências!

É importante ressaltar que não sabíamos que as ações iam cair quando a venda foi recomendada. Da mesma forma que não sabíamos que a ação ia subir quando a compra foi recomendada. O que fazemos aqui é, simplesmente, seguir padrões gráficos.

Gostamos de fazer essa ressalva, pois muitos investidores fazem mau uso da Análise Técnica, achando que é um exercício de ‘’futurologia’’. A nossa intenção não é adivinhar, nem prever nada, mas apenas seguir as tendências gráficas. E, claro, nos aproveitarmos do melhor disso: saber de maneira objetiva o momento de comprar e de vender ações.

No exemplo acima, vimos uma recomendação em que a ação caiu após o acionamento da venda. Porém, em alguns casos, poderemos recomendar a venda das ações e, após algum tempo, elas voltarem a subir. Isso faz parte do jogo e poderemos até voltar para a mesma ação caso o gráfico indique compra novamente. Contudo, a grande vantagem da utilização dessa estratégia é que, mesmo que tenhamos prejuízo em uma operação, caso ela perca alguma tendência gráfica importante, temos a possibilidade de nos proteger de grandes quedas.

Agindo dessa forma, conseguimos minimizar as perdas e ficamos de fora das grandes tendências de baixa, essas que fazem tantos investidores sofrerem.

Fortes quedas acontecem a todo momento

Esse caso de IRBR3 não foi isolado e se repetirá em outras ações no futuro. Ações consideradas “boas” podem deixar de ser e, mesmo ações de ótimas empresas podem passar por longos períodos de desvalorização.  Abaixo, separamos algumas das nossas recomendações da Estratégia do Rastreador de Tendências, que utiliza o gráfico para apontar os momentos de compra e de venda.

🔴 O PREÇO DE VENDA foi o preço que recomendamos a venda das ações

🔵 O PREÇO ATUAL é a cotação recente da ação

📉 A QUEDA é o quanto cada ação caiu após a nossa recomendação de venda. Ela indica o quanto conseguimos proteger os investidores, utilizando a estratégia gráfica.

Apenas pegando como exemplo, na operação em IRBR3, tivemos um ganho de 3,07% na recomendação e, após a nossa recomendação de venda, as ações caíram 93,97%:

AÇÃO DATA DA VENDA PREÇO DE VENDA L/P% PREÇO ATUAL QUEDA (APÓS VENDA)
IRBR3 fev/20 36,5 3,07% 2,20 -93,97%
CIEL3 abr/18 15,84 -5,30% 3,94 -75,13%
COGN3 jan/20 11,5 18,57% 2,27 -80,26%
CVCB3 fev/19 51 25,34% 7,31 -85,67%

Gostou de saber que existem estratégias que podem te ajudar a não sofrer investindo na Bolsa de Valores?

Esse é o objetivo da nossa Estratégia do Rastreador de Tendências: minimizar as perdas e maximizar os ganhos. Não invalidamos nenhuma Estratégia Fundamentalista – inclusive, temos ótimas Carteiras que a utilizam. Porém, para quem não tem perfil para ver todo o seu capital desvalorizando 40% ou 50%, a utilização do gráfico é fantástica e libertadora.

Além disso, é importante frisar que não existe a melhor, nem a pior Estratégia. O que existem são perfis diferentes de investidores e cada um deles deve encontrar a melhor forma de investir o seu dinheiro, respeitando o seu perfil.

Outras vantagens da utilização do Rastreador de Tendências

▶️ Voltado para buscar rentabilidade no médio prazo, em operações que duram, geralmente, entre 3 e 6 meses;
▶️ Estratégia focada em proteção, visando o maior ganho com o menor risco possível;
▶️ Ótima alternativa para quem não quer ou não tem disponibilidade para operar muito. Com apenas 10 minutos por dia você conseguirá seguir todos os passados recomendados.

Como são enviadas as recomendações do Rastreador de Tendências?

Todas as recomendações são enviadas pelo nosso Aplicativo, pelo nosso sistema (para quem estiver no computador) ou pelo Telegram (onde você pode interagir com nossa equipe de atendimento caso tenha alguma dúvida). Igualmente, você sempre será avisado quando houver uma recomendação de compra e quando for preciso encerrar a operação.

Qual a duração das operações?

Nessa estratégia, as operações duram, em média, de 2 semanas (normalmente operações com prejuízo) até 6 meses (normalmente operações com forte ganho). Já que as operações são mais “lentas” e têm o intuito de pegar tendências em médio prazo, o investidor que decidir seguir essa estratégia não precisa ficar o dia todo “grudado” na tela do computador e do celular. 10 minutos por dia são mais que suficientes para seguir as recomendações.

Quanto eu posso perder?

Em média, 70% das recomendações terminam com ganho. Dessa forma, em torno de 30% das operações geram prejuízo. O prejuízo médio costuma ficar entre 5% e 10%, mas em alguns casos pode ser maior.

Quanto eu posso ganhar?

Por se tratar de um investimento de Renda Variável, não é possível prometermos nenhum ganho. Considerando os resultados passados, em uma operação ”ruim” os ganhos ficam entre 10% e 20%. Já, em boas operações, os ganhos costumam ficar entre 20% e 60%. Em operações consideradas excelentes, o resultado depende do tempo e da intensidade da alta. Ou seja, os ganhos podem ser de 60%, 70% ou mesmo acima de 100%.

Para se ter uma ideia da qualidade do Rastreador, veja, abaixo, o retorno da estratégia, em comparação ao Ibovespa, desde 2017:

Esse retorno acima foi capaz de transformar cada R$10.000,00 investidos em mais de R$190.000,00. Além disso, o Rastreador vem entregando um retorno médio anual acima de 80%.

Perceba que, mesmo em um cenário de grandes quedas como o de Março de 2020, o Rastreador, além de continuar entregando ganhos, protegeu os clientes da Capitalizo de uma das maiores baixas da história das bolsas pelo mundo.

Agora, seguem os retornos dos últimos anos e o ganho médio anual: 

E, você, o que está esperando para receber as recomendações do Rastreador de Tendências?

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Quando vender uma Ação? O caso do IRBR3 e a queda de 90%

venda de ações

O que todo investidor de longo prazo mais deseja é manter suas ações em carteira durante vários anos. Porém, você já parou para pensar que, mesmo esse tipo de investidor pode, em algum momento, ter que vender suas ações?

Isso mesmo, ter que vender alguma ação também faz parte da vida do investidor de longo prazo. Não queremos dizer que é necessário ficar “girando a sua carteira”, pelo contrário. Mas em, alguns momentos, vender alguma ação será até importante para a proteção da sua carteira.

Em que situações a venda é necessária?

A característica mais importante do investidor de longo prazo é, além de escolher boas empresas, fazer o acompanhamento das mesmas e saber que, caso elas percam sua atratividade, talvez não faça mais sentido tê-las em carteira. 

E não se engane, em algum momento isso vai acontecer. Mesmo os melhores investidores vão errar ou não escolher ativos não tão atrativos. A diferença entre um investidor profissional e um amador não é não errar, mas sim corrigir o erro. 

Num primeiro momento, identificar a hora certa de vender suas ações pode parecer de difícil compreensão para quem apenas investe e não acompanha o mercado. Mas para os profissionais que acompanham o dia a dia do mercado, essa se torna uma tarefa um pouco mais fácil.

A seguir destacamos 3 motivos que podem deixar as ações menos atrativas e alguns exemplos de recomendações de venda que demos e o quanto conseguimos proteger os nossos clientes.

Perda de fundamentos

Você compraria ações de uma empresa que fabricasse máquinas de fax ou de escrever? Acreditamos que não. 

Muitas vezes, os negócios das empresas perdem seus fundamentos, seja em função de mudanças políticas, econômicas ou mesmo de mercado. Nesses casos, qual o sentido de ter uma ação de uma empresa que perdeu seus fundamentos?

Perda de previsibilidade

É fato que não conseguimos adivinhar o que vai acontecer com um setor em específico e muito menos com o mercado em geral. Mas, quando acompanhamos as empresas que fazem parte da nossa carteira, é possível ter uma certa previsibilidade dos resultados que elas vão entregar.

Alguns fatores podem contribuir, como um setor previsível, excelentes planos de negócio da empresa ou até um rápido crescimento do mercado que ela está inserida.

Por isso, a partir do momento em que essa previsibilidade deixa de existir, é importante manter o alerta ligado, pois empresas menores podem perder os fundamentos rapidamente. Nesses casos, a venda é quase que uma obrigação.

Mudanças estruturais no setor

O mercado está sempre mudando, isso é um fato.

Os setores estão sempre dando sinais de melhora e de mudanças, mas quando um setor tem mudanças estruturais muito fortes e as empresas não estão preparadas para isso, é fácil perder a previsibilidade de resultados.

Por isso, é importante sempre ficar de olho em suas posições para ver se alguma empresa teve mudanças no setor e não está dando sinais de que vai acompanhar essas mudanças.

Alguns exemplos de venda

Para facilitar o entendimento, vamos comentar sobre a recomendação de venda em IRB (IRBR3), usando os conceitos acima.

Vale frisar que, olhando hoje, parecem casos óbvios de venda, porém, a maior parte dos investidores que estavam no mercado nessas épocas, não venderam suas ações, por não entenderem as mudanças nos cenários. 

IRBR3 | IRB Brasil: ”A mentira tem pernas curtas”

Com certeza, o caso do IRB foi um dos mais emblemáticos casos que acompanhamos durante esses anos de mercado. Considerando que a empresa era um bom e lucrativo negócio, talvez tenha sido um dos casos bizarros da história da Bolsa de Valores.

Estávamos posicionados em IRB desde a época do seu IPO. Na verdade, IRBR3 foi um dos poucos IPOs no qual recomendamos entrada. Na época, o preço ajustado de reserva foi a R$ 7,27 e as ações estrearam no dia 31 de julho de 2017, com uma alta de 7,5% e o quarto maior volume da B3. A oferta movimentou em torno de R$ 2 bilhões, mas a demanda foi quase o dobro. A procura foi muito grande em função do potencial de crescimento da empresa e sua posição de liderança – com mais de 50% do mercado de resseguros aqui no Brasil. 

Essa posição de liderança era uma das heranças da época que o IRB era uma estatal e, por mais de 70 deteve o monopólio do mercado de seguros, que foi quebrado somente em 2007.  Além disso, a empresa também atuava forte fora do Brasil, o que deixava o negócio ainda mais interessante.

Já sabíamos que resseguradoras não tinham margens tão elevadas quando comparávamos a algumas seguradoras, por exemplo. Porém, como a empresa era muita enxuta (tinha menos de 400 funcionários) e entendíamos que iriam realizar a venda de alguns ativos, como posições em shopping centers, por alguns anos, a empresa teria bons lucros, impulsionados por itens não recorrentes. Ou seja, ainda receberíamos bons dividendos.

Tínhamos um negócio simples de entender e uma empresa bastante solícita aos nossos contatos, o que facilitaria o nosso acompanhamento futuro.

Os nossos problemas com IRB começaram no final de 2019, quando a nossa comunicação com a empresa começou a ficar bastante prejudicada – a companhia, que sempre foi muito solícita em nos atender, raramente respondia aos nossos contatos. Questionamentos sobre alguns contratos no exterior e a rentabilidade dos mesmo, também não foram atendidos. 

Em fevereiro de 2020, após o episódio da Carta da Gestora Squadra, a comunicação simplesmente acabou. Para quem não se lembra desse episódio, a gestora redigiu um documento questionando o IRB em diversos pontos. Muitos desses pontos não foram surpresa para nós (como a questão do lucro ser turbinado pela venda de ativos), mas a forma com que a empresa tratou o caso, aumentou ainda mais a nossa desconfiança. Parecia que 

A gota d’água foi o fático dia 4 de março de 2020, em que os gestores da empresa mentiram sobre a suposta posição que Warren Buffett (através da Berkshire Hathaway) teria no IRB. Apesar de não termos nada diretamente ligado aos resultados da empresa, era clara a perda de previsibilidade, pois os gestores do IRB estavam simplesmente mentindo.

Você seria sócio de uma empresa em que o CEO mentisse? Pois é, nós também não. Além disso, se eles estavam mentindo sobre isso, possivelmente poderiam ter mentido sobre várias outras coisas. Inclusive, nesse dia 4 de março, fizemos mais uma recomendação de venda das ações, alertando que qualquer previsão, projeção ou números apresentados pela empresa, infelizmente, estariam comprometidos e que não eram confiáveis. 

Posteriormente, a empresa teve que republicar seus balanços e fazer uma série de mudanças, incluindo toda sua administração. No caso do IRB, a falta de previsibilidade acabou virando falta de fundamentos. 

A nossa recomendação de venda das ações IRBR3 foi em R$ 34,43. Considerando a posição desde o IPO, nosso ganho total foi de 373%.

Considerando o preço atual (R$ 2,40), protegemos nossos clientes de uma queda de mais de 93%. 

Como saber quais ações devo compra e vender no longo prazo?

Atualmente, temos 5 carteiras de ações com foco no Longo Prazo, utilizando a estratégia fundamentalista Buy & Hold: Carteira Dividendos +, Micro e Small Caps, Top Crescimento, Internacional (criada em 2020) e Tiago Prux. Em todas elas, o nosso investidor é avisado de qualquer passo que precisa ser feito e os momentos de compra e de venda de das ações. Abaixo trago o desempenho das três mais procuradas pelos nossos clientes, a Tiago Prux, Dividendos+ e Micro e Small Caps:

Importante: todas as Carteiras são de baixo giro, ou seja, com apenas 10 minutos por mês você conseguirá acompanhá-las e mantê-las atualizadas. Dessa forma, também são ideiais para investidores que compram ações periodicamente.

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